Suicídio no trabalho, um drama que vem crescendo

 

Um livro sobre um tema importante foi lançado quinta-feira no Sindicato dos Químicos, em São Paulo. O assunto leva a uma reflexão quando se aproxima mais uma celebração de 1º de maio. O título é ‘Do assédio moral à morte em si – Significados sociais do suicídio no trabalho’, com organização de textos selecionados por três especialistas em saúde no trabalho: Margarida Barreto, médica do trabalho e pesquisadora do Núcleo de Estudos Psicossociais de Exclusão e Inclusão Social (Nexin PUC/SP), Lourival Batista Pereira, coordenador da Secretaria de Saúde e Meio Ambiente, e o psicólogo e mestre em psicologia social pela PUC/SP Nilson Berenchtein Netto. Em entrevista à Rede Brasil Atual, Nilson Berenchtein Netto disse que o suicídio relacionado ao trabalho é um tema que vem crescendo estrondosamente e não é uma novidade. Esta questão existe desde a antiguidade, segundo ele. Em si, não é um assunto novo, mas a forma como está se dando é muito característico da forma como a sociedade está organizada, do modo de produção capitalista. Apesar de não ser uma novidade, este tipo de suicídio não alarmava tanto. Mas nos últimos dez anos o número de suicídios relacionados ao trabalho cresceu enormemente e fica difícil esconder. Em geral, o que a sociedade costuma fazer? Esconde o fato, diz o psicólogo.

Os sinais de quem sofre assédio moral geralmente são tristeza, a vontade de não ir trabalhar, a falta de vontade de se relacionar com as pessoas (principalmente as do ambiente de trabalho), até mesmo de falar sobre a situação. Uma coisa que Berenchtein diz ter escutado muito em palestras e discussões é que, quando a pessoa começa a dar sinais de depressão ou até mesmo comete uma tentativa de suicídio, é dispensada do trabalho para não estabelecer o vínculo trabalho-suicídio. As pessoas não se incomodam que a pessoa morra, desde que não seja no local de trabalho. O psicólogo diz que os sindicatos terão um papel fundamental no apoio ao trabalhador nesses casos. É lá que o trabalhador poderá fazer suas denúncias, ser ouvido. No local de trabalho, além de sofrer a violência e assédio, não há espaço para falar sobre o problema.

Para mais informações, acesse: http://www.metronews.com.br/metro_news_/f?p=287:24:1348840328898919::::P24_ID_NOTICIA,P24_ID_CADERNO:65708,901,%20Suicidio-no-trabalho,-um-drama-que-vem-crescendo

Livro sobre atos suicidas ocasionados por condições de trabalho é lançado em SP

 

Livros podem ser adquiridos pelo telefone: 3209.3811 ramal: 216

São Paulo – Foi lançado na quinta-feira (28) pelo Sindicatos dos Químicos de São Paulo o livro “Do Assédio Moral à Morte em Si – Significados Sociais no Suicídio do Trabalho”. A publicação nasceu com o objetivo as questões de assédio moral em locais de trabalho que levam a atos de suicídio, mostrando que, apesar de não ser discutido em sociedade, é uma realidade que o mundo do trabalho está vivendo.

A organização dos textos selecionados para a publicação foi feita por três especialistas em saúde no trabalho. Margarida Barreto, médica do Trabalho e pesquisadora do Núcleo de Estudos Psicossociais de Exclusão e Inclusão Social (Nexin PUC/SP), Lourival Batista Pereira, coordenadora da secretaria de Saúde e do Meio Ambiente e o psicólogo e Mestre em Psicologia Social pela PUC/SP, Nilson Berechtein Netto.

“O meu desejo e de todos os autores é que esse livro seja um instrumento, uma ferramenta e mais do que isso uma arma na luta dos trabalhadores”, destacou Netto. Para a médica Margarida Barreto, a forma com que o trabalho foi constatado nos últimos anos é tão opressor e violento, que as pessoas sobrecarregadas de serviço perdem o fundamental da vida delas, levando a atos suicidas, classificados por elas como “assassinato corporativo”, pois não foi cometivo individualmente, mas resultado da condição indigna que as empresas oferecem.

