Torneio: jogos esportivos para a categoria

Inscreva-se Até O Dia 20/07/07 para participar dos Torneios de Dominó, Truco
e Futebol Society/Salão.

O torneio de Dominó e Truco será realizado no dia 19 de agosto, a partir das 9h, na sede central, Rua Tamandaré, 348, Liberdade.

Haverá premiação para os quatro primeiros colocados de cada modalidade e esses já estarão classificados para a grande final que será no Clube de Campo em Arujá, dia 11 de novembro de 2007.

Futebol Society/Salão: os jogos serão realizados por região nas seguintes datas:
* Zona Leste/Centro – dia 5 de agosto
* Zona Oeste – dia 26 de agosto
* Zona Sul – dia 2 de setembro
* Caieiras – dia 23 de setembro
* Taboão da Serra – dia 7 de outubro

Inscreva sua equipe com o diretor que acompanha a empresa que você trabalha ou ligue para 3836 6228 e faça sua inscrição.

A comissão organizadora espera a participação de times femininos, também.

Serão convocados os representantes de cada equipe para ser entregue o regulamento e demais informações sobre o torneio e locais das partidas.

Haverá transporte para as equipes se deslocarem até o local dos jogos.

Aguarde mais informações no próximo Sindiluta.

A final de todas as competições será realizada, dia 11 de novembro, no Clube de Campo em Arujá.

Metroviários: greve inevitável

Após quase dois meses de negociação, a greve foi o último recurso utilizado pelos metroviários para pressionar o governo do Estado e Metrô a apresentar uma proposta que contemplasse a necessidade de melhorias nas condições de trabalho. A reposição das perdas salariais era apenas um item de toda a negociação, que envolvia ainda outros fatores que refletem na qualidade dos serviços prestados à população.

O governo do Estado e a direção do Metrô poderiam ter apresentado a proposta entre os dias 6 e 13 de junho, evitando a paralisação, mas deixaram para fazê-lo horas depois do início da greve.

Abrir as catracas?
O Sindicato esclarece que os metroviários não podem abrir as catracas. Isso causaria prejuízos aos cofres públicos e o Sindicato e metroviários poderiam ser responsabilizados individualmente nas esferas trabalhista, civil e criminal. A greve é um direito legal, já a liberação das catracas é uma conduta ilícita, não é uma forma de luta amparada pela Constituição.

Acidente da Linha 4
Dia 12 de junho completou cinco meses um dos maiores acidentes de engenharia do Brasil e o mais grave da história de 38 anos de existência da Companhia do Metrô. Quando abriu a cratera da estação Pinheiros da Linha 4 – Amarela o governador Serra prometeu uma investigação rápida, transparente e com responsabilização dos culpados, mas até o memento nada foi apresentado à população

O Sindicato dos Metroviários na defesa do patrimônio público protocolou nova representação no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo denunciando as irregularidades na construção da obra (que consumirá mais de US$ 1.400 bilhões dos cofres públicos), bem como as ilegalidades da contratação do consórcio que pretende operar a Linha 4 – Amarela, por 30 anos.

A pane nos trens
Dia 15 de junho, sexta-feira, os usuários do Metrô foram surpreendidos por uma pane no sistema que atrasou em algumas horas o retorno dos paulistanos para casa.

Segundo a direção do Sindicato dos metroviários a pane se deve ao fato de que nos últimos anos a Companhia do Metrô aumentou o espaço de tempo entre uma manutenção e outra dos trens e dos equipamentos. Além desse fator, também a falta de funcionários nas equipes de manutenção e a não reposição de peças. Há alguns anos as peças eram substituídas dentro o limite de vida útil. Hoje, as peças são utilizadas além do seu limite, o que pode aumentar a possibilidade de panes no sistema.

Verifica-se também o processo de terceirização de vários serviços na Companhia e com fortes indícios de privatização do sistema, o que a população já se manifestou contrária em várias pesquisas feitas pelo sindicato.

Segundo o Manuel Xavier Lemos Filho, os técnicos do Metrô, em aproximadamente 30 dias, deverão entregar um laudo completo sobre a pane do dia 15.

Seminário: a Previdência que queremos

No dia 13 de junho, cerca de 250 sindicalistas representantes de 50 entidades sindicais se reuniram na sede do Sindicato dos Químicos de São Paulo, para debater o modelo de previdência que os trabalhadores desejam para o país. Com o tema “Que Previdência queremos?”. O seminário contou com a participação do secretário executivo do ministério da Previdência Carlos Eduardo Gabas.

