Desemprego é maior entre pretos e pardos, aponta IBGE

O número de desocupados no Brasil, no terceiro trimestre de 2017, era de 13 milhões.  Desse total, 8,3 milhões (63,7%) se declaram pretos ou pardos. A taxa de desocupação dessa parcela da população ficou em 14,6%, valor superior à apresentada entre os trabalhadores brancos (9,9%). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada em 17 de novembro pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A pesquisa também detectou que a informalidade é maior entre os negros. O percentual apurado de pretos e pardos com carteira assinada foi de 71,3%, enquanto o de brancos chegou a 75,3%.  Os negros também  são maioria em funções que exigem menos qualificação. A participação dos negros é maior na agropecuária, na construção e principalmente nos serviços domésticos, onde eles representam 66% dos trabalhadores no país. 

Marcha reforça luta contra o racismo

A 14ª Marcha da Consciência Negra, realizada em 20 de novembro, em São Paulo, teve que driblar a ação do prefeito João Doria (PSDB) que tentou impedir a saída do carro de som, do vão livre do Masp.  Mesmo sob a ameaça de multa os manifestantes partiram em caminhada até o Teatro Municipal.    

Uma delegação de dirigentes e trabalhadores químicos participou do ato que reforçou a luta contra o racismo, o genocídio e reivindicou um projeto político direcionado para o povo preto. De acordo com os organizadores, mais de 15 mil pessoas participaram do ato que também lembrou o impacto do golpe sobre a população negra, a maior prejudicada pela reforma trabalhista que retirar inúmeros direitos.  

Para mais informações sobre atos em todo o País, acesse o site da CUT.

 

Para Dilma 2018 é a oportunidade de retomar a democracia no Brasil

A ex-presidenta Dilma Rousseff disse em 15 de novembro, no parlamento da União Europeia, na França, que nas eleições de 2018 a sociedade brasileira terá a oportunidade de interromper o golpe em curso no país.   

Dilma salientou a importância do voto popular para o país retomar a democracia e destacou que a esquerda não tem um plano B, que seu único candidato é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A ex-presidenta comparou o golpe civil-militar de 1964 com o atual golpe institucional, parlamentar e midiático. Segundo ela, enquanto o golpe anterior lançava mão da força da repressão, o golpe atual “mata de fome e leva à miséria”.

85% dos brasileiros são contra a reforma da Previdência

Recente pesquisa da CUT/Vox Populi, realizada entre os dias 27 e 31 de outubro detectou que 85% dos brasileiros discordam da reforma da Previdência e 71% acham que não conseguirão se aposentar se a mudança das regras for aprovada. 

No Sudeste, onde estão os maiores colégios eleitorais do País – São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – foram encontrados os maiores percentuais de rejeição à reforma da Previdência proposta por Michel Temer (PMDB-SP) e apoiada por parlamentares do PSDB, DEM, PP, PSD, PRB e PP. Nesta região, onde vivem Temer, o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), entre outros apoiadores da retirada de direitos da classe trabalhadora, 91% dos entrevistados são contra e 78% acham que se a reforma da Previdência for aprovada, nunca se aposentarão.

O Nordeste vem em segundo lugar, com 85% da população contrária a reforma – 74% acham que não vão se aposentar se a reforma for aprovada. Em seguida, vem o Centro-Oeste/Norte, onde 82% são contra e 69% temem não se aposentar. Por último, vem o Sul, com 70% contra a reforma e 49% que acham que não vão se aposentar.

A pesquisa foi realizada em 118 municípios e foram entrevistados 2000 brasileiros com mais de 16 anos de idade, residentes em áreas urbanas e rurais de todos os estados e do Distrito Federal.

*Com informações da CUT

Trabalhadores vão às ruas em todo o Brasil

Hoje, 10 de novembro, véspera da implementação da nova legislação trabalhista que retira inúmeros direitos dos trabalhadores, estão ocorrendo manifestações, caminhadas e paralisações em todo o país. 

Em São Paulo, a concentração começou na Praça da Sé, logo cedo, com a participação de muitos trabalhadores e dirigentes químicos. “O governo que está aí quer só tirar dos trabalhadores. Além dessa nefasta reforma trabalhista, ele quer implementar a reforma da previdência. Essas duas reformas condenam o trabalhador a viver de bico e a não se aposentar nunca”, diz Osvaldo Bezerra, coordenador 

79% rejeitam deputados que aprovaram reforma trabalhista

Pesquisa feita pelo instituto Vox Populi, a pedido da CUT, detecta que 79% dos brasileiros rejeitam os deputados que aprovaram a reforma trabalhista.