“O suicídio é uma realidade ainda pouco comentada na sociedade, mas o fato é que estamos vivendo essa realidade”. Margarida Barreto ressalta, também, que a venda do livro será feita a preço de custo para que ele possa ser lido por trabalhadores de todas as áreas.

Para mais informações, acesse: http://www.redebrasilatual.com.br/temas/trabalho/2011/04/livro-sobre-atos-suicidas-ocasionados-por-condicoes-de-trabalho-e-lancado-em-sp

Exigência de certidão de antecedentes criminais faz empresa pagar indenização

Uma atendente de call center obteve na Justiça do Trabalho uma indenização por danos morais de R$ 5 mil, com juros e correção monetária, porque lhe foi exigida a apresentação de certidão de antecedentes criminais para ser efetivada a sua contratação. Ao examinar o caso, a Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve a decisão, ao não conhecer do recurso de revista das empresas condenadas – Mobitel S.A. e Vivo S.A. 

Segundo o ministro Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira, relator do recurso contra decisão proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho do Paraná, a relação de emprego destinada ao teleatendimento de clientes escapa de possíveis casos em que a exigência de certidão de antecedentes criminais se justifique, dentro de padrões de razoabilidade. Nessa situação, a prática patronal resultou em dano moral à trabalhadora e a ilicitude do comportamento, explica o ministro, “dispensa prova de dano, que é presumido, estabelecendo-se pronto nexo de causalidade”. 

O relator esclarece ainda que, ao exigir essa certidão, “sem que tal providência guarde pertinência com as condições objetivamente exigíveis para o trabalho oferecido, o empregador põe em dúvida a honestidade do candidato ao trabalho, vilipendiando a sua dignidade e desafiando seu direito ao resguardo da intimidade, vida privada e honra, valores constitucionais”. 

Processo 

A trabalhadora foi admitida pela Mobitel S.A. em 08/05/06, na função de atendente de call center (representante II), para prestar serviços exclusivamente à Vivo S.A., em Londrina, no Paraná. Em 18/05/07, pediu dispensa do emprego. Na reclamação trabalhista que ajuizou em fevereiro de 2008, ela alegou condições estressantes a que estava submetida no exercício das suas atividades, com quadro depressivo oriundo da forma de trabalho imposto pela Mobitel. 

Por essa razão, pleiteou não apenas indenização por danos morais, mas também a nulidade do pedido de demissão, para que a causa do afastamento fosse revertida para dispensa sem justa causa do contrato de trabalho, condenando as reclamadas ao pagamento das verbas rescisórias. Entre as causas para pedir indenização por danos morais, estava a exigência de certidão de antecedentes criminais. 

A 3ª Vara do Trabalho de Londrina rejeitou o apelo da trabalhadora quanto aos danos morais e à reversão do pedido de demissão em dispensa sem justa causa. Porém, por meio do recurso ao Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR), a autora insistiu na sua pretensão e obteve decisão favorável à indenização por danos morais devido à exigência da certidão de antecedentes, fixada em R$ 5 mil. 

Ao analisar o recurso das empresas ao TST, o ministro Bresciani entendeu que a condenação estabelecida pelo TRT observou o princípio da restauração justa e proporcional, nos exatos limites da existência e da extensão do dano sofrido pela trabalhadora, sem, contudo, abandonar a perspectiva econômica de ambas as partes. Nesse sentido, considerou o valor razoável para a situação, não vislumbrando ofensa aos preceitos legais e constitucionais indicados pelas empresas. A Terceira Turma, então, decidiu não conhecer do recurso de revista. 

Histórico 

Apesar da decisão de hoje, a exigência de certidão de antecedentes criminais já foi considerada possível pelos ministros do TST, no caso de determinados empregadores – dependendo da atividade a ser exercida pelo trabalhador. Em processo julgado pela Quinta Turma, em outubro de 2010, uma empresa de telefonia teve reconhecido o direito de exigir a apresentação da certidão ao contratar funcionário que teria acesso a residências de clientes para instalação de linhas telefônicas.

