Bolsonaro ignora 3ª onda da pandemia e autoriza Copa América no Brasil

A Argentina cancelou a realização da Copa América por causa do agravamento da pandemia do novo coronavírus e a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) anunciou que o evento será realizado no Brasil.

“O governo brasileiro foi ágil na decisão em um momento fundamental para o futebol sul-americano”, disse o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, que agradeceu o empenho de Bolsonaro.

A rapidez de Bolsonaro para resolver o problema da Conmebol contrasta  com a lerdeza para combater a pandemia. Bolsonaro ignorou dez e-mails e ofertas de 70 milhões de doses de vacinas da Pfizer contra Covid-19 e demorou seis meses para decidir comprar a CoronaVAc, produzida pelo Instituto Butatan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

*Com informações da CUT

Pandemia piora condições de trabalho das mulheres

Uma pesquisa realizada pela Deloitte Auditoria, publicada no Valor Econômico, que ouviu 500 mulheres no Brasil, revelou que 19% das brasileiras cogitam deixar o trabalho por causa dos efeitos negativos proporcionados pela chamada “nova realidade”.

De acordo com a pesquisa, 41% apontam como motivo a sobrecarga; 35% a redução salarial e maior carga horária; 13% maior comprometimento profissional aliado a mais cuidados familiares; e 10% apontam dificuldade em manter equilíbrio pessoal e profissional.

Metade das entrevistadas afirmou ter sofrido assédio no ambiente de trabalho que incluem questionamentos e julgamentos sobre o trabalho, tratamento desrespeitoso; menos oportunidades do que colegas homens e comentários sexistas.

Para a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Juneia Batista, a pesquisa mostra que as mulheres não estão ‘pensando’ em deixar o mercado de trabalho, e sim, praticamente sendo obrigadas a isso.

“A principal questão é a dupla e tripla jornada. As mulheres estão sendo mais exploradas – as que estão em home office e aquelas que trabalham presencialmente porque agora elas têm de cuidar também do reforço escolar das crianças que estão tendo aulas on- line”, argumenta a secretária, que lembra dos efeitos da reforma Trabalhista que permite a retirada de direitos e outras formas de relação de trabalho que são verdadeiras explorações dos trabalhadores, que já vinham atingindo em cheio as mulheres.

Os fatores que levam as mulheres a abandonar o trabalho não estão relacionados exclusivamente à pandemia, na opinião da dirigente.

“Essa crise só escancarou aquilo que já existia. A violência doméstica, as condições de saúde mental da mulher, a exploração do trabalho em casa, as diferenças salariais, tudo isso sempre existiu, mas aumentou e ficou escancarado com a pandemia”, afirma Juneia.

*Com informações da CUT

Fora Bolsonaro reúne mais de 400 mil pessoas

As manifestações de 29 de maio, pelo Fora Bolsonaro, reuniram mais de 400 mil pessoas em todo o país.  Em São Paulo, cerca de 80 mil pessoas foram à avenida Paulista., segundo estimativa feita da Central dos Movimentos Populares (CMP), que participou da organização do protesto.

As manifestações ocorreram em 213 cidades brasileiras e em 14 cidades no mundo.  Reuniram trabalhadores, aposentados, crianças, artistas, como Renata Sorrah, Camila Pitanga e a atriz Mônica Martelli, amiga e parceira em filmes de Paulo Gustavo, humorista que morreu por complicações causadas pela Covid-19.

Ato Fora Bolsonaro será sábado, dia 29

Com mais de 450 mil mortes por coronavírus – com boa parte podendo ter sido evitada -, os sindicatos e movimentos sociais estão chamando manifestações por todo o Brasil pendido a saída urgente do presidente Jair Bolsonaro.

O Ato Nacional pelo Fora Bolsonaro irá ocorrer no sábado, 29 de maio. Para quem estiver na capital paulista, a atividade terá concentração em frente ao Masp, a partir das 16h, e todos os participantes deverão usar máscara, como o modelo PFF2, levar o próprio cartaz, manter o devido distanciamento social e usar bastante álcool gel.

Nas pautas dos organizadores, além do pedido de impeachment, estão a ampliação do ritmo de vacinação, o fortalecimento do SUS (Sistema Único de Saúde), o auxílio emergencial de R$ 600  até o fim da pandemia, dentre outras reivindicações.

Os participantes também irão denunciar a volta da fome e da carestia no país, que têm colocado muitos brasileiros na extrema-pobreza.

“Não é possível que Bolsonaro continue na presidência da República enquanto nosso povo morre de covid-19 ou de fome. Sem contar as revelações que sugiram nos últimos dias na CPI e nas investigações da Polícia Federal que chegaram ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Por isso, vamos às ruas gritar Fora Bolsonaro, mas tomando todos os cuidados que o momento exige”, explica o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo.

CUT divulga nota de esclarecimento sobre ato do dia 29

A Central Única dos Trabalhadores (CUT)vem a público para manifestar o seu agradecimento às CUTs Estadais, Ramos, sindicatos e todas as entidades filiadas, Contag e MST pela mobilização e empenho para que o nosso ato desta quarta-feira (26), em defesa do auxílio emergencial de R$ 600, vacina para todos já, contra a carestia e a fome, fosse realizado com muito sucesso, propiciando também a entrega da pauta legislativa das Centrais às lideranças políticas da Câmara e do Senado.

No próximo sábado (29), acontecerá uma nova manifestação, convocada pela Campanha ‘Fora, Bolsonaro’, da qual a CUT também é integrante.

Cumprindo a decisão da nossa Direção Executiva de 17/05/2021, orientamos as CUTs Estaduais, Ramos e entidades filiadas que nossa mobilização deve ser organizada com todas as medidas da prevenção e cuidados sanitários possíveis, de forma que não provoquem aglomerações e exponham nossos militantes e trabalhadores e trabalhadoras das nossas entidades ao risco de contrair Covid-19.

