Reprovação a Temer dispara, popularidade despenca

Pesquisa do Ibope, divulgada hoje (31) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que a reprovação a Michel Temer disparou. Apenas 10% dos entrevistados consideram o governo ótimo ou bom – eram 13% em junho do ano passado, o que mantém a margem de erro –, enquanto os que acham ruim ou péssimo passaram de 39% para 55%, chegando a 67% na região Nordeste.

Ontem, outra pesquisa, do instituto Ipsos, também indicou alta taxa de reprovação ao governo Temer e mostrou que o Brasil está no rumo errado para 90% dos brasileiros.

Segundo o Ibope, os que aprovam a maneira de governar passaram de 31% para 20%. A desaprovação subiu de 53% para 73%. À pergunta se confiam ou não confiam no presidente, 17% disseram “sim” e 79% responderam “não”.

Em outra questão, os pesquisadores pediram aos entrevistados que comparassem os governos Temer e Dilma. Para 18%, o atual é melhor, para 38% é igual e para 41%, pior – em junho do ano passado, esse último percentual era de 25%.

Em relação às perspectivas quanto ao restante do governo, mais da metade (52%) respondeu “ruim ou péssimo”, 28% consideraram “regular” e só 14%, “ótimo ou bom”.

A pesquisa habitualmente encomendada pela CNI trouxe uma novidade. Em seu material de divulgação, a entidade empresarial saiu em defesa do governo. Para a confederação da indústria, Temer paga um “custo político” por promover “as reformas necessárias para impulsionar o crescimento do país”.

Foram feitas 2 mil entrevistas em 126 municípios, dos dias 16 a 19. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Farmacêuticos aprovam reajuste de 5%

Os trabalhadores do setor farmacêutico aprovaram em assembleia, no último dia 1º de abril, a assinatura do acordo do setor que garante reajuste de 5% em todas as faixas salariais, até o teto de R$ 8.300; sendo que quem ganha acima desse valor terá um reajuste fixo de R$ 415.

Pela estimativa do INPC/IBGE (Índice Nacional de Preços ao Consumidor, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a inflação acumulada dos últimos 12 meses, referentes à data-base dos farmacêuticos (de abril a abril) deve fechar em 4,65%, portanto, a categoria deve garantir um ganho real de aproximadamente 0,3%. O índice ainda não foi oficialmente divulgado, mas tem sido revisto para baixo nos últimos dois meses.

Na PLR (Participação nos Lucros e Resultados) mínima para empresas que não têm um programa próprio de participação, o índice de reajuste foi de 6,9%. No vale-alimentação o reajuste foi de 9,5% para empresas menores e de 20% para empresas com mais de 100 trabalhadores.

As negociações também garantiram a renovação das cláusulas sociais por dois anos.

 

Fique por dentro do reajuste

5% de reajuste para salários até R$ 8.300.

Acima de R$ 8.300, reajuste fixo de R$ 415.

Pisos

R$ 1.447 para empresas até 100 trabalhadores.

R$ 1.629 para empresas acima de 100 trabalhadores.

PLR (para empresas sem programa próprio)

Reajuste de 6,9%.

R$ 1.577 para empresas até 100 trabalhadores.

R$ 2.188 para empresas acima de 100 trabalhadores.

Vale-alimentação

R$ 201,40 – 9,5% de reajuste para empresas até 100 trabalhadores.

R$ 300 – 20% de reajuste para empresas acima de 100 trabalhadores.

R$ Acima de 300 – 5% de reajuste 

Para quem ganha acima do teto, o valor mínimo passa para R$ 78.

Subsídio dos medicamentos

Reajuste de 2,63% em todas as faixas do subsídio.