Para mais informações, acesse: http://ext02.tst.gov.br/pls/no01/NO_NOTICIASNOVO.Exibe_Noticia?p_cod_area_noticia=ASCS&p_cod_noticia=12189

Rio pede desculpas oficiais a presos e torturados pela ditadura

 

Rio de Janeiro – Cerca de 160 pessoas receberam um pedido oficial de desculpas do estado do Rio, por terem sido torturadas durante o período da ditadura militar. A cerimônia foi realizada na sede do Arquivo Nacional na quarta-feira (27). Cada uma delas também recebeu uma indenização de R$ 20 mil.

O chamado ato de reparação, realizado pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, contemplou pessoas detidas ou torturadas em órgãos do estado do Rio entre 1964 e 1979. Durante a cerimônia, um video  com depoimentos de pessoas torturadas e de seus familiares comoveu quem participava do evento.

Presa em 1970, Regina Toscano, que recebeu a homenagem simbólica, falou sobre o evento. “Não apaga o sofrimento, mas é um gesto. O importante é que isso fique na história, que a gente não esqueça, que as novas gerações saibam que existiu este momento (de torturas e prisões políticas) e que foi importante para que a democracia hoje pudesse existir.”

O secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Neves, acredita que a reparação é importante também para a construção da memória do país.

“O Rio de Janeiro foi o epicentro da resistência democrática e um dos territórios que mais sofreu a atroz perseguição e tortura de pessoas e lideranças do período. É importante fazermos este gesto simbólico. Mais importante do que a indenização é a entrega do pedido de desculpas a pessoas tão valorosas, que chegaram a colocar suas vidas em risco para que a gente pudesse construir a democracia brasileira.”

Mais infoemações, acesse: http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/2011/04/rio-pede-desculpas-oficiais-a-presos-e-torturados-pela-ditadura

1º de maio de luta e reflexão

 

Nesta quarta-feira (27), a CUT-SP realizou no museu Afro Brasil, na zona sul da capital paulista, o primeiro dia de seminários internacionais que compõem a programação do 1º de Maio, que neste ano tem como tema “Brasil-África – Fortalecendo as lutas da classe trabalhadora”.

O debate faz parte de uma série de atividades que contarão com representantes sindicais de 13 nações africanas e prosseguirão até o Dia Internacional do Trabalhador discutindo assuntos como preconceito, inclusão social e trabalho decente.

Foi justamente o último desses temas que norteou os diálogos desta quarta. Presidente da CUT-SP, Adi Lima, destacou na mesa de abertura a necessidade dos movimentos sociais brasileiros estreitarem laços com as organizações do continente. “Conhecemos pouco sobre a África, berço da humanidade, com quem temos uma dívida muito grande pelos escravos que de lá partiram e vieram para o nosso país”, afirmou.

A seguir, o coordenador do Programa de Empregos Verdes e Trabalho Decente da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Paulo Muçouçah, a integrante do Departamento Sindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Ana Paulino, e o representante do Ministério do Trabalho e Emprego, Warlen Ferreira, fizeram um balanço das ações ligadas ao trabalho digno no Brasil.

Transformar teoria em prática

Em relação à ações práticas, os debatedores destacaram a construção, em 2003, de uma agenda nacional e de um plano nacional de trabalho decente que tem como prioridade a geração de mais e melhores empregos com igualdade de oportunidades e de tratamento, a erradicação do trabalho e infantil e o fortalecimento do diálogo entre governo, empresários e trabalhadores.

Para Ana, porém, é preciso que os movimentos sociais cobrem para que a teoria seja transformada em algo prático. “Após o presidente Lula assumir o governo, o Brasil começou a pensar em uma agenda do trabalho decente. Mas, temos grandes desafios a superar, começando por estabelecer consensos dentro do próprio movimento sindical. Também devemos qualificar a participação da bancada dos trabalhadores no fórum tripartite que discute o tema e monitorar as metas que foram estabelecidas”, comenta.

Um próximo passo fundamental acontecerá em maio de 2012, com a realização da 1.ª Conferência Nacional de Trabalho Decente. O encontro será precedido por etapas estaduais e municipais, nesse caso, nos locais onde o poder executivo convocar. Portanto, a pressão da classe trabalhadora será fundamental.

