Governo corta R$ 1,1 bilhão de verbas de pesquisa  

O governo Bolsonaro retirou R$ 1,1 bilhão de verbas que poderiam ser usadas principalmente em ações desenvolvidas pelo Instituto Butantan e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no combate à pandemia da Covid-19.

A cota de importação caiu de US$ 300 milhões (R$ 1,6 bilhão, em valores atuais), no ano passado, para apenas US$ 93,29 milhões (R$ 499,6 milhões), neste ano de 2021. Vale lembrar que os insumos utilizados em pesquisas são, em sua grande maioria, importados.

Segundo o senador Humberto Costa, que também é médico, os recursos para a ciência e tecnologia vêm diminuindo significativamente desde o governo Temer, inclusive para a obtenção de insumos necessários para a vacinação. Em 2014, o valor da cota foi de US$ 700 milhões. Já no ano seguinte ao golpe contra Dilma Rousseff (2017), com Michel Temer no poder, e em 2019 e 2020, com Bolsonaro, caiu para menos da metade, US$ 300 milhões.

*Com informações da CUT

Justiça barra volta às aulas presenciais e governo recorre

A Justiça de São Paulo suspendeu a volta às aulas presenciais em todo o estado ontem (28) e hoje o governo já recorreu da decisão.  Portanto, essa briga deve continuar na Justiça.

Por enquanto a sentença vale para todas as escolas: municipais, estaduais ou federais, tanto na rede pública, quanto privada. A ação questiona as determinações do decreto 65.384/20 e da Resolução SEDUC 95/2020, do governo de João Doria (PSDB). Isso porque essas ações de governo obrigavam professores a retomar atividades presenciais, mesmo nas fases vermelha e laranja da quarentena.

“A situação atual da crise sanitária não justifica a retomada das aulas presenciais nas escolas localizadas nas áreas classificadas nas fases laranja e vermelha, em nome da proteção ao direito à vida, que não pode ser desprezado”, diz trecho da sentença judicial.

Médicos desmentem Doria e Bolsonaro: não tem vacina para todos  

O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) desmentiu, em nota divulgada esta semana,  o discurso demagógico do governador de São Paulo, João Doria, e do presidente Jair Bolsonaro. “A verdade é que não há doses suficientes da vacina propagandeada e vemos o presidente, Jair Bolsonaro, e o governador do estado de São Paulo, João Doria, usarem eleitoralmente sua guerra fútil enquanto milhares falecem”, diz trecho de nota, em relação aos planos de vacinação nacional e estadual, que considera deficitários.

O sindicato também observa que além da falta de vacinas, o governo Bolsonaro e seus seguidores continuam estimulando tratamentos à base de medicamentos comprovadamente sem eficácia para pacientes de Covid-19.

No Hospital Universitário da USP, que possui cerca de 2 mil profissionais, até agora foram entregues apenas 200 doses de vacinas e não há informações de quando novas doses chegarão.

 Governo tira do ar portal da transparência após denúncias de gastos

O Portal da Transparência do governo federal ficou fora do ar na noite desta quarta-feira (26), após as denúncias de gastos de R$ 1,8 bilhão com alimentação, que inclui R$ 15 milhões só com leite condensado, além de outras despesas absurdas.

O Portal da Transparência foi criado no governo Lula (2004). Trata-se de um site de acesso livre, no qual o cidadão pode encontrar informações sobre como o dinheiro público é utilizado, além de se informar sobre assuntos relacionados à gestão pública do Brasil.

As redes sociais não perdoaram e uma série de memes viralizou , especialmente sobre  os gastos com leite condensado.

Auxílio emergencial é fundamental para recuperar a economia

O auxílio emergencial,  encerrado pelo governo em dezembro, foi a garantia de sobrevivência de 67,9 milhões de pessoas no ano passado. Dados do Instituto Brasileiro de Geografa e Estatística (IBGE) apontam que em cidades onde o número de beneficiários foi maior, também foi maior a geração de emprego formal.

Em 357 dos 500 municípios com maior geração e vagas no mercado formal, o número dos beneficiários do auxílio emergencial estava acima da média nacional. O número representa 71,4% dos municípios que ficaram no topo do ranking do emprego na pandemia. O saldo positivo de vagas formais nesse período foi de 105 mil. Nas localidades em que o pagamento do benefício foi menor do que no total do país, houve um resultado negativo de 217 mil postos, o que demonstra que programas de distribuição de renda, como o Bolsa-Família e o auxílio emergencial, por exemplo, são essenciais para a manutenção da economia brasileira.

De acordo com o pesquisador do Centro de Estudos Sociais e Economia do Trabalho (Cesit/Unicamp), Dari Krein, é responsabilidade do Estado proteger os mais vulneráveis, e tanto o auxílio quanto os benefícios emergenciais durante a pandemia se mostraram essenciais para garantir que grande parte das pessoas pudessem sobreviver durante nesse período crítico.

“Sem o auxílio emergencial, talvez o caos social teria sido grande nesse tempo. Agora, vemos que o auxílio acabou e as pessoas estão indo para as ruas para fazerem qualquer coisa para terem renda, porque a situação de miserabilidade é forte”, diz Dari Krein.

Ele explica que a dependência do auxílio por parte da população é grande e o programa mostrou ter sido muito importante para garantir uma condição de as pessoas poderem sobreviver à pandemia.

“É fundamental a luta pela continuidade do programa, porque tudo indica que não teremos uma retomada da economia, pelo contrário, a pandemia se agrava e as atividades econômicas terão mais dificuldades de continuar”, ele alerta.

