Metade dos brasileiros reprova atuação de Bolsonaro, diz Datafolha

Metade dos brasileiros reprova a atuação de  Bolsonaro no combate a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), que já infectou 438.238 pessoas e fez 26.754 vítimas fatais no país, segundo pesquisa Datafolha. O Brasil é o segundo país com mais casos confirmados no mundo e registra mais óbitos do que Rússia, Índia e Turquia.

De acordo com o Datafolha, 50% das 2.069 pessoas entrevistadas consideram ruim ou péssima a gestão que Bolsonaro faz para conter a pandemia. Em 27 de abril, o percentual de ruim e péssimo era de 45%.

Outros 27% aprovam a atuação do presidente na maior crise sanitária do século. O percentual é o mesmo de abril. Já 22% o acham que é regular.

Entre os que têm ensino superior, o percentual de ruim e péssimo atinge 62%. Já os percentuais de ótimo e bom atinge 32% entre quem ganha mais de dez salários mínimo e 41% entre empresário.

Metodologia

Por causa do isolamento social, a pesquisa Datafolha está sendo feita por telefone.

Foram entrevistados 2.069 brasileiros adultos que possuem telefone celular em todas as regiões e estados do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

A coleta de dados aconteceu nos dias 25 e 26 de maio de 2020.

São Paulo não segue critérios da OMS para flexibilizar o isolamento

O número de infectatos e mortos por coronavírus em São Paulo continua crescendo diariamente. Mesmos assim, o governo cedeu a pressão dos empresários e vai flexibilizar a quarentena a partir de 1º de junho, sem seguir os critérios da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Veja abaixo quais são os critérios corretos para a flexibilização do isolamento, de acordo com a OMS:

  1. A transmissão da doença deve estar sob controle, com queda sustentada por um período razoável de tempo do número de novos casos.
  2. O sistema de saúde deve ser capaz de detectar, testar, isolar e tratar todos os casos e de rastrear todos os contatos de casos positivos.
  3. O risco em lugares vulneráveis, como instituições de longa permanência, deve ser minimizado.
  4. Escolas, ambientes de trabalho e outros serviços essenciais devem ter medidas preventivas bem estabelecidas.
  5. O risco de importação de novos casos deve estar sob controle.
  6. As comunidades devem estar plenamente educadas, engajadas e fortalecidas pra poderem viver um novo padrão de normalidade, com a adoção rigorosa de medidas de proteção.

 

 

Doria flexibiliza quarentena

O governador de São Paulo, João Doria decidiu flexibilizar as medidas de isolamento social na capital e iniciar a reabertura do comércio em pleno pico da pandemia, contrariando as orientações de especialistas e infectologistas.

A decisão está indo  na mesma linha do que já vinha pregando Bolsonaro, que defende mais a economia do que a vida dos brasileiros.

As UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) da capital estão com 90% ou mais de lotação e os profissionais de saúde estão trabalhando sem equipamentos adequados de proteção.

Em todo o mundo a reabertura foi planejada e só se deu com os casos de contaminação já em queda, mas por aqui a realidade é bem diferente e o país já ultrapassa a marca das 26 mil mortes.

Nesta quinta-feira (27), quando especialistas e grande parte da população de São Paulo esperavam o anúncio de bloqueio total (lockdown) em todo Estado, devido a curva ascendente de novos casos e mortes pela doença, Doria, anunciou um plano de flexibilização do isolamento.

“Um risco absurdo e absolutamente criminoso, que só atende o mercado e em 15 dias, período fundamental para sabermos o resultado de qualquer ação de combate à doença, teremos um aumento expressivo de casos e mortes pela Covid-19”, afirmou o médico sanitarista, professor universitário, vereador e presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Campinas, Pedro Tourinho.

Segundo ele, é preciso sim que os estados e municípios tenham planos de flexibilização do isolamento, mas em primeiro lugar têm que ter critérios rígidos, como orienta a OMS. Além disso, aponta ele, o sistema de saúde está próximo do limite e o razoável a ser feito no momento seria intensificar e fiscalizar rigorosamente a adesão ao isolamento.

“Seguir fortalecendo nossa capacidade de testagem, rastreamento e ampliação de leitos. Ao mesmo tempo, medidas de apoio econômico e social deveriam ser muito melhor instituídas. Mas ao que tudo indica não é isso que vai acontecer. Temo imensamente pelas nossas vidas nesse momento”, afirma.

Classificação por regiões

Tourinho disse que Doria não mostrou nenhum dado concreto para tomar esta decisão e que o segundo erro grotesco do governador sobre o plano foi a classificação das regiões do estado em diferentes níveis de vigilância, com a possibilidade da reabertura imediata de vários setores em Campinas, na capital e em outras regiões do estado.

Para Tourinho a  flexibilização foi uma concessão aos setores econômicos e é questão de classe. Segundo ele, na classe média alta a taxa de isolamento conseguiu se manter maior e os leitos privados estão mais vazios. “Pelo que parece não há preocupação com o mais pobre, porque este setor não consegue manter o isolamento porque não tem uma ajuda do Estado eficiente para ficar em casa e ainda a taxa de ocupação da UTI em hospitais públicos está em 95%”, afirma o médico.