Coordenador da mesa, o secretário da Relações do Trabalho da CUT-SP, Rogério Giannini, destacou a prioridade que a Central levará para o evento nacional. “Daremos ênfase à organização no local de trabalho, ao direito de greve para que tudo isso que apontamos como importante se torne algo efetivo e não fique apenas no campo dos conceitos”, comentou.

Inclusão e desenvolvimento

No período da tarde, os trabalhadores discutiram a inclusão social nas sociedades em desenvolvimento com a presença do secretário das Relações Internacionais do Congresso Sul Africano dos Trabalhadores (Cosatu), Bongani Msuku.

Antes, o técnico do Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada (IPEA), André Campos, destacou a importância do aumento da taxa de atividade, ocupação, formalização e remuneração para a inclusão social. 



“Muito por conta da política de valorização do salário mínimo conquistada pelas centrais, estamos observando um processo de distribuição de via mercada de trabalho, que não acontecia antes de 2004. Entre 2004 e 2010, tivemos um cenário de mercado favorável ao trabalhador”, avaliou.

Contudo, ele adverte para o desafio que o movimento sindical tem de vencer a desigualdade que ainda persiste no processo de contratação e ascensão, especialmente entre mulheres, negros e jovens.

Para isso, defende, é necessário ampliar as políticas públicas que promovam a manutenção da elevação do mínimo, o aumento da oferta de crédito, a redução da taxa de juros, reformas agrária e urbana, a ampliação da economia solidária e políticas transversais para estabelecer equidade de gênero e raça. “O resultado que obtivemos nos últimos anos mostra que não precisamos de menos, mas de mais Estado.”

Passamos do apartheid político para o econômico

Representante da Cosatu, Msuku afirmou que a herança da exploração colonial e a substituição do regime de apartheid pelo neoliberalismo deixaram profundas marcas que precisam ser superadas. Entre elas, a visão de que o continente é fornecedor de mão-de-obra barata e consumidor de produtos manufaturados, a concentração de renda e os serviços básicos voltados a atender o mercado externo. Segundo ele, as melhores estradas são as que levam para o aeroporto, às praias e aos portos; na educação, os cursos de medicina e tecnologia são dominados pelos brancos, enquanto a maior parte dos negros continua sem emprego; 72% dos gerentes das instituições financeiras africanas são brancos, apesar de representarem apenas 10% da população no continente. 



“Passamos do apartheid político para o econômico. É assim que o neoliberalismo funciona”, criticou.

Para ele, a forma de reverter esse processo é restabelecer o diálogo com os países vizinhos para estabelecer uma nova estratégia de desenvolvimento, definir um plano de aplicação dos recursos internos para solução dos problemas dos países africanos que geram a riqueza, buscar a independência do financiamento que vem do assistencialismo e do Fundo Monetário Internacional (FMI) e a solidariedade do Sul ao Sul. 



Tudo isso, porém, depende da fiscalização dos trabalhadores. “Nada substitui a organização no chão da fábrica, na base, no local de trabalho”, define.

Organização sindical tem que ser lei – Ex-vice presidente da CUT, José Feijóo, fortaleceu a necessidade do estado promover o crescimento que, por sua vez, seja indutor do desenvolvimento social, conforme aconteceu a partir do governo do presidente Lula. Ele ressaltou que isso ocorreu por meio do investimento em políticas públicas e do diálogo com os movimentos sociais.

Mas isso, diz ele, não significa que a questão do trabalho decente esteja resolvida. “Ainda não conquistamos a organização sindical como direito, o que inclui criar punições para práticas antissindicais. Além disso, temos que avançar na inclusão social por meio da educação,  promover a igualdade de oportunidades no processo de contratação e de ascensão dentro das empresas e garantir que  as políticas públicas de saúde e de seguridade social se mantenham como direitos universais”, aponta.

