Justiça determina direito de resposta de Dilma na IstoÉ

A Justiça Cível de Brasília concedeu à presidenta Dilma Rousseff o direito de resposta na revista IstoÉ. Em abril, a o veículo publicou uma capa que trazia uma foto de Dilma e a frase “Uma presidente fora de si”, que reflete uma grande discriminação de gênero.

“A ‘reportagem’ de capa desta revista me ofende, sem dúvida, por me atribuir comportamento que não condiz com minha atitude pessoal e meu temperamento. Insulta a figura institucional da Presidência da República. Estende a agressão a todas as mulheres brasileiras, guerreiras que, no seu dia a dia, enfrentam duras batalhas, muitas vezes em jornadas de trabalho duplicadas pela necessidade de cuidar da família e dos filhos, em busca de sua autonomia e de seu justo espaço na sociedade”, disse Dilma em um comunicado.

O decreto judicial determina que Dilma tem direito à resposta no mesmo destaque, espaço, diagramação e publicidade. A revista também responde outros processos por ofensa à Dilma e sua família.

Prefeitura de São Paulo lança livro sobre história da África

Os alunos da rede municipal de ensino poderão aprender mais sobre a história da África com o livro “O que você sabe sobre a Africa? – Uma viagem pela história do continente e dos afro-brasileiros”. 

O material foi lançado pelo prefeito Fernando Haddad (PT) na última sexta-feira e conta com um resumo de uma obra da Unesco, que reúne estudos de 35 anos de especialistas em história do continente africano.

Serão distribuídos 50 mil exemplares para o meio acadêmico e estudantes da rede municipal. “Nós vamos, finalmente, fazer com que os afrodescendentes possam conhecer suas origens, se apropriar disso e se realizar como ser humanos plenos a partir do autoconhecimento”, escreveu o prefeito Fernando Haddad.

Alckmin planeja privatização do metrô

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) vai privatizar 60% das linhas de trem de metrô, o que corresponde a 84,6 km da rede. A entrega nas mãos de empresas privadas é uma alternativa em meio à crise financeira que a instituição se encontra.

O governo do estado de São Paulo não tem recursos para garantir a expansão das linhas e não investe no sistema. Com isso, 6 das nove linhas, incluindo algumas da CPTM, deverão ser privatizadas.

Com a queda na qualidade do serviço, mais pessoas estão procurando outros meios de transporte, como dito na matéria de ontem (2). Leia mais aqui.

Petrobras anuncia venda de campo do pré-sal

A Petrobrás anunciou na última sexta-feira (29) a venda de uma área do pré-sal para uma empresa estrangeira. O campo de exploração Carcará foi vendido para uma companhia norueguesa por US$2,5 bilhões.

Com o PL 4567/20165, de José Serra (PSDB), a Petrobras pode perder o posto de única operadora do pré-sal e perde a participação mínima de 30% em campos licitados. O projeto de lei a ser votado muda o regime original estabelecido no governo Lula, com determinação de que metade do lucro com os royalties do petróleo deveriam ser investidos em áreas como educação e saúde, áreas que são de alvo de corte do governo interino de Michel Temer. 

População busca alternativas de transporte em São Paulo

Em meio à crise do metrô, cresce a procura por meios de transporte alternativos pela população. Segundo o Estado de S. Paulo, a São Paulo Transporte (SPTrans) registrou um aumento de 2,4% de passageiros no mês de junho, em comparação com o período no ano passado.

As faixas de ônibus e ciclofaixas têm conquistado espaço em São Paulo. O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, investiu em mais de 500km de faixa exclusiva para ônibus e 400km de ciclofaixa e ciclovias.

Com a redução da velocidade nas vias, diminui cada vez mais o número de mortes no trânsito e há uma melhora no fluxo de veículos. 

 

Luta contra reorganização escolar aumenta

A decisão conferida em dezembro do ano passado, que vetou o projeto de reorganização proposto pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) foi suspensa por Carmen Cristina Teijeiro, da 5ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça de São Paulo.

A juíza alegou que “condicionar a realização/execução de um programa educacional gestado pela administração pública à concordância, no que tange ao seu mérito, de pais, professores, e conselhos de educação, além de não contar com amparo da legislação, inegavelmente viola os poderes conferidos ao governador do Estado pelo mandato eletivo”. 

Maria Izabel de Azevedo Noronha, presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial no Estado de São Paulo (Apeoesp), defende que a decisão não cabe apenas ao governador. Ela também voltou a denunciar a “reorganização silenciosa”, com o fechamento de salas de aula.

40 mil se reúnem em São Paulo em defesa da democracia

No último domingo (31), foi realizada no Largo da Batata, em São Paulo, uma grande manifestação contra o golpe e em defesa da democracia. De acordo com a Frente Povo sem Medo, que organizou o ato, estavam presentes mais de 40 mil pessoas. Demais cidades do Brasil também reuniram manifestantes contrários ao golpe político.

O ex-senador Eduardo Suplicy esteve presente no ato de São Paulo e afirmou que a presidenta Dilma Rousseff não cometeu nenhum crime de responsabilidade.

No mesmo dia, alguns manifestantes se reuniram a favor do impeachment na Av. Paulista e outras cidades do País. Alguns cartazes pediam a volta da ditadura militar e pregavam mensagens de ódio.