Entendemos que a indignação e o repúdio a todos os atos desse governo genocida devem ser cada vez mais potencializados para sensibilizar a população da impossibilidade de continuidade desse governo, mas também temos a responsabilidade de não negar o momento difícil e trágico que a pandemia está causando nos lares de milhões de trabalhadores e trabalhadoras.

Defendemos desde o primeiro momento as medidas recomendadas  pelos cientistas e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o combate ao novo coronavírus e também as políticas econômicas e sociais necessárias para a proteção da população.

Nessa luta, que se intensificou a partir de março de 2020, muito já foi feito e muito ainda deverá ser feito para que consigamos colocar um ponto final nos desmandos desse governo e em especial interromper o genocídio do povo brasileiro. Precisaremos de todos vivos para vencermos todas as batalhas que ainda serão travadas.

Sérgio Nobre
Presidente Nacional da CUT

59% dos brasileiros rejeitam Bolsonaro

A reprovação ao governo Bolsonaro  subiu 5 pontos percentuais em relação a duas semanas atrás e atingiu o recorde de 59%, de acordo com pesquisa PoderData realizada de 24 a 26 de maio, de acordo com o site Poder360.

É a maior taxa de rejeição a Bolsonaro desde junho de 2020, quando essa pergunta passou a ser feita a cada 15 dias.

Apesar das altas taxas de desemprego, disparada da inflação, falta de vacinas e mais de 450 mil vidas perdidas para a Covid-19, a gestão federal segue sendo bem avaliada por 35% dos brasileiros – eram 36% há duas semanas.

Aumentou de 51% para 55% o percentual dos brasileiros que avaliam o trabalho pessoal de Bolsonaro como ruim ou péssimo. Outros 28% dizem que o presidente é bom ou ótimo, mesmo número da pesquisa anterior.

A pesquisa foi realizada entre os dias 24 a 26 de maio de 2021 pelo PoderData, a divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Foram 2.500 entrevistas em 462 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Bolsonaro reajusta seu salário em mais de R$ 2.000

O governo Bolsonaro reafirma seu desprezo pelos brasileiros ao reajustar o próprio salário e o de alguns ministros militares em até 69%. Alguns terão aumento de R$ 2,3 mil nos ganhos mensais, como Bolsonaro; outros terão aumento de mais R$ 27 mil por mês.

O governo faz isso em plena crise econômica e de saúde pela qual passa o país, depois de negar um auxílio emergencial com valor digno e  poucos meses após dar um reajuste de R$ 55  para o salário mínimo, que que passou de R$ 1.045 para R$ 1.100 no início do ano.

 

Inflação volta a assustar: gasolina aumentou 41,55%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) variou 0,44% no mês, abaixo de abril, mas a maior taxa para maio desde 2016. A variação no ano já está em 3,27% e em 12 meses, 7,27%, também o maior índice em quase cinco anos. Alguns itens tiveram reajuste acentuado como gasolina, com aumento acumulado de 41,55%, e carne, de 35,68%.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou os resultados nesta terça-feira (25), dos nove grupos que compõem o indicador, oito tiveram alta em maio. Segundo o instituto, o maior impacto (0,16 ponto percentual) veio de Saúde e Cuidados Pessoais (alta de 1,23%), com aumento nos remédios. Grupos de maior peso na composição do índice, Habitação (0,79%) e Alimentação e Bebidas (0,48%) responderam por mais 0,22 ponto.

Bolsonaro dificulta acesso ao Enem

O governo Bolsonaro, além de alegar falta de recursos para a realização do  Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), também tenta dificultar o acesso a taxa de isenção das inscrições.

Quem não fez a prova anterior, no início do ano, por conta da pandemia do novo coronavírus, não terá isenção para o próximo no, isso se houver prova.

De acordo com Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação no governo de Dilma Rousseff, a isenção da taxa tem justamente caráter de permitir que estudantes mais pobres participem, favorecendo assim a inclusão social.  Há alguns anos, diz ele, notou-se que havia um número grande de inscritos que não compareciam às provas e por isso, veio a decisão de impor regras de suspensão do direito. Mas hoje, a realidade é outra. “Estamos numa situação crítica.  A pandemia tornou muito perigosas quaisquer aglomerações e em função disso, não se pode aplicar uma regra que vale para um outro contexto e que nunca foi pensada para uma realidade de ameaça à vida das pessoas”, afirma o ex-ministro.

Lula vence eleições no primeiro turno, diz Vox Populi

Pesquisa presencial realizada pelo Instituto Vox Populi, divulgada nesta sexta-feira (21), revela que o ex-presidente Lula (PT) venceria Jair Bolsonaro (ex-PSL)  já no primeiro turno caso as eleições presidenciais fossem realizadas hoje.

De acordo com o levantamento, Lula tem 43% das intenções de voto contra 24% de Bolsonaro e 41% de todos os demais candidatos somados. Num eventual segundo turno, Lula aparece com 55% a 28% de Bolsonaro.

Os percentuais de intenção de voto em Lula acompanham a avaliação positiva que os brasileiros fazem do ex-presidente. Para 46% dos entrevistados, Lula foi o melhor presidente que o país já teve.

Já Bolsonaro é o pior presidente que o Brasil já teve para 46% dos entrevistados.

No total, 72% dos entrevistados responderam que estão insatisfeitos com relação ao Brasil atualmente.

O Vox Populi ouviu 2 mil eleitores em 119 municípios de todo o Brasil.

A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%.

Confira no Brasil247 a íntegra da pesquisa.