Por fim, Feijóo alterta para a necessidade do Brasil ser mais democrático internamente, alterando a democracia meramente do voto por uma que permita maior participação do povo através de referendos e plebiscitos, e externamente. “Temos a obrigação de estabelecer uma relação internacional de comércio justo e não de exploração, com a qual sempre convivemos.”

Os debates do seminário internacional continuam nesta quarta. Leia baixo a programação:



27/04 – Workshop Internacional – Local Museu Afrobrasil



28/04 – Mostra de Cinema Brasil-África – Local Auditório Sindisaúde

Workshop Internacional – Local Museu Afrobrasil

Oficinas Culturais – Local Museu Afrobrasil



29/04 – Seminário Sindical Internacional  “Desenvolvimento, sustentabilidade e inclusão social  – Os desafios da relação Sul-Sul” – Local Sesc Vila Mariana



30/04 – Samba com Feijoada: Arlindo Cruz, Jorge Aragão, Diogo Nogueira, Leci Brandão e Marcinho do Cavaco, no Vale do Anhangabaú, a partir das 9h

Cortejos: Capoeira, Maculele, Moçambique, Jongo, Tambores do Vale

Escola de Samba Tom Maior



01/05 – Shows: Mart´nália, banda Ilê Ayê (Bahia), Rappin´Hood, Dog Murras (Angola), Chico César e Martinho da Vila,  no Vale do Anhangabaú, a partir das 9h

Ato político sindical-social: Com sindicalistas e movimentos sociais do Brasil e da África.

Ato inter-religioso: Diversas confissões religiosas celebrarão juntas esta data internacional dos trabalhadores (as).

Ato cultural: Com a presença dos atores Celso Frateschi e Danny Glover.

Homenagens: Lula e Nelson Mandela

Atividades Simultâneas

– Exposições e Feiras

– Exposição fotográfica

– Exposição de esculturas e charges

– Feira de Livros

– Feira gastronômica

– Heróis de todo o mundo (vídeo com personagens afro-brasileiro,

fundamentais da nossa história)

– Desfile de roupas de padronagem africana

– Desfile de penteados Afro

– Exposição de tecidos 

Organização no local de trabalho completa 30 anos

 

São Bernardo – Os trabalhadores brasileiros comemoram 30 anos da representação no local de trabalho. Negociar com patrões, estabelecer um diálogo de igualdade ainda hoje não é tarefa fácil.

Mas há 30 anos, os trabalhadores do ABC mostravam para um país inteiro que era preciso mudar. As lutas por melhores salários e condições de trabalho ganharam força no chão de fábrica.

A TVT faz uma série de reportagens sobre a organização no local de trabalho. 

Para assistir o vídeo, acesse: http://www.redebrasilatual.com.br/temas/trabalho/2011/04/organizacao-no-local-de-trabalho-completa-30-anos

Kassab não cumpre metas e pode ser processado

O prefeito de São Paulo Gilberto Kassab poderá ser processado por improbidade administrativa caso não cumpra as 223 propostas do Plano de Metas 2009-2012. Para a Rede Nossa São Paulo, que propôs a criação do plano, a reprovação popular penaliza mais do que possível ação judicial.

Para ouvir a reportagem, acesse: http://www.redebrasilatual.com.br/radio/programas/jornal-brasil-atual/kassab_processo_metas.mp3

CUT realiza o lançamento do 1º de Maio “Brasil-África”

 

A CUT/SP fez o lançamento do 1º de Maio nesta segunda-feira, 25 de abril, no Sindicato dos Químicos de São Paulo. Com a presença da delegação dos países africanos, o 1º de Maio da CUT iniciou com a abertura da “Mostra de Cinema Brasil-África” e com o debate e a reflexão sobre a importância da integração e da unidade dos trabalhadores, principalmente com o continente que está na raiz da nossa formação, que é o continente africano.

A solenidade de abertura contou com a presença do Presidente Nacional da CUT, Artur Henrique; do Presidente da Fundação Palmares, Eloi Ferreira; do Coordenador do Centro de Estudos Africanos da USP, Kabenguele Munanga; e da Matilde Ribeiro, assessora do projeto do 1º de Maio 2011.

