´Crise é forjada, mentirosa e induzida pela mídia´, diz Leonardo Boff

A crise econômica e política pela qual o país atravessa neste momento é “em grande parte forjada, mentirosa, induzida, ela não corresponde aos fatos”, afirma o teólogo Leonardo Boff. Segundo ele, a crise é amplificada por uma dramatização da mídia. “Essa dramatização que se faz aqui é feita pela mídia conservadora, golpista, que nunca respeitou um governo popular. Devemos dizer os nomes: é o jornal O Globo, a TV Globo, a Folha de S. Paulo, o Estadão, a perversa e mentirosa revista Veja.”

Em entrevista à Rádio Brasil Atual na segunda-feira (9), o teólogo disse que, no entanto, o atual nível de acirramento no cenário político não preocupa porque, para ele, comparado a outros contextos históricos, a “democracia amadureceu”. Ele diz acreditar, ainda, na emergência de uma “nova consciência política”.

Boff também considera que o cenário brasileiro é bastante diferente da Grécia, Espanha e Portugal, onde são registradas centenas de suicídios, por conta do fechamento de pequenas empresas e do desemprego, e até mesmo de países centrais, como os Estados Unidos, que veem a desigualdade social avançar.

“A situação não é igual a 64, nem igual a 54”, compara. “Agora, nós temos uma rede imensa de movimentos sociais organizados. A democracia ainda não é totalmente plena porque há muita injustiça e falta de representatividade, mas o outro lado não tem condições de dar um golpe.”

Para Boff, não interessa aos militares uma nova empreitada golpista. Restaria ao campo conservador a “judicialização da política”: “Tem que passar pelo parlamento e os movimentos sociais, seguramente, vão encher as ruas e vão querer manter esse governo que foi legitimamente eleito. Eles têm força de dobrar o Parlamento, dissuadir os golpistas e botá-los para correr”.

Sobre o ´panelaço´ ocorrido no domingo (8), durante o discurso da presidenta Dilma Rousseff para o Dia Internacional da Mulher, Boff afirma que o protesto é “totalmente desmoralizado”, pois “é feito por aqueles que têm as panelas cheias e são contra um governo que faz políticas para encher as panelas vazias do povo pobre”.

O teólogo afirma que a manifestação expressa “indignação e ódio contra os pobres” e são símbolo da “falta de solidariedade”: “O panelaço veio exatamente dos mais ricos, daqueles que são mais beneficiados pelo sistema e que não toleram que haja uma diminuição da desigualdade e que gostariam que o povo ficasse lá embaixo”.

Sobre o ato programado pela CUT e movimentos sociais para sexta-feira (13), Leonardo Boff diz que a importância é reafirmar os valores democráticos e a defesa da soberania do país: “Aqueles que perderam, as minorias que foram vencidas, cujo projeto neoliberal foi rejeitado pelo povo, até hoje, não aceitam a derrota. Eles que tenham a elegância e o respeito de aceitar o jogo democrático”.

O teólogo frisa, mais uma vez, não temer o golpe. “É o golpe virtual, que eles fazem pelas redes sociais e pela mídia, inventando e fantasiando, projetando cenários dramáticos, que são projeções daqueles que estão frustrados e não aceitam a derrota do projeto que era antipovo.”

Vannuchi: “Panelaço foi feito por quem tem panela cheia de comida, intolerância e ódio”

O analista político Paulo Vannuchi, afirmou, em seu comentário à Rádio Brasil Atual na terça-feira (10), que em regiões habitadas predominantemente pela classe trabalhadora não houve ´panelaço´, e que a manifestação ficou restrita a bairros de elite, como Jardins e Higienópolis, em São Paulo, e Leblon e Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, locais onde Dilma não venceu a eleição. Segundo ele, as rádios e TVs da “mídia monopolista” tentam dar uma energia muito maior ao movimento do que o de fato ocorrido.

Vannuchi lembra que o ´panelaço´ é um movimento que, em sua origem, clama por comida, mas “aqueles que bateram panelas, no domingo (8), durante o pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff no Dia Internacional da Mulher, as têm fartamente recheadas”.