*Com informações da CUT

O papel dos cipeiros durante a pandemia

O papel dos cipeiros ficou ainda mais importante durante a pandemia de coronavírus e, por se tratar de um assunto totalmente novo, a Fetquim (Federação dos Trabalhadores do Ramo Quimico), elaborou um manual técnico com orientações para os representantes da Cipa, do SUR, e das comissões de fábricas.

O conteúdo foi elaborado com base na experiência do assessor de Saúde e Previdência da Fetquim, Remígio Todeschini, ex- presidente da Fundacentro e ex-presidente do Sindicato dos Químicos do ABC.

O material é online e está disponível  aqui, é só clicar!

 

Quarentena é prorrogada em SP por mais 15 dias, com flexibilização 

O governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (27) a prorrogação da quarentena por mais 15 dias em todo o estado a partir de 1º de junho, com flexibilização e reaberturas da economia de forma escalonada. A nova fase do isolamento social para conter a disseminação da pandemia do novo coronavírus, que foi dividida em cinco, recebeu o nome de “Retomada Consciente”.

As flexibilizações só serão permitidas nas cidades que tiverem disponibilidade de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nas redes pública e privada, redução no número de casos de Covid-19, com manutenção do distanciamento social nos ambientes públicos e uso obrigatório de máscaras.

Apesar da reabertura em algumas áreas, o governador afirmou que a medida será reavaliada diariamente e que pode a retomar ações mais restritivas se necessário.

Fases de reabertura

Na primeira fase, denominada cor vermelha, será alerta máximo, com funcionamento permitido somente aos serviços essenciais.

Já a segunda fase, a laranja, será de controle, possibilidade de aberturas com restrições. A cidade que se enquadrar na cor laranja, poderá reabrir, com restrições, o comércio, shoppings, atividades imobiliárias e concessionárias.

A terceira fase, amarela, terá a abertura de um número maior de setores.

Na quarta fase, verde: abertura de um número maior de setores em relação à fase 3.

Por último, a quinta fase, azul: “normal controlado” – todos os setores em funcionamento, mas mantendo medidas de distanciamento e higiene.

São Paulo é o epicentro

Em quarentena desde 24 de março, São Paulo é o estado mais impactado pela pandemia do novo coronavírus. O estado registrou nesta terça-feira (26) 6.423 mortes em decorrência da doença e 86.017 casos confirmados.

Mesmo com o crescimento de casos, há indícios de desaceleração da epidemia no estado.

O governo apresentou, ainda durante a coletiva, que o total de mortes e casos de Covid-19 em São Paulo teve queda no último mês, comparado com o registrado no início de abril.

Segundo as projeções do estado, sem as medidas de isolamento adotadas, o estado teria 950 mil casos. Com isolamento, o estado contabilizava, até esta quarta (27), 86 mil casos.

Com informações do G1

Brasil perde mais de 1 milhão de empregos formais

De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), divulgados nesta quarta-feira (27), pela Secretaria de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, nos últimos dois meses 1.101.205 trabalhadores com empregos formais,  foram demitidos.

Em março foram fechados 240.702 postos formais de trabalho; em abril, foram 860.503, o pior resultado já registrado para esse mês desde 1992, quando o governo iniciou a série histórica do Caged.

O estado de São Paulo teve o pior desempenho, com o fechamento de 260.902 postos.

O comércio foi o setor mais atingido pela crise e demitiu 342.748 trabalhadores de janeiro a abril. O setor de serviços vem em seguida, com 280.716 mil demissões, seguido da indústria (127.886) e construção civil (21.837).

O Caged só computa empregos formais, inclusive o intermitente que foi legalizado na reforma Trabalhista de Michel Temer. É diferente da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que trata do desemprego entre trabalhadores, com e sem carteira assinada.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, registrou 12,9 milhões de desempregados no final do primeiro trimestre deste ano.

Empresários usam pandemia para não pagar direitos trabalhistas

Apesar do distanciamento social, que mantem fechadas desde março várias varas da Justiça do Trabalho, 19.408 trabalhadores entraram com ação pedindo o pagamento de aviso prévio, férias vencidas e proporcionais, 13º salário e a multa de 40% sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Os dados são do monitoramento do Termômetro Covid-19 da Justiça na Trabalho, feito pela Datalawyer com o site Consultor Jurídico e a FintedLab.

Para não pagar as verbas rescisórias, os patrões usam como pretexto um suposto ‘dispositivo jurídico’ da Medida Provisória (MP) nº 927, editada pelo governo Bolsonaro, em março deste ano.

Segundo advogados trabalhistas consultados as empresas erram ao usar a MP para não pagar direitos e isso deve aumentar muito a demanda de ações trabalhistas.

O Sindicato continua atendendo normalmente as demandas dos trabalhadores e, em caso de denúncias, ou conferência de homologação, faça contato pelo whatsapp do Sindicato (11) 96314-5629.