“A importância do nosso 1º de maio é justamente o resgate do berço da civilização, é um gesto concreto para fortalecer e reconhecer nossa identidade, raiz e história”, analisa Adi dos Santos Lima, Presidente da CUT/SP.

Em 2010, a CUT optou por comemorar o dia 1º fortalecendo a relação entre os trabalhadores do Brasil e da América Latina. Com isso, além dos tradicionais shows, aconteceram manifestações e apresentações culturais; seminário sindical internacional; feira gastronômica; entre outras atividades que serão ampliadas em 2011.

O fortalecimento da relação sul-sul é um tema de destaque da Central, ao reconhecer que são fundamentais os laços de solidariedade entre os trabalhadores e trabalhadoras dos diversos países como forma de construção da unidade de luta da classe trabalhadora brasileira, africana e latino-americana.

 “Nosso 1º de maio não terá sorteio de casa e carro. Por isso, inclusive, a imprensa irá comparar quantidade de público. E nós não estamos preocupados com quantidade, mas estamos priorizando a qualidade, a importância da qualidade do debate político sobre o fortalecimento da classe trabalhadora nas relações sul-sul”, defende Artur Henrique.

Mostra de Cinema

A apresentação do filme “Renascimento Africano”, do cineasta Zózimo Bulbul, marcou o início da Mostra de Cinema, que acontecerá nos próximos dias 26 e 28, na Apeoesp e no SindSaúde, respectivamente. O documentário, rodado em Dakar, no Senegal, conta com depoimentos de intelectuais, políticos e religiosos, que apresentam um panorama dos 50 anos de independência dos países do oeste da África e a interpretação sobre a escultura criada recentemente no Senegal que representa, justamente, o renascimento africano.

“Eu precisei sair do Brasil para descobrir que eu tenho história, que eu existo. Eu me sinto tão exilado nesse Brasil como o índio”, explica Zózimo Bulbul, ao fazer referência as suas viagens e produções na África como parte do resgate da cultura africana presente em suas obras.

Durante toda a semana acontecerão atividades que marcarão o 1º de Maio da CUT 2011.

Confira a programação completa do 1º de Maio da CUT Brasil-África

25/04  – Lançamento do 1º de Maio e Abertura da Mostra de Cinema – Local Sindicato dos Químicos de São Paulo

26/04 – Mostra de Cinema Brasil-África – Local Auditório APEOESP

27/04 – Workshop Internacional – Local Museu Afrobrasil

28/04 – Mostra de Cinema Brasil-África – Local Auditório Sindisaúde

             Workshop Internacional – Local Museu Afrobrasil

 Oficinas Culturais – Local Museu Afrobrasil

29/04 – Seminário Sindical Internacional  “Desenvolvimento, sustentabilidade e inclusão social  – Os desafios da relação Sul-Sul” – Local Sesc Vila Mariana

30/04 – Samba com Feijoada: Arlindo Cruz, Jorge Aragão, Diogo Nogueira, Leci Brandão e Marcinho do Cavaco.

Cortejos: Capoeira, Maculele, Moçambique, Jongo, Tambores do Vale

Escola de Samba Tom Maior

01/05 – Shows: Mart´nália, banda Ilê Ayê (Bahia), Rappin´Hood, Dog Murras (Angola), Chico César e Martinho da Vila

Ato político sindical-social: Com sindicalistas e movimentos sociais do Brasil e da África.

Ato inter-religioso: Diversas confissões religiosas celebrarão juntas esta data internacional dos trabalhadores (as).

Ato cultural: Com a presença dos atores Celso Frateschi e Danny Glover.