“Foi o panelaço da panela cheia de ódio, ódio de uma elite antidemocrática, ou de pessoas que nem são ricas, mas que têm pensamento conservador, reacionário, de direita, que não gostam de Lula, de Dilma e do PT, nem de nada que seja parecido”, acrescenta o analista, observando que estes são os mesmos que deverão sair às ruas, no próximo domingo, para pedir o impeachment da presidenta e a volta da ditadura.

O analista lembra que, com a revelação da lista de políticos investigados por corrupção na Petrobras, no âmbito da Operação Lava Jato, não há clima político para levar adiante qualquer processo de impedimento. Tanto os presidentes do Câmara e do Senado, por onde tramitaria o processo de impeachment, constam da lista de investigados, assim como aparece também o senador e ex-governador de Minas Gerais Antonio Anastasia (PSDB), o que refrearia o ímpeto da oposição.

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) disse que a estratégia da oposição alimentar o desgaste ao longo de todo o mandato da presidenta Dilma e fazê-la “sangrar”, termo classificado por Vannuchi como “totalmente impróprio, inadequado e condenável”.

Vannuchi reafirma que o chamado ´terceiro turno´ é “violação das regras do jogo eleitoral, dos que buscam, no tapetão, questionar os resultados eleitorais da livre manifestação popular”.

Trabalhadores se manifestam em defesa da democracia e dos direitos

Hoje (13) acontecem em todo o País manifestações organizadas pela CUT pelos direitos dos trabalhadores. Em São Paulo, o ato acontece a partir das 15h, na Avenida Paulista, em frente ao prédio da Petrobrás.

A CUT irá transmitir ao vivo as manifestações no seu site (http://www.cutsp.org.br/destaques/3472/dia13diadeluta-manifestacao-sera-transmitida-on-line ). Para participar nas redes sociais, use a hashtag #Dia13Diadeluta.

Conheça a pauta de lutas

  • Em defesa da Petrobrás e do pré-sal; para que a empresa continue investindo e gerando empregos no Brasil; por punição exemplar dos corruptos e corruptores
  • Em defesa da democracia, reconquistada nas ruas e na luta, após 21 anos de ditadura militar; contra o golpismo dos que pregam o retrocesso e o ódio de classe
  • Por um Plebiscito Constituinte para reformar o sistema político e acabar com o financiamento privado de campanhas
  • Pelo fim das Medidas Provisórias 664 e 665, que reduzem e limitam direitos e conquistas dos trabalhadores

Trabalhadores da Sabesp entram em greve a partir do dia 19

Trabalhadores da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) decidiram na noite de ontem (10) que farão greve a partir do próximo dia 19 por tempo indeterminado devido à demissão de 400 trabalhadores da empresa de janeiro a março.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema), estão agendadas outras 160 homologações de demissão no sindicato. Em assembleia, os trabalhadores aprovaram ainda o ingresso de uma medida cautelar na Justiça para tentar evitar novas demissões.

“A Sabesp já demitiu 400 e pretende chegar aos 600. Não podemos admitir isso. Os trabalhadores são essenciais em um momento como este de crise hídrica”, disse o presidente do Sintraema, René Vicente. Por meio de nota, a Sabesp informou que a direção da empresa respeita a decisão aprovada em assembleia e se coloca à disposição para o diálogo. “A empresa esclarece que as atividades essenciais serão preservadas, garantindo a prestação de serviços aos clientes”, diz a nota.

Movimentos defenderão Petrobras, Reforma Política e direitos trabalhistas no dia 13

Uma grande mobilização nacional está agendada para a próxima sexta, dia 13 de março, em São Paulo. Movimentos sindical e social, do campo e da cidade, irão se concentrar às 15h, em frente ao prédio da Petrobras, na Avenida Paulista, 901. De lá sairão em marcha pelas ruas da capital.

Participam da atividade a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Federação da Agricultura Familiar do Estado de São Paulo (FAF-CUT/SP), Movimentos dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Consulta Popular, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Central de Movimentos Populares (CMP), Levante Popular da Juventude, Campanha do Plebiscito Constituinte, entre outras organizações.

