Reorganização escolar é adiada

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) recuou diante de pressões da sociedade em relação às suas propostas políticas. Na última sexta-feira (4) o governador declarou o adiamento da reorganização escolar em 2016. O então secretário de Educação, Herman Voorwald, deixou a pasta após a declaração de Alckmin.

Alckmin reconheceu a necessidade de um diálogo e garantiu que isso será feito de escola em escola no ano que vem. Entretanto, sua declaração é vista com dúvida por alunos, que temem que isso seja uma manobra e dizem que irão continuar com os protestos contra a precarização da educação.

A defensora pública Daniela Skromov, responsável pela ação civil que pede a suspensão do projeto, também vê com cautela a declaração do governador, e lembra que há uma ação jurídica em curso contra o projeto da reorganização.

Após uma reunião ontem (6), alunos decidiram marcar um ato para quarta-feira (9), sem local definido ainda.

CUT vai às ruas para impedir o golpe e o retrocesso

A Central Única dos Trabalhadores repudia a atitude chantagista e antidemocrática do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, de acolher o pedido de impeachment contra a presidenta da República, Dilma Rousseff, como retaliação ao fato de o PT ter declarado que votará pela admissibilidade do processo de cassação contra ele no Conselho de Ética.  

Diferentemente de Cunha, acusado pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, de manter contas não declaradas na Suíça e que é alvo de processo no Supremo Tribunal Federal pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, contra Dilma não existe sequer uma denúncia de prática de ato ilícito.

A sociedade brasileira, que lutou contra a ditadura militar não vai aceitar passivamente esta tentativa declarada de golpe de Estado. O mandato da presidenta Dilma foi outorgado pelo povo de maneira transparente e democrática e só termina em 2018.   

Vamos às ruas lutar pelo Estado Democrático de Direito, contra o golpe e o retrocesso, em defesa do mandato da presidenta Dilma e, também, pela mudança da política econômica e pelo desenvolvimento econômico, com justiça social e distribuição de renda.  

Conclamamos a sociedade brasileira, especialmente os movimentos sociais e populares, as centrais sindicais e o Congresso Nacional, a superar as divergências políticas e se unir em torno de uma agenda em prol do Brasil, uma agenda de crescimento econômico e desenvolvimento social.

– Não ao golpe e ao retrocesso!


São Paulo, 3 de dezembro de 2015.

Executiva Nacional da CUT

Não vai ter golpe!

Diante dos ataques inescrupulosos contra a democracia que nosso País vem sofrendo, a Central Única dos Trabalhadores, com a unidade da classe trabalhadora e dos movimentos sociais, estará nas ruas de todo o Brasil em defesa do mandato democrático-popular legitimamente eleito pela população brasileira.

Por isso, a CUT convoca toda sua militância, suas Estaduais, Ramos, entidades orgânicas e filiadas e toda a sua base sindical para avermelhar o país, de Norte a Sul, em defesa da democracia e de qualquer ameaça contra a liberdade do povo brasileiro.

Esta é a prioridade da CUT nesse momento. A Central orienta que é preciso intensificar a atuação dos comitês estaduais de mobilização sindical e social em conjunto com a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo, bem como criar comitês onde ainda não existiem; atingir os locais de trabalho e de moradia, os espaços públicos, no campo e na cidade com a realização de reuniões de base, plenárias, ações de massa, audiências públicas e outras iniciativas de mobilização e organização popular.

A Executiva Nacional da CUT, em reunião extraordinária nesta quinta-feira (3), emitiu uma Nota Oficial sobre o pedido de impeachment contra a presidenta Dilma e reitera a importância da participação CUTista nas ações em defesa da democracia e contra o golpe, como as mobilizações confirmadas abaixo:

Brasília/DF

04/12 (sexta-feira) às 16h30 – Concentração no Plano Piloto.

Este será o primeiro ato de massa da CUT e Movimentos Sociais após o anúncio da aceitação do processo deimpeachment, pelo Presidente da Câmara, Eduardo Cunha no mesmo dia (2/12) em que foi aberta a investigação contra ele na Câmara dos Deputados.

São Paulo/SP

7/12 – Reunião com Centrais Sindicais e movimentos sociais no Sindicato dos Engenheiros (São Paulo) a partir das 11 horas. 

Rio de Janeiro/RJ

8/12 – Ato em Defesa da Democracia e do Mandato Democrático-Popular, contra o Golpe – no Rio de Janeiro.

16h  –  Concentração em frente à Igreja da Candelária                                  

17h  –  Caminhada até a Sede da Petrobrás

18h – Caminhada até a Cinelândia, onde será realizado o Ato Político.