O nível de desemprego (14,6%), que hoje já atinge mais de 14,1 milhões de brasileiros, de acordo com Dari, deve continuar aumentando. Sem emprego, sem auxílio emergencial, sem renda milhões de brasileiros estarão jogados à sorte.

“Podemos ter um caos social. Por enquanto a sociedade ainda está ‘anestesiada’ em todos os sentidos, ou seja, sobre política, sobre a pandemia, mas a fome vai chegar a mais pessoas”, diz o pesquisador.

*Com informações da CUT

Católicos e evangélicos unidos pelo impeachment de Bolsonaro

Nesta terça-feira (26) foi protocolado o 62º pedido de afastamento de Bolsonaro  por “manejo criminoso das políticas sanitárias durante a pandemia, o não acesso à vacina, e o desprezo pela vida dos brasileiros”.

O pedido foi redigido pela Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) e é assinada por religiosos da Frente Ampla Cristã

O pedido tem apoio do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), da Comissão Justiça e Paz (órgão ligado à CNBB), da Câmara Episcopal da Igreja Anglicana do Brasil (IEAB), da Aliança de Batistas do Brasil (ABB) e de diversas lideranças católicas e evangélicas.

Além do pedido de impeachment dos religiosos contra Bolsonaro, hoje (27) outro pedido, o 63º,  deve ser protocolado  na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Este  é assinado pelo partidos PT, PDT, PSB, PSol, PCdoB e Rede.

Em nota, os parlamentares da oposição informam que a ação responsabiliza “Bolsonaro por crimes cometidos contra a humanidade”. E destacam a “ingerência e descaso do governo” no enfrentamento à pandemia e pelo fim do auxílio emergencial.

“É evidente a culpa de Bolsonaro e (do ministro da Saúde, Eduardo) Pazuello na grave tragédia ocorrida em Manaus (AM), que culminou com a morte por asfixia de milhares de brasileiros, assim como em parte significativa das quase 220 mil vítimas fatais de covid-19 no país”, ressalta a nota.

Um ato no Salão Negro da Câmara, às 15h, marcará a apresentação desse novo pedido de impeachment. Os partidos defendem, ainda, a imediata retomada das atividades da Câmara.

Deputados cobram investigação: 15 milhões em leite condensado?

Os gastos do governo Bolsonaro entre 2019 e 2020 subiram 20% e alguns itens da cesta causam espanto. Entre os produtos adquiridos pelo governo estão R$ 2,5 milhões em vinhos, R$ 15 milhões em leite condensado, R$ 5 milhões em uvas-passa e R$ 2,2 milhões em gomas de mascar. Molho shoyo, molho inglês e molho de pimenta, juntos, somaram mais de R$ 14 milhões, dentre outros gastos absurdos.

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) resolveu investigar a empresa fornecedora de leite condensado e descobriu que fica no subsolo de um pequeno prédio comercial no bairro residencial do Sudoeste, em Brasília. “Aparentemente, não é uma sede grande responsável por compras em milhões”, afirma a deputada em sua conta no Twitter. “Ao pesquisar as lojas do prédio, encontra-se pequenos empreendimentos de bolos, limpeza, barbearia, venda de artigos militares… qual desses movimenta mais de R$ 15 milhões num ano?”, questiona.

Para Jandira, não há dúvida de que os órgãos de controle precisam agir nesses contratos absurdos. “A sociedade passando fome, sem renda ou auxílio, e Bolsonaro celebrando compra de R$ 2 milhões em vinho em plena pandemia? O governo e a responsabilidade são deles. Aliás, o silêncio dele e de seu séquito extremista é revelador”, afirmou a deputada à reportagem da RBA (Rede Brasil Atual).

*Com informações da RBA (Rede Brasil Atual)

São Paulo endurece regras para conter avanço do coronavírus

O avanço das contaminações por coronavírus nas últimas semanas levou o governo do Estado de São Paulo a endurecer as regras de distanciamento social. As novas restrições passam a valer a partir de segunda-feira (25).

Nos finais de semana e feriados e também entre 20h e 6h, nos dias úteis,  todas as regiões do estado ficarão na fase vermelha  (com funcionamento apenas de serviços essenciais). A medida, a mais restritiva desde o começo da pandemia,  já começa a valer a partir do feriado desta segunda (25) na capital.  Para o restante do estado, o primeiro final de semana apenas com atividades essenciais funcionando será o dos dias 30 e 31.

A decisão foi tomada após o Estado registar  três semanas seguidas com mais de 10 mil casos novos de Covid e com o número de óbitos pela doença dobrando nas últimas semanas, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde. “Precisamos que pessoas estejam vivas para que possam ir a restaurantes, shoppings e parques”, disse, João Doria, governador de São Paulo.

O governo também adiou a volta das aulas,  inicialmente estava prevista para o dia 1º de fevereiro, para o dia 8 de fevereiro.  A presença dos alunos também não será obrigatória.

O nível de ocupação dos leitos em UTI está em 71,1% e já são mais de 51 mil óbitos e 1.679.759 casos da doença.  O Estado de Sã Paulo tem registrado uma morte a cada seis minutos.

Fora Bolsonaro: carreata sairá da Alesp

Sábado (23) é dia de gritar Fora Bolsonaro.  Os movimentos sociais estão unidos em defesa da vacinação de toda a população brasileira e pelo impeachment do presidente Bolsonaro.

Estão previstos panelaços, manifestações nas redes sociais e carreatas em várias capitais do país.

Em São Paulo, a concentração acontece a partir das 14 horas, na Assembleia Legislativa do Estado (Alesp). De lá os carros seguem para a avenida Paulista.

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