Direitos não se perdem 
O fim das Medidas Provisórias (MP´s) 664 e 665, que alteram direitos da classe trabalhadora, é uma das questões centrais. Os movimentos do Brasil estão em alerta desde que foram editadas pelo governo federal, em 30 de dezembro de 2014. Entre outros assuntos, elas apresentam novas regras para pensões por morte e acesso a benefícios previdenciários como o seguro desemprego, o auxílio-doença e o abono salarial. No lugar dessas medidas, o que se propõe é a taxação de grandes fortunas.

Para o presidente da CUT São Paulo, Adi dos Santos Lima, a democracia plena está ameaçada. “Queremos um país em que os direitos não sofram retrocessos e que sejam para todos e todas. Nem a grande mídia irá nos intimidar. Vamos unir muita gente nas ruas e contaremos também com a presença do ex-presidente Lula”, garante.

A luta também se dá contra o Projeto de Lei 4330, de 2004, que propõe ampliar a terceirização de forma ilimitada, o que precariza as relações de trabalho.

Soberania se conquista 
Uma das bandeiras é também a defesa da Petrobras, empresa que corresponde a 13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. O coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, afirma que a defesa da soberania nacional e do emprego dos petroleiros é urgente. Da mesma forma, o controle das reservas.

Segundo ele, a empresa reúne mais de 86 mil trabalhadores diretos e milhares de indiretos que fazem a estatal ser reconhecida mundialmente por sua excelência. “A Petrobras investe, por dia, R$300 milhões na economia brasileira e sabemos que o Petróleo por muitos anos ainda será a matriz energética do mundo. Nesse contexto, quem tem petróleo tem poder”.

Defender a Petrobras significa defender mais investimentos para os mais diversos setores como a saúde e a educação. Os movimentos também cobram a punição dos envolvidos na corrupção da estatal.

Já é a hora de mudar 
A luta será, ainda, pela reforma do sistema político e contra o financiamento privado de campanha eleitoral. Os movimentos lembram que, em 2011, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrou com a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 4.650, proposta pelo Conselho Federal da entidade, contrário ao financiamento empresarial de campanhas eleitorais. 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, pediu vistas em audiência, ou seja, engavetou o tema – mesmo que, em abril de 2014, seis dos onze ministros do STF tenham votado a favor da ação. Para reverter essa situação, os movimentos sindical e social promovem a campanha “Devolve Gilmar”.

O financiamento empresarial rompe com a democracia e é o responsável por corrupções no Brasil, já que são as empresas quem detêm poder econômico e mandam em boa parte da política.

Todas as organizações ligadas a projetos de reforma política de participação popular e à campanha do Plebiscito Constituinte também querem o fim da Proposta de Emenda (PEC) 352/13, levantada por Eduardo Cunha (PMDB-RJ) como reforma política, mas considerada pelos movimentos como a “contrarreforma política” ou a “PEC da Corrupção”.

Ato Nacional em defesa da classe trabalhadora, da Petrobras, da Democracia e da Reforma Política
Dia: 13 de março
Horário: 15h
Local: Avenida Paulista nº 901 – prédio da Petrobras – São Paulo – SP

Dilma assina Lei do Feminicídio

Em discurso ontem (8) em rede nacional pelo Dia Internacional da Mulher, a presidenta Dilma Rousseff anunciou que assinará a Lei do Feminicídio. O projeto de lei prevê julgamento como crime hediondo para o assassinato de mulher decorrente de violência doméstica ou de descriminação de gênero. 

Análise dos dados sobre a inserção das mulheres no mercado de trabalho

Os avanços econômicos e sociais registrados nesta última década impulsionaram o mercado de trabalho de forma positiva, possibilitando que uma parcela significativa dos empregos gerados se desse em condições mais favoráveis, com o aumento do emprego formal.

Assim, ampliou-se a participação das mulheres em praticamente todos os setores e grupos ocupacionais, entretanto, com pouca ou quase nenhuma alteração na estrutura ocupacional e em atividades econômicas, ou seja, as mulheres permanecem inseridas basicamente nas mesmas atividades econômicas do início da década de 2000 e cresceram em setores tradicionais como comércio e serviços com maior histórico de precarização. Portanto, estamos falando de uma estrutura de produção que reitera a permanência das mulheres nos espaços habituais destinados a elas, além de produzir poucas alterações em relação à ampliação de sua presença em setores tradicionalmente masculinos. Em qualquer dos aspectos em que se analisa a remuneração, a média dos rendimentos femininos sempre será inferior à dos homens, mesmo naquelas atividades em que há uma predominância feminina.