O maior contingente de eleitores insatisfeitos com a reforma está na região Sudeste (86%). No Nordeste a rejeição dos trabalhadores é de 82%. No Centro-Oeste/Norte a recusa a reeleger esses parlamentares alcança 76% e no Sul, 55%.

“A grande maioria dos parlamentares está no Congresso Nacional para defender os próprios interesses e não os direitos dos trabalhadores, mas exageram tanto que correm o risco de não se reelegerem”, diz o presidente da CUT, Vagner Freitas. 

Os dados da nova rodada da pesquisa Vox Populi mostram que a rejeição a quem votou contra o trabalhador atinge todas as regiões do país, todas as faixas etárias, de renda e escolaridade.

Segundo a sondagem, 67% afirmam que a reforma  trabalhista favorece apenas os patrões. Para 15%, a nova lei não é boa para ninguém. 

A pesquisa foi realizada em 118 municípios e ouviu 2 mil pessoas com mais de 16 anos de idade. A margem de erro é de 2,2%, estimada em um intervalo de confiança de 95%.

Pesquisa Vox Populi apura que 81% dos brasileiros não aprovam a reforma trabalhista

Uma pesquisa feita pelo Vox Populi, a pedido da CUT,  apurou que 81% dos brasileiros desaprovam a nova Lei Trabalhista que entra em vigor no próximo sábado, dia 11 de novembro. Apenas 6% aprovam as mudanças, 5% não aprovam nem desaprovam e 8% não sabem ou não responderam. A pesquisa foi realizada entre os dias 27 e 31 de outubro.

Para 67% dos entrevistados, a nova Lei só é boa para os patrões. Para 1%, é boa para os trabalhadores. Outros 6% disseram que é boa para ambos; 15% não tiveram dúvidas em dizer que não é boa para ninguém; e 11% não souberam ou não quiseram responder.

Os percentuais mais negativos ficaram com o Sudeste (76%); Centro-Oeste/Norte, com 68%; e, Nordeste, com 65%, onde a maioria dos entrevistados acredita que as mudanças na CLT são boas somente para os patrões. No Sul, 44% respondeu que os patrões são os mais beneficiados com as mudanças.

A nova rodada da pesquisa CUT-VOX foi realizada em 118 municípios. Foram entrevistados 2000 brasileiros com mais de 16 anos de idade, residentes em áreas urbanas e rurais, de todos os estados e do Distrito Federal, em capitais, regiões metropolitanas e no interior, em todos os segmentos sociais e econômicos.

A margem de erro é de 2,2%, estimada em um intervalo de confiança de 95%.

Químicos garantem direitos e INPC integral

Os trabalhadores do setor químico assinaram em 7 de novembro o acordo coletivo de 2017 com a bancada patronal.  O acordo garante a atual Convenção Coletiva integralmente por um ano e com isso protege a categoria da nova legislação trabalhista que entra em vigor em 11 de novembro. 

Além dos direitos garantidos, os trabalhadores do setor químico conquistaram a reposição integral da inflação dos últimos doze meses.

A inflação divulgada pelo INPC/IBGE, em 10 de novembro, fechou em 1,83% 

 

Fique por dentro:

Reajuste Salarial

INPC integral (1,83%) até o teto

 

Piso salarial  

Para empresas  com até 49 trabalhadores o salário passou de R$ 1.469,53 para R$ 1.496,42  

Para empresas com mais de 50 trabalhadores o salário  passou de  R$ 1506,40  para  R$ 1.535,00 (reajuste fixo de 1,9%)

 

PLR

Para empresas até 49 trabalhadores a PLR mínima passou de R$ 930,00 para R$ 947,02

Para empresas com mais de 50 trabalhadores a PLR passou de  R$ 1.030,00 para R$ 1.048,85

 

Teto para Reajuste

O Teto Salarial passou de R$ 7.929,13 para R$ 8.200,00, ficando 3,42% maior.

Portanto, até R$ 8.200,00 o reajuste é de 1,83%. Acima desse valor o reajuste é fixo de R$ 150,06

 

Manutenção da atual Convenção Coletiva por 12 meses

 

Instauração de comissão para discutir impactos da nova legislação trabalhista