Participaram também membros da direção da central e os presidentes da CUT estadual e nacional, Edílson de Paula e Artur Henrique, respectivamente e integrantes do Dieese (Departamento Inter-sindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos).

Edílson de Paula, presidente da CUT/SP, disse que o seminário surgiu a partir da preocupação sobre as notícias de alterações da previdência. “Sentimos a necessidade de ampliar a discussão para não sofremos outro ataque aos direitos trabalhistas”.

O secretário executivo do ministério da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, afirmou que o movimento social precisa ser mais atuante no Fórum Nacional que debate as propostas de Reforma da Previdência a fim de que possa fazer valer os interesses dos trabalhadores.

Notas

Privatização
Esse é o nome oficial que os governos do PSDB/Dem usam para dilapidar o Estado. É só o que sabem  fazer, entregar o patrimônio público para a iniciativa privada. No governo FHC foram entregues o serviço de telefonia, de energia elétrica, a Vale do Rio Doce, diversos bancos estaduais, em São Paulo o Banespa, as rodovias, construção da linha 4 do metrô, o Rodoanel, estão entregando o serviço de saúde, entre outros.

Pedágio
O mais recente escândalo é o Rodoanel, projetado para desviar o trânsito pesado das avenidas marginais, no entanto a criação de pedágios a partir de 2008 fará com que os caminhões outros veículos pesados continuem a trafegar por dentro da cidade, pois o pedágio custará entre R$ 2,50 e R$ 5,00. Assim como a rodovia Airton Senna, o Rodoanel ficará abandonado pelos motoristas que irão fugir do pedágio.

A Vale de volta
Recente pesquisa mostrou que a maioria dos brasileiros quer que o governo federal “retome” a empresa Vale do Rio Doce, que foi privatizada no governo FHC. A favor da reestatização da empresa 50,3%. No norte, onde a presença da Vale é mais forte, 62% querem a empresa “de volta”. Esse resultado, não divulgado amplamente pela mídia comercial, mostra que o processo de privatização não contou  com apoio da população.

Opinião: outro mito sobre a previdência

Estudo realizado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), afirma que entre 22 países, o Brasil é campeão mundial em “generosidade” do sistema de Previdência Social.

O argumento é falacioso: o Brasil não estabelece idade mínima. Ora, a reforma da Previdência, de 1998, criou duas alternativas: a) aposentadoria “por idade” – 65 anos para homens e 60 anos para mulheres, e contribuição mínima por 15 anos; e b) aposentadoria “por tempo de contribuição” – 35 (homens) ou 30 anos (mulheres). Nesse caso, até que os contribuintes atinjam 60 ou 55 anos de idade, respectivamente, incide o “fator previdenciário”, que avilta o valor do benefício, amplia o período de contribuição e posterga o início da inatividade.

As regras são mais exigentes que Alemanha, Bélgica, França e Canadá que exigem idade mínima de 60 anos para homens e mulheres. O mesmo se observa nos EUA (62), na Suécia (61) e na Itália (57).
As regras de “tempo de contribuição” (35 e 30 anos) são restritivas. EUA e Finlândia exigem dez anos; na Alemanha, 15 anos (homens) e dez anos (mulheres); e o Canadá não exige tempo de contribuição. O Brasil se equipara à Bélgica (35) e perde só para o Reino Unido (44).

Outro mito é o das aposentadorias são precoces. A idade média das novas “aposentadorias por tempo de contribuição” aumentou de 49 para 54 anos entre 1997 e 2005. A idade média é em torno de 60 anos. Superamos a Bélgica (58) e a França (59) e nos aproximamos da média dos 22 países (61,5) considerados pelo Ipea.

O “mito da generosidade” é mais contraditório se considerarmos que não há como demarcar nenhuma equivalência entre o nosso contexto socioeconômico e o contexto dos países desenvolvidos.

Além disso, ocupamos a terceira pior colocação no ranking da distribuição de renda. Temos a pior posição mundial em termos de desigualdade: a razão entre a renda dos 10% mais ricos e a dos 40% mais pobres é de 25 vezes, nos demais países é cinco ou seis vezes a diferença.

O estudo não considera outras características injustas do nosso mercado de trabalho. Hoje, o desemprego equivale a 16% da população economicamente ativa e, entre os assalariados do setor privado, mais de 50% têm emprego informal. Ou seja, a maior parte dos trabalhadores não terá condições de comprovar 35 anos de contribuição. Por causa da Constituição de 1988, mais de 80% dos idosos têm a aposentadoria como fonte de renda. Nas próximas décadas, não será possível manter essa cobertura, e os “meninos de rua” sofrerão concorrência dos “velhos de rua”.