Nesse contexto se insere a divisão sexual do trabalho ao atribuir maior valor a tudo o que se refere ao masculino sugerindo uma hierarquia social.

Chegamos ao ano de 2013 com uma população de 156,59 milhões com 15 anos ou mais de idade, sendo que desse total 52% eram mulheres. Os 156,59 milhões estão divididos entre a população economicamente ativa (PEA) e não economicamente ativa (PNEA). A PEA totaliza 102,51 milhões e, deste total, temos 43,5% de mulheres. A PEA, por sua vez, se distribui entre a população ocupada e a população desempregada. No caso das mulheres o total da população ocupada era de 40,87 milhões e, desempregada, de 3,78 milhões. Já a população não economicamente ativa era de 37,05 milhões de mulheres.

A população ocupada está distribuída entre diferentes formas de inserção na ocupação. No caso específico das mulheres, do total de ocupadas temos 53,2% no trabalho formal, 22,1% no trabalho assalariado sem registro e 19,3% trabalhando por conta própria. Há um número significativo de mulheres em condições precárias, esse percentual é superior ao masculino.

Tabela 1 – Participação da população de 15 anos de idade ou mais por condição de atividade e sexo feminino 

Condição de atividade e posição na ocupação

Total (milhões)

Mulheres (milhões)

População com 15 ou mais Idade

156,59

81,70

População Economicamente Ativa – PEA 

102,51

44,64

População Ocupada

Com carteira

Sem carteira

Conta própria

95,88

40,87

53,2%

22,1%

19,3%

População Desempregada

6,63

3,78

População Não Economicamente Ativa – PNEA

54,07

37,05

Fonte: PNAD/2013 – IBGE

A análise que se segue privilegiará as mulheres assalariadas e com registro. Os dados foram obtidos por meio da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho e Emprego, e se refere ao período de 2003 a 2013.

A última década apresentou dados bastante positivos em relação ao mercado de trabalho de uma forma geral, entre 2003 e 2013 foram criados 19,25 milhões de postos de trabalho com registro, desse total 47% foram gerados entre as mulheres.

A participação delas cresceu em todos os setores de atividade analisados na Tabela 2. Dessa forma a participação das mulheres no emprego com carteira de trabalho assinada passou de 40,7% para 43,3% na década. As taxas mais expressivas podem ser identificadas no setor de comércio, que pula de 38,4% para 44,1%, e no setor de serviços, com participação em 2013 de 47,7%. Exceto para a administração pública, em que as mulheres são maioria, 63,2% em 2013, nos demais setores a presença dos homens ainda é predominante, especialmente em setores tradicionais como a indústria de transformação, cuja presença feminina pouco evoluiu, de 28,3% em 2003 para 31,9% em 2013, e no setor de extrativa mineral e no da construção civil, com participações de 11,7% e 8,5%, respectivamente.

Tabela 2 – Empregos formais por setor de atividade e sexo entre 2003 e 2013

Fonte: RAIS/2013 – Ministério do Trabalho e Emprego

Nesta última década, cresceu a participação do emprego na construção civil para os homens, de 5,7% para 9,7% entre 2003 e 2013 e caiu a participação na indústria de transformação de 22,4% para 20,7%, na administração pública, de 14,0% para 11,5% e no setor agropecuário de 6,1% para 4,5%. Entre as mulheres, é na administração pública que se observa perda na participação de forma mais acentuada, de 33,6% para 26% entre 2003 e 2013, ao passo que a participação nos setores de comércio e serviços cresce de 51% para 58,4%. Ou seja, na última década, enquanto a construção civil respondeu por 16% dos empregos gerados entre os homens, em relação às mulheres temos 68% dos empregos gerados no setor de comércio e serviços.

Tabela 3 – Distribuição dos empregos formais por atividade e sexo

Fonte: RAIS/2013 – Ministério do Trabalho e Emprego

As diferenças de remuneração média de homens e mulheres se alteraram levemente no período analisado, de 82,5% para 83,2% na década. Em todos os setores, exceto na construção civil em que o pequeno número de mulheres está concentrado em atividade mais bem-remunerada, as diferenças salariais permaneceram com pontuais alterações. Em alguns setores essas diferenças se ampliaram, a exemplo do setor de serviços industriais, agropecuária e mesmo no setor de serviços. O setor que apresentou melhor resultado foi a indústria de transformação, em que as diferenças salariais caíram de 61,2% para 64,9%.