Dono da Havan e outros empresários são alvos da PF no inquérito das fake news

A Polícia Federal cumpre hoje, dia 27,   29 mandados de busca e apreensão na investigação que apura o esquema de notícias falsas e os ataques aos ministros do Supremo Tribunal Federal. A ação foi determinada pelo relator do inquérito, ministro Alexandre de Moraes.

A investigação sobre as fake news foi aberta em março do ano passado, por determinação do presidente do STF, Dias Toffoli, e apura denúncias de ameaças e ofensas disseminadas contra integrantes da corte e seus familiares.

Em abril a Folha divulgou que as apurações teriam chegado ao vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro. Carlos reagiu, negando envolvimento em qualquer irregularidade. Na manhã desta quarta, em comentário publicado no Twitter, o vereador criticou a decisão do ministro Alexadre de Moraes de ordenar a operação da PF.

Confira a lista completa dos alvos da operação da PF:

  • Allan dos Santos, blogueiro do site Terça Livre
  • Bernardo Pires Kuster, youtuber
  • Bia Kicis, deputada federal pelo PSL-DF
  • Carla Zambelli, deputada federal pelo PSL-SP
  • Daniel Lúcio da Silveira, deputado estadual pelo PSL-RJ
  • Douglas Garcia, deputado estadual pelo PSL-SP
  • Edgard Corona, empresário
  • Edson Pires Salomão, assessor do deputado Douglas Garcia
  • Eduardo Fabres Portella
  • Enzo Leonardo Suzi, youtuber
  • Filipe Barros Baptista de Toledo Ribeiro, deputado estadual pelo PSL-PR
  • Geraldo Junio do Amaral, , deputado estadual pelo PSL-MG
  • Gil Diniz, deputado estadual pelo PSL-SP
  • Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan
  • Luiz Phillipe Orleans e Bragança, , deputado estadual pelo PSL-SP
  • Marcelo Stachin, empresário
  • Marcos Belizzia, membro do grupo Nas Ruas, organizado por Zambelli
  • Otavio Fakhouri, empresário
  • Paulo Gonçalves Bezerra, empresário
  • Rafael Moreno, blogueiro
  • Reynaldo Bianchi Junior, humorista bolsonarista
  • Roberto Jefferson, ex-deputado federal e presidente nacional do PTB
  • Rodrigo Barbosa Ribeiro, assessor de Douglas Garcia (PSL-SP)
  • Sara Winter, blogueira
  • Winston Lima, capitão da reserva e blogueiro

Movimentos Sociais debatem campanha Fora Bolsonaro

Para proteger vidas, empregos, a economia e a democracia, a CUT junto com as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo farão, nesta terça-feira (26), uma Plenária Nacional virtual com objetivo discutir a campanha a ‘Fora, Bolsonaro’.

Segundo os representantes da CUT  esta é a única forma de dar um basta nas  atrocidades praticadas pelo governo Bolsonaro, que agravaram a crise sanitária, social, econômica e política que o país vive.

Os movimentos querem denunciar os inúmeros crimes cometidos por Bolsonaro, desde a eleição e que agora atentam contra à vida do povo brasileiro, contra a ciência e a razão, contra as instituições democráticas e contra a impessoalidade na gestão pública.

Para a Secretária Nacional de Mobilização e Relação com os Movimentos Sociais da CUT, Janeslei Albuquerque, esta plenária é mais um passo do processo organizativo de uma grande frente contra o autoritarismo, o arbítrio e a violência, que tem aumentado significativamente desde o golpe contra presidenta Dilma.

Segundo ela, o ‘fora Bolsonaro’ é pra sair o Bolsonaro e voltar a democracia,  voltar  os direitos trabalhistas, voltar os direitos previdenciários, voltar o respeito à vida e voltar o financiamento e fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Feriadão começa amanhã, 20 de maio, na capital

O prefeito Bruno Covas declarou hoje que a antecipação dos feriados na capital é uma das “últimas cartadas” para aumentar o isolamento social como medida de prevenção ao novo coronavírus.

O feriadão começa amanhã (20) e se estende até o dia 24 de maio. O governador João Dória ainda estuda a possibilidade de antecipar o feriado do dia 9 de julho (que é estadual) para segunda (25), e aumentar ainda mais os dias de confinamento.

Os acompanhamentos do isolamento social demonstram que nos finais de semana as pessoas tendem a se manter mais tempo em casa, por isso a prefeitura tomou essa medida.

Porém, é importante lembrar que nem todas as categorias profissionais podem parar o trabalho.  Alguns setores são considerados essenciais, como o transporte coletivo e as áreas ligadas a saúde e segurança, só para citar alguns exemplos.

A indústria farmacêutica se enquadra como atividade essencial e algumas empresas não poderão parar suas respectivas produções durante tanto tempo. Por conta disso, o Sindicato firmou um acordo com o sindicato patronal que prevê a manutenção dos feriados em suas datas originais.

Porém, o acordo é por adesão e as empresas que não quiserem aderir devem notificar o Sindusfarma (sindicato patronal) por  e-mail, aos cuidados de  Arnaldo Pedace  (apedace@sindusfarma.org.br),  no prazo de 5 (cinco) dias.