Começa 2ª etapa da vacinação contra o HPV

Começa na próxima segunda-feira (1º de setembro), a aplicação da segunda dose da vacina contra o HPV (papiloma vírus humano) em meninas de 11 a 13 anos. O Ministério da Saúde fez a campanha da primeira dose em março deste ano e alerta que, para a eficácia da imunização, a segunda dose é fundamental.

A vacina protege contra quatro subtipos do HPV (6, 11, 16 e 18), inclusive os que são responsáveis por 70% dos casos de câncer no colo do útero (subtipos 16 e 18).

A vacina estará disponível nos postos de saúde, inclusive apara quem não tomou a primeira dose. Participaram da primeira fase da campanha 4,3 milhões de meninas. Em 2015, o Ministério da Saúde fará a campanha para vacinar meninas de 9 a 11 anos.

Pochmann diz que proposta de Marina e Aécio para BC prejudica democracia

O economista e presidente da Fundação Perseu Abramo, Marcio Pochmann, considera que as propostas de autonomia do Banco Central são prejudiciais à democracia brasileira, ainda em construção, e que é fundamental que a população possa influenciar diretamente nas ações de controle do sistema financeiro.

“É difícil imaginar que um país que conceda na lei uma autonomia ao Banco Central. Isso a meu ver compromete ainda mais a democracia porque o povo trabalhador sempre tem poucas oportunidades de manifestar sua opinião”, avaliou em seu comentário de quarta-feira (27) à Rádio Brasil Atual. “A eleição é uma demonstração de opinião, de consciência do povo. O núcleo estratégico de um governo passa a ser autônomo, sem ter voto, sem ter participação popular. Isso, obviamente, dá uma oportunidade adicional para ser um núcleo que termina contaminado pelos interesses econômicos predominantes no país.”

Entre os três principais candidatos à Presidência da República, dois, Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), defendem a independência do Banco Central em relação ao controle do Estado, ao passo que Dilma Rousseff (PT), que disputa a reeleição, entende que é fundamental que exista poder do governo de influenciar nas escolhas de diretores e em temas como câmbio e taxa de juros, ainda que exista autonomia operacional. Hoje, o presidente da República é responsável pela indicação da diretoria do BC.

Pelas propostas de Aécio e Marina, o BC continuaria a ter presidente e diretores nomeados pelo chefe de Estado, mas com um mandato de seis anos que só poderia ser revogado em caso de envolvimento em corrupção, e não mais por atuar em dissonância com as linhas prioritárias de determinado governo. Os principais assessores econômicos dos dois candidatos, Armínio Fraga e Eduardo Giannetti, entendem que a independência deixaria a entidade de controle do sistema financeiro a salvo de pressões e oscilações políticas. Também a coordenadora-geral de campanha de Marina, Neca Setúbal, uma das herdeiras do banco Itaú, defende a proposta de tornar o BC mais alinhado a instituições financeiras como a que ela comanda.

Quem discorda desta linha de pensamento, porém, avalia que a proclamada independência simplesmente deixa o Banco Central exposto às decisões do mercado financeiro. Segundo esse ponto de vista, o governo não pode prescindir da autoridade monetária. “É fundamental que a população continue tendo participação, o poder de tirar e colocar pessoas, porque é para isso que serve a democracia, é para isso que a política é constituída: para servir à população, e não o contrário”, adverte Pochmann.

Contexto

Nos últimos meses corporações do mundo das finanças têm feito campanha contra Dilma. Além da presença de herdeira do Itaú como braço direito de Marina, o Santander enviou recentemente cartilha a clientes na qual associa a uma derrota da petista uma melhora nos investimentos em empresas estatais com ações cotadas em bolsa. O banco espanhol afirmou ter se tratado de atitude isolada, conduzida por um grupo de analistas demitidos em seguida, mas o texto de recomendação de investimento não funcionou como caso isolado: várias consultorias passaram a apostar que um triunfo da oposição nas urnas será bom para ganhar dinheiro com as empresas públicas, e algumas falaram em cenário catastrófico em caso de vitória da petista.

Uma das explicações para os humores do mercado, que acaba se refletindo em expectativas negativas entre a população como um todo, pode estar na taxa de juros. No segundo ano do governo Dilma, o BC levou a Selic a 7,25% ao ano, o nível mais baixo da história. Depois disso, as taxas voltaram a subir, até o patamar atual, de 11%. Mas, na visão de Pochmann, as instituições não perdoaram ter a margem de lucro reduzida pela remuneração que o governo dá ao setor financeiro – a taxa de juros baliza a remuneração pelos títulos da dívida pública.