 

Tabela 4 – Remuneração nominal média por setor e sexo

Fonte: RAIS/2013 – Ministério do Trabalho e Emprego

 

Considerações finais

Os avanços econômicos e sociais observados nestas duas últimas décadas são inegáveis. No bojo desse processo houve a recuperação do mercado de trabalho com o crescimento do trabalho assalariado formal, da renda do trabalho e, por conseguinte, o aumento da participação das mulheres no conjunto da renda nacional, acarretando simultaneamente a queda da pobreza e da desigualdade. 

Entretanto, as desigualdades tanto salariais quanto de inserção de homens e mulheres na estrutura produtiva praticamente não se alteraram. Trata-se de elementos estruturantes que em uma sociedade desigual e capitalista não se superam apenas por ação do crescimento da atividade econômica e pela ampliação do mercado de trabalho.

 

Marilane Oliveira Teixeira é economista, pesquisadora da Unicamp e consultora do Sindicato dos Químicos de São Paulo.  

TVT ganha sinal digital

A partir de hoje (6) entra no ar o sinal digital da TVT, a TV dos Trabalhadores. Com a mudança na transmissão do sinal, o canal atingirá 20 milhões de expectadores na Grande São Paulo. Antes, com o sinal analógico, ele chegava apenas a 400 mil pessoas.

A TVT é a primeira emissora televisão com concessão que é organizada por sindicatos de trabalhadores. Sua primeira transmissão aconteceu em 2010.

COMO SINTONIZAR A TVT

Canal 44.1 HD

(Grande SP)

Canal 46 analógico

(Alto Tietê)

Canal 12 NET

(ABC)

Canal 13 NET

(Alto Tietê)

Canal 12 NET

(Capital – seg. a sex.,das 19h às 20h30)

Canal 8 GVT

(ABC)

Satélite C3, frequência 3851, symbol rate 6247, vertical (em todo o Brasil)

Portal: www.tvt.org.br

App para Android:  RedeTVT 

Canal YouTube: youtube.com/redetvt

Dia 13 de março todos na Paulista, contra o retrocesso

A CUT e demais centrais sindicais farão manifestações em todo o País no dia 13 de março, em defesa dos direitos dos trabalhadores, da  Petrobras, da Democracia e por Reforma Política.

Em São Paulo a concentração será na Avenida Paulista, 901, a partir das 16 horas.

Leia abaixo o manifesto divulgado pela CUT com o apoio de outras lideranças sindicais e sociais.  

Defender os Direitos da Classe Trabalhadora

A agenda dos trabalhadores que queremos ver implementada no Brasil é a agenda do desenvolvimento, com geração de emprego e renda.

Governo nenhum pode mexer nos direitos da classe trabalhadora. Quem ousou duvidar da nossa capacidade de organização e mobilização já viu do que somos capazes.

Defender os trabalhadores é lutar contra medidas de ajuste fiscal que prejudicam a classe trabalhadora.

As MPs 664 e 665, que restringem o acesso ao seguro desemprego, ao abono salarial, pensão por morte e auxílio-doença, são ataques a direitos duramente conquistados pela classe trabalhadora.

Se o governo quer combater fraudes, deve aprimorar a fiscalização; se quer combater a alta taxa de rotatividade, que taxe as empresas onde os índices de demissão imotivada são mais altos do que as empresas do setor, e que ratifique a Convenção 158 da OIT.

Lutaremos também contra o PL 4330, que  da maneira como está imposto libera a terceirização ilimitada para as empresas, aumentando o subemprego, reduzindo os salários e colocando em risco a vida dos/as trabalhadores/as. 

Defender a Petrobras

Defender a Petrobras é defender a empresa que mais investe no Brasil – mais de R$ 300 milhões por dia – o que representa 13% do PIB Nacional. É defender mais e melhores empregos e avanços tecnológicos. É defender uma Nação mais justa e igualitária.