Homenagens: Lula e Nelson Mandela



Atividades Simultâneas

– Exposições e Feiras

– Exposição fotográfica

– Exposição de esculturas e pinturas

– Feira de Livros

– Feira gastronômica

– Heróis de todo o mundo (vídeo com personagens afro-brasileiro,

fundamentais da nossa história)

– Desfile de roupas africanas

– Desfile de penteados Afro

– Exposição de tecidos 

Mais informações: http://www.cutsp.org.br/noticias/2011/04/26/cut-realiza-o-lancamento-do-1o-de-maio-201cbrasil-africa201d

Saúde é o que interessa

Saúde é o que interessa!
Abril é o mês em que os sindicatos mais desenvolvem suas lutas pela saúde dos trabalhadores.
No dia 7, celebramos o Dia Mundial da Saúde e o dia 28 é dedicado à Memória das Vítimas de Acidente e de Adoecimento no Trabalho. O Sindicato dos Químicos de São Paulo participa de todas as atividades convocadas pela CUT e, por esse motivo, dedica a edição nº 6 do Boletim Eletrônico para este tema. Também lembraremos aqui dos 47 anos da ditadura militar, que foi implantada no dia 1º de abril de 1964.
 

Agradecemos a todos (as) que enviaram mensagens confirmando o recebimento do boletim anterior. Infelizmente foram poucas pessoas. Esperamos que seja mais por outros motivos do que por problemas com a lista de e-mails. Por isso, pedimos mais uma vez que vocês enviem uma pequena mensagem para sec.formacao@quimicosp.org.br dizendo se recebeu o número atual do boletim. Continuaremos tentando corrigir nossas falhas. Contamos com todos (as)!
Boa leitura!

Em defesa do SUS
O Sistema Único de Saúde (SUS) é uma conquista das lutas do movimento popular e sindical dos anos 80 e está garantido na Constituição Federal, em 1988, como um direito universal a todas as pessoas.

Antes de sua criação a assistência médica estava a cargo do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS), e era restrita aos empregados com registro em carteira que contribuíssem com a previdência social; os demais eram atendidos apenas em serviços filantrópicos.

A questão é que a defesa do SUS contraria interesses das empresas de Plano de saúde. E a briga é pesada!! Veja como funciona o esquema de precarização e sucateamento da sáude pública:
 
 
 
Agora, compare as diferenças entre os dois sistemas:
 
 
 
Saúde do Trabalhador X Lucro do Capital
Os problemas relacionados à saúde do trabalhador estão diretamente relacionados à exploração capitalista sobre os empregados: longa jornada de trabalho, rítimo intenso, pressão e assédio moral, baixo salário, máquinas e equipamentos inseguros, ambientes insalubres e condições inadequadas, agressões ao meio ambiente… São diversos os meios usados pelas empresas para reduzir custos / aumentar lucros que afetam a saúde.
 
Por esse motivo, desde as origens dos primeiros sindicatos, o tema ocupa um lugar central na luta sindical. Muitas foram as conquistas, como a legitimidade dos sindicatos em representar e negociar condições de trabalho junto aos empregadores, a redução de jornada, a garantia de um salário mínimo e toda uma legislação de proteção ao trabalhador e nas convenções coletivas.

Claro que há muitas coisas que precisam melhorar muito!! E novos desafios vêm surgindo com as inovações tecnológicas, como a nanotecnologia, cujos efeitos sobre a saúde ainda não são totalmente conhecidos.
 
Mais uma vitória do Sindicato sobre as injetoras de materiais plásticos
As Normas Regulamentadoras, também conhecidas como NRs, são parte da lei trabalhista (CLT) e regulamentam e fornecem orientações sobre procedimentos obrigatórios relacionados à segurança e medicina do trabalho no Brasil.

No dia 17 de dezembro de 2010, foi publicada a Portaria nº 197, que altera a Norma Regulamentadora nº12, “Máquinas e Equipamentos”. O texto do anexo IX, “Injetora de Materiais Plásticos”, foi proposto pelo Sindicato e aprovado praticamente na íntegra. A redação atual representa um grande avanço aos trabalhadores, pois irá proporcionar ao operador de máquinas maior segurança no local de trabalho, além de autonomia, já que uma das conquistas é o direito de recusa.
 
Outras vitórias conquistadas nesta publicação foram: a obrigatoriedade de treinamento aos operadores, o selo de segurança nas máquinas e o direito de recusa. Também foram feitos links com outras normas, como a nº 9 “Programa de Prevenção de Riscos Ambientais”, nº 10 “Segurança em Instalações e Serviços de Eletricidade”, nº17 “Ergonomia” e norma nº 31 “Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária, Silvicultura, Exploração