“A posição diametralmente oposta à do governo, expressa por uma parte dos bancos, é de que embora estejam ganhando muito, estão ganhando menos”, avalia. Ele apresenta o cálculo de que, em 2002, ao final do governo de Fernando Henrique Cardoso, o governo entregava ao setor financeiro o equivalente a 14,2% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto no ano passado repassou 5,7% do PIB. A diferença se explica, entre outros fatores, pelo patamar da taxa de juros, que chegou a 45% na gestão de Armínio Fraga à frente do Banco Central, encerrada com uma Selic de 22% ao ano. “Os bancos não tiveram perdas, mas deixaram de ganhar uma parte, e essa parte que deixaram de ganhar foi direcionada para políticas públicas, política de investimento público, transferência de renda, salário mínimo.”

TRT determina readmissão dos funcionários do Metrô

O Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Região concedeu liminar em favor dos dez metroviários demitidos pelo Metrô após a greve de junho promovida pela categoria. A liminar determina recontratação imediata dos funcionários.

Para o Juiz Thiago Melosi Sória a empresa demitiu por vandalismo e não pela greve.  “Analisando o vídeo que registrou a conduta dos substituídos na estação Tatuapé, em 05 de junho de 2014, vejo que, embora os trabalhadores estivessem na plataforma, não aparecem impedindo o fechamento das portas do trem. As testemunhas mencionadas (pela empresa), além de não identificarem os praticantes, disseram que não houve violência ou dano” disse o juiz em sua decisão provisória.

Governo prevê salário mínimo de R$ 788,06 para 2015

A partir de 1º de janeiro de 2015, o salário mínimo deve aumentar para R$ 788,06 – um reajuste de 8,8% –, de acordo com o Projeto de Lei Orçamentária Anual. A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, já entregou a proposta ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e sua votação deve acontecer até o final deste ano. Além da valorização do mínimo, segundo a ministra, o texto da lei prioriza investimentos nas áreas de saúde, educação, combate à pobreza e infraestrutura, e prevê uma inflação de 5% para 2015, bem como um crescimento de 3% do PIB.

Para relatora da ONU, racionamento de água em São Paulo pode violar direitos humanos

Na visão de Catarina de Albuquerque, relatora especial da ONU (Organização das Nações Unidas) para Água e Saneamento, a postura do governo Alckmin, durante a crise de água em São Paulo, estaria infringindo os direitos humanos da população paulista. Segundo a especialista, a ausência ou insuficiência de investimentos para garantir o abastecimento e a promoção de racionamento do consumo humano como primeira opção nos casos de escassez são consideradas violações pelos critérios da ONU.

“Quando temos uma porcentagem de lucros da Sabesp sendo distribuída a acionistas em Nova York e em São Paulo, significa que os recursos que deviam ser investidos no sistema para fazer obras e expandir o acesso à água estão fugindo para outras mãos”, afirmou Catarina, destacando também que o racionamento só deve atingir o ser humano após todas as outras possibilidades serem esgotadas – por exemplo, racionando outros usos não prioritários. “O ônus da prova está com o governo estadual, que tem que provar que a perda de acesso a esses direitos não é violação de direitos humanos”, concluiu.

Brasil tem mais de 202 milhões de habitantes

Dados do  IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicados ontem, 28,  no  Diário Oficial da União mostram que o Brasil tem uma população de 202.768.562 habitantes. O estado mais populoso, São Paulo, tem 44,03 milhões de habitantes. Já no estado menos populoso, Roraima, vivem 496,9 mil pessoas.

Os dados do IBGE são estimativas de população no dia 1º de julho de 2014. Além de São Paulo, cinco estados têm mais de 10 milhões de habitantes: Minas Gerais (20,73 milhões), Rio de Janeiro (16,46 milhões), Bahia (15,13 milhões), Rio Grande do Sul (11,21 milhões) e Paraná (11,08 milhões).

Na lista com mais de 5 milhões de pessoas, estão seis estados: Pernambuco (9,28 milhões), Ceará (8,84 milhões), Pará (8,08 milhões), Maranhão (6,85 milhões), Santa Catarina (6,73 milhões) e Goiás (6,52 milhões).