A reforma da Previdência deveria priorizar a inclusão desse contingente.

 O artigo, na integra, foi publicado na Folha de São Paulo, em 1º de junho de 2007.

Editorial: visões diferentes sobre a reforma

Setores da elite empresarial e partidos políticos conservadores utilizam espaço na grande mídia (rádio, TV, jornais e internet) para defender uma visão reformista a partir dos seus interesses. Para eles o tal equilíbrio da Previdência se dá à custa de cortes de direitos e conquistas dos trabalhadores. Os donos desses meios de comunicação, em geral, concordam, por isso dedicam muito espaço ao tema.

Da nossa parte, devemos debater a reforma a partir do nosso ponto de vista e interesses, no sentido de manter e ampliar direitos e conquistas que asseguramos ao longo da nossa história de lutas. Enquanto eles querem que o cidadão só consiga se aposentar a partir de uma idade mínima (65 anos); nós não abrimos mão da aposentadoria por tempo serviço.

O seminário realizado na sede do nosso Sindicato foi bastante esclarecedor. Carlos Gabas, secretário executivo do ministério da Previdência, representando o Governo, não fez defesa de posicionamento, mas apontou alguns dos embates que vêm pela frente. Deixou claro que o movimento sindical tem os seus desafios.

Nós, químicos e plásticos de São Paulo e região, estamos cientes. Por isso nos adiantamos na formulação de uma proposta que contempla algumas das questões específicas do trabalhador do chamado ramo químico. Formalizamos uma pauta de reivindicações que encaminhamos ao Secretário executivo do ministério da Previdência.

Destacamos três temas: aposentadoria especial, acidentes do trabalho e alta programada. A partir de uma exposição sobre cada uma dessas questões na realidade da categoria, formulamos nossas reivindicações. O passo seguinte é uma audiência com o próprio Ministro da Previdência, Luiz Marinho, em Brasília, já com desdobramento do que reivindicamos.

Diretoria colegiada

Previdência: sindicato reivindica

Aposentadoria especial
A criação do PPP (Perfil Profissográfico Previdenciário) entregue pelas empresas à Previdência provocou uma queda significativa na concessão de aposentadorias especiais.

O Sindicato reivindica o estabelecimento de fiscalização de rotina nas empresas para a verificação da veracidade dos dados do PPP; avaliação do processo produtivo nas empresas; inclusão nos critérios para a concessão de aposentadoria especial os riscos da organização e da forma de como o trabalho é realizado e da incidência de agravos à saúde. E, também o fim do Fator Previdenciário, que tem prejudicado os trabalhadores no momento da solicitação da aposentadoria.

Acidentes de trabalho
Tem sido prática corrente no INSS a não concessão de Auxílio Doença Acidentário, mesmo sendo caracterizado acidente de trabalho ou doença profissional se a empresa não emite a CAT (Comunicado de Acidente de Trabalho).

O Sindicato reivindica que seja aplicado o procedimento administrativo e conceda o Auxílio Doença Acidentário e que o empregador seja notificado e penalizado.

Alta Programada
Esse procedimento foi criado com a pseudo-justificativa de que o sistema favoreceria os segurados e eliminaria as filas. No entanto, essa prática tem sido lesiva aos segurados, especialmente ao trabalhador adoecido e lesionado.

O Sindicato reivindica a suspensão dessa política do INSS de conceder alta programada.

O sindicato aguarda confirmação do Ministério da Previdência para uma audiência com o Ministro Luiz Marinho, que deverá ser mar-cada nos próximos dias.

Sindicato apresenta propostas

Diante da polêmica em torno da reforma da Previdência, a CUT estadual convidou o Secretário Executivo do ministério da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, para falar sobre o tema. O debate ocorreu na sede deste Sindicato, dia 13 de junho último, ocasião em que a diretoria apresentou propostas de interesse da categoria sobre a questão previdenciária, a partir de três preocupações essenciais: aposentadoria especial (Fator Previdenciário), acidentes do trabalho e alta programada.

Dia 4 de julho, dia nacional de lutas, a CUT convoca manifestação, em Brasília, na Esplanada dos Ministérios, a partir das 9h da manhã, para fortalecer a mobilização e pressão em todo o território nacional contra a Emenda 3 e questões previdenciárias.