Defender a Petrobras é defender um projeto de desenvolvimento do Brasil, com mais investimentos em saúde, educação, geração de empregos, investimentos em tecnologia e formação profissional. 

Defender a Petrobras é defender ativos estratégicos para o Brasil. É defender um patrimônio que pertence a todos os brasileiros e a todas as brasileiras. É defender nosso maior instrumento de implantação de políticas públicas que beneficiam toda a sociedade.

Defender a Petrobras é, também, defender a punição de funcionários de alto escalão envolvidos em atos de corrupção. Exigimos que todos os denunciados sejam investigados e, comprovados os crimes, sejam presos. Tanto os corruptores, como os corruptos.  A bandeira contra a corrupção é dos movimentos social e sindical. Nós nunca tivemos medo da verdade.

Defender a Petrobras é não permitir que as empresas nacionais sejam inviabilizadas para dar lugar a empresas estrangeiras. Essas empresas brasileiras detém tecnologia de ponta empregada na construção das maiores obras no Brasil e no exterior.

Defender a Democracia – Defender Reforma Política

Fomos às ruas para acabar com a ditadura militar e conquistar a redemocratização do País. Democracia pressupõe o direito e o respeito as decisões do povo, em especial, os resultados eleitorais. A Constituição deve ser respeitada.    

Precisamos aperfeiçoar a nossa democracia, valorizando a participação do povo e tirando a influência do poder econômico sobre nosso processo eleitoral.

Para combater a corrupção entre dirigentes empresariais e políticos, temos de fazer a Reforma Política e acabar de uma vez por todas com o financiamento empresarial das campanhas eleitorais. A democracia deve representar o Povo. Não cabe as grandes empresas e as corporações aliciar candidatos e políticos para que sirvam como representantes de seus interesses  empresariais em detrimento das necessidades do povo.

No dia 13 de março vamos mobilizar e organizar nossas bases, garantir a nossa agenda e mostrar a força dos movimentos sindical e social. Só assim conseguiremos colocar o Brasil na rota de crescimento econômico com inclusão social, ampliação de direitos e aprofundamento de nossa democracia.

Estamos em alerta, mobilizados e organizados, prontos para ir às ruas de todo o país defender a democracia e os interesses da classe trabalhadora e da sociedade sempre que afrontarem a liberdade e atacarem os direitos dos/as trabalhadores/as.

Não aceitaremos retrocesso!

CUT – Central Única dos Trabalhadores

FUP – Federação Única dos Petroleiros

CTB – Central dos Trabalhadores do Brasil

UGT – União Geral dos Trabalhadores

NCST – Nova Central Sindical dos Trabalhadores

CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros

UNE – União Nacional dos Estudantes

MST – Movimentos dos Trabalhadores Sem Terra

CMP – Central dos Movimentos Populares

MAB – Movimento de Atingidos por Barragem

Fora do Eixo

Midia Ninja

Levante Popular da Juventude 

FAF – Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar

MNPR – Movimento Nacional das Populações de Rua

Sorteio de vagas para as colônias será dia 22 de março

O sorteio de vagas para o feriado de Tiradentes (de 18 a 21 de abril) nas colônias de Caraguatatuba, Solemar e no Clube de Campo de Arujá,  será realizado no dia 22 de março, domingo, às 10 horas,  na sede do Sindicato (Rua Tamandaré, 348 – Liberdade). 

O sorteio tem novas regras para facilitar a participação dos sócios e tornar o processo mais ágil. De 3 a 18 de março, os sócios interessados poderão se dirigir até a sede ou  uma das subsedes da entidade para fazer a inscrição do sorteio. É preciso levar o RG, ou outro documento com foto, e a carteirinha de associado. Cada sócio receberá uma senha e as regras do sorteio.

No dia 22 de março, o sócio deverá comparecer à sede do Sindicato com a sua senha, RG, ou outro documento com foto, e a carteirinha de associado. Se o sócio não puder comparecer no dia, ele pode ser representado por outra pessoa que deve estar com os documentos do associado. É importante lembrar que cada pessoa pode representar apenas um sócio. 

O portão será fechado às 10h para o início do sorteio, e o horário será rigorosamente respeitado. 

Para os outros períodos do ano, as reservas para o clube de campo e para as colônias podem ser feitas diretamente no Sindicato com antecedência mínima de 30