Apenas dois estados têm menos de 1 milhão de habitantes, além de Roraima: Amapá (750,9 mil) e Acre (790,1 mil).

Economista diz que proposta de Marina e Aécio prejudicam democracia

Para o economista e presidente da Fundação Perseu Abramo, Marcio Pochmann, as propostas de autonomia do Banco Central (BC), defendidas por Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), seriam prejudiciais à democracia brasileira, pois reduziriam ainda mais a participação popular em um núcleo estratégico do governo – o analista ressaltou que os trabalhadores já têm poucas oportunidades de expressarem suas opiniões.

Hoje, a presidência da República indica a diretoria do BC, porém, na visão dos adversários da presidenta Dilma, seria necessário um mandato de 6 anos para essa diretoria, sem que o governo pudesse trocar o comando da instituição de acordo com suas prioridades. “A eleição é uma demonstração de opinião, de consciência do povo. O núcleo estratégico de um governo passa a ser autônomo, sem ter voto, sem ter participação popular. Isso, obviamente, dá uma oportunidade adicional para ser um núcleo que termina contaminado pelos interesses econômicos predominantes no país”, afirmou Pochmann, enfatizando que a política deve servir à população, e não o contrário.

Governo federal destina 3,28 milhões de hectares para preservação ambiental e reforma agrária

O governo federal, através do Programa Terra Legal do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), transferiu 3,28 milhões de hectares de terras na última terça-feira (26) – no Acre, Amazonas, Pará e em Rondônia – para a reforma agrária e conservação do meio ambiente. No total, 3 milhões de hectares serão transformados em áreas ambientais (2,6 milhões no Amazonas) e, de acordo com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, servirão como base para a exploração sustentável da madeira.

“Nós estamos regularizando as áreas da União na Amazônia Legal. A partir da transferência de nominalidade, as áreas receberão maiores cuidados, serão melhor utilizadas e poderão ser usadas em projetos de desenvolvimento de forma mais sustentável”, destacou o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto.

CPI dos pedágios termina hoje na Alesp

A CPI dos Pedágios, instalada para apurar as tarifas de pedágio, se reunirá hoje (27) para apresentar o relatório final da investigação, na Assembleia Legislativa de São Paulo, elaborado pelo relator Deputado Davi Zaia (PPS). 

Os deputados do PT que fazem parte da CPI, Antonio Mentor e Gerson Bittencourt, divulgaram na tarde de terça-feira (26) o voto em separado com dados que, segundo eles, confirmam ser possível um processo de negociação com as concessionárias de rodovias do Estado de São Paulo para a redução das tarifas em 49%. 

Do ponto de vista legal, os deputados petistas consideram que a questão que se destacou durante o processo da CPI foi a prorrogação dos contratos, assinada em aditivos no final de 2006. Pelos aditivos as concessionárias obtiveram do governo estadual prorrogação da concessão de até oito anos e meio (sendo que são de praxe, cinco anos em média). Se entrar em vigor na data prevista, em 2018, as empresas que operam as estradas estaduais conseguiriam um faturamento adicional de R$ 2 bilhões.

Os deputados Mentor e Bittencourt também solicitam no voto em separado o fim das consultorias na Artesp (que já consumiram mais de R$ 100 milhões dos cofres públicos), mudança no modelo de concessão e anulação de todos os aditivos de forma administrativa, inclusive os de 2006.

Relatora da ONU discute crise da água em São Paulo

Organizada pela Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental (FNSA), ocorre hoje (27), na Assembleia Legislativa de São Paulo, uma mesa redonda para debater a crise da água em São Paulo que contará com as participações da jurista portuguesa Catarina Albuquerque, relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para Água e Saneamento, e de Adi dos Santos Lima, presidente da CUT São Paulo.

Além de cobrar uma resposta à população do governador Geraldo Alckmin (PSDB), a CUT também tem alertado para o risco da crise afetar a produção industrial e gerar demissões – de acordo com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), aproximadamente 3 mil vagas já foram fechadas por causa da falta de água. “Não é possível que a população pague a conta pela estiagem e o desabastecimento, principalmente diante da inércia e irresponsabilidade do governo estadual paulista que, por duas décadas, deixou de investir em obras e planos de contingência para aproveitamento dos recursos hídricos”, afirmou Adi.