Também estão previstos atos nas cidades:

Salvador/BA

Dia 7/12 – local a confirmar

Belém/PA

Dia 9/12 – local a confirmar

Porto Alegre/RS

Dia 11/12 – local a confirmar

Presidente da CUT diz que vai às ruas em defesa de Dilma

O presidente da CUT, Vagner Freitas declarou nesta tarde (3) em encontro de sindicalistas, seu apoio à presidenta Dilma. “Vamos para a rua para impedir o impeachment. Mais do que isso, para impedir o retrocesso”, declarou.

Vagner destacou que o mandato da presidenta vai até 2018 e que não pode ser interrompido por manobras. “Há uma crise política construída por aqueles que perderam a eleição”, disse.

Segundo o presidente da CUT, amanhã (4) haverá um primeiro ato em Brasília. “É um ato contra o golpe e contra o retrocesso na democracia”, afirmou. 

Recesso de fim de ano

O Sindicato estará fechado para o recesso de fim de ano a partir do dia 18 de dezembro. As atividades serão retomadas no dia 4 de janeiro, segunda-feira.

 
O plantão jurídico com os advogados só retorna com o atendimento presencial no dia 21 de janeiro (quinta-feira). Durante o período do recesso, trabalhadores que quiserem informações sobre o andamento de processos podem ligar a partir do dia 7 de janeiro no tel. 5084-9073, que haverá atendimento telefônico com advogado, das 10h às 13h, de segunda a sexta-feira. Após o dia 21 de janeiro, o atendimento retorna ao horário normal na sede do Sindicato.
 
O Clube de Campo de Arujá estará fechado nos feriados de Natal (dias 24 e 25 de dezembro) e Ano-Novo (31 de dezembro e 1º de janeiro); por conta disso, excepcionalmente estará aberto nas segundas e terças que antecedem os dois feriados, dias 21, 22, 28 e 29 de dezembro.

Crise hídrica não está resolvida e merece atenção do governo

O gerente técnico do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Carlos Thadeu de Oliveira, declarou que a crise hídrica é uma questão que ainda não foi superada. O Idec colabora com a Aliança Pela Água, um movimento que surgiu para esclarecer a população na questão da falta de água.

Por meio do aplicativo “Tá Faltando Água”, o coletivo recebeu 12.493 casos de falta de abastecimento no País. Desse total, mais de sete mil reclamações são da grande São Paulo. Segundo Carlos Thadeu, isso é reflexo do agravamento da crise hídrica nos últimos dois anos.

O gerente chamou atenção para a cobertura da mídia, que não foca mais tanto o assunto, como se tudo estivesse bem. Apesar do nível do sistema Cantareira estar subindo nos últimos dias, a situação ainda é preocupante. “Para que estivéssemos tranquilos, precisaríamos acabar o verão com o reservatório acima do volume morto. Sabemos que ele não deve ser usado”, disse.

Carlos afirmou que ainda não há previsão de sair do volume morto, mas destaca que o governo deveria investir em medidas para reduzir os vazamentos de água, sendo que cerca de 30% do recurso tratado é perdido dessa maneira em São Paulo. 

Sérgio Nobre: “Cunha só quis tirar o foco do problema dele”

O secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, afirmou na noite desta quarta-feira (2), após o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmar em entrevista coletiva que aceitou o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, que o deputado está em uma situação muito delicada, inviabilizado de continuar a liderar a Câmara. “Acho que esse é um movimento para tirar o foco do problema dele, que está sendo muito questionado, e está fazendo isso de maneira triste, sem pensar no país.”

Nobre afirmou que amanhã (3), a CUT, com as demais centrais sindicais do país, e com setores empresariais, vai fazer um ato para reforçar que o país não suporta mais a agenda da crise, e a agenda da Lava Jato interferindo na economia. “Nós precisamos discutir crescimento e geração de emprego. Não podemos perder as conquistas que tivemos nos últimos anos, como emprego, melhoria da saúde, educação. O mundo todo olha admirado para as conquistas que nós tivemos”, disse Nobre.

“Nós temos de virar a página e parar de discutir crise, impeachment e pensar em como crescer, como melhorar a renda, como incluir pessoas, essa é a agenda do país. Então, amanhã vamos dar esse recado, pois o Eduardo Cunha está na contramão da agenda do país. Essa decisão de colocar o tema do impeachment agora é para tirar o foco de cima de um problema que é dele. Ele está sendo cobrado por atitudes que cometeu, e desconsiderando as consequências para o país. É um tema inapropriado para o momento.”

O ato será realizado amanhã às 10h, dentro do encontro de centrais e entidades empresariais que farão pacto pelo desenvolvimento, às 10h, no Espaço Hakka, na Liberdade, centro da capital paulista.

Dilma: “Não tenho conta no exterior, não faço coação e não barganho votos”

A presidenta Dilma Rousseff afirmou há pouco em pronunciamento que recebeu com indignação a decisão do presidente da Câmara de encaminhar no Congresso processo de impeachment contra um mandato conferido democraticamente. A presidente disse que não existem “atos ilícitos” em sua gestão e que nenhuma acusação paira sobre ela. 

“São inconsistentes e improcedentes as razões que fundamentaram esse pedido. Não existe nenhum ato ilícito praticado por mim, não paira contra mim nenhuma suspeita e desvio de dinheiro público”, ressaltou. E rechaçou de maneira contundente qualquer possibilidade de “acordo” entre o Executivo e Cunha visando a livrá-lo do processo que pode determinar seu afastamento do cargo e cassação.

“Não existe ato ilícito. Não possuo conta no exterior, não tentei coagir instituições ou pessoas para safisfazer interesses pessoais. A imprensa noticiou que houve interesse de votos em troca do arquivamento dos pedidos. Eu não aceitaria qualquer tipo de barganha, nem atentei contra princípios morais e éticos que ofendam a vida da nação. Há improcedência no pedido. Não podemos deixar que interesses abalem a democracia. Devemos ter tranquilidade e confiar no Estado democrático de direito”, declarou.

Leia íntegra:

Recebi com indignação a decisão do senhor presidente da Câmara dos Deputados de processo de impeachment contra mandato democraticamente conferido a mim pelo povo brasileiro. São inconsistentes e improcedentes as razões que fundamentam esse pedido. Não existe nenhum ato ilícito praticado por mim. Não paira contra mim nenhuma suspeita de desvio de recurso público. Não possuo conta no exterior nem ocultei do conhecimento público a existência de bens pessoais. Nunca coagi ou tentei coagir instituições ou pessoas na busca de satisfazer meus interesses. Meu passado e meu presente atestam a minha idoneidade e meu inquestionável compromisso com as leis e a coisa pública. Nos últimos tempos e nos últimos dias a imprensa noticiou que haveria interesse na barganha de votos de membros da base governista no conselho de ética da Câmara dos Deputados. Em troca haveria arquivamento dos pedidos de impeachment. Eu jamais aceitaria ou concordaria com quaisquer tipos de barganha, muito menos aquelas que atentam contra o livre funcionamento das instituições democráticas de meu país, bloqueiam a Justiça ou ofendam princípios morais e éticos, os que devem governar a vida pública. Tenho convicção e absoluta tranquilidade quanto à improcedência deste pedido, quanto ao seu justo arquivamento. Não podemos deixar conveniências e interesses indefensáveis abalarem a democracia e a estabilidade de nosso país. Devemos confiar nas instituições e no Estado Democrático de Direito.

Alckmin intensifica violência contra alunos da rede estadual

Diante do fortalecimento do movimento estudantil contra a reorganização escolar, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) tem respondido com o uso de violência, colocando sua polícia militar contra estudantes, na tentativa de incriminá-los e de deslegitimar seu protesto.

 
Quatro alunos menores de idade foram presos em manifestações que ocorreram hoje de manhã, na Av. Dr. Arnaldo, em Pinheiros, e na noite de ontem (1º) na Av. Nove de Julho. A Tropa de Choque foi acionada na manifestação de ontem.
 
Houve também uma depredação na escola Estadual Coronel Antônio Paiva de Sampaio, em Osasco, o que tem gerado suspeitas. Os criminosos invadiram a escola, depredaram o local e roubaram alguns equipamentos. A ação está sendo criticada como uma tentativa de incriminar os alunos.
 
Na Escola Estadual Maria José (Mazé), na Bela Vista, alunos relataram agressões por parte da polícia militar e pelo diretor da escola. Douglas Izzo, presidente da CUT São Paulo criticou a violência contra os alunos. “Os relatos dos estudantes são repugnantes. As ocupações são demonstrações de uma luta democrática e educação não é caso de polícia, mas a ditadura de Alckmin demonstra que o modo de governar é na pressão, na falta de diálogo e no desrespeito”, declarou.

Prefeitura de São Paulo amplia programa de coleta seletiva

O secretário municipal de Serviços de São Paulo, Simão Pedro, anunciou que a partir do ano que vem, a prefeitura pretende ampliar a prática da coleta seletiva por meio de uma parceria com as cooperativas de catadores de lixo.

Segundo ele, apenas 12 distritos de 96 ainda não possuem a coleta. Os trabalhadores serão os responsáveis por gerenciar um fundo dos catadores, com recursos das centrais mecanizadas de triagem de resíduos.

Outra novidade é a inauguração pelo prefeito Fernando Haddad (PT), prevista para o dia 15 de dezembro, da primeira planta de reciclagem para resíduos sólidos na cidade, com foco nos resíduos das feiras livres. “Isso nós queremos fazer também até o ano que vem e assim avançar, com São Paulo dando exemplo da redução de gases do efeito estufa, ampliando a coleta seletiva e ampliando a reciclagem”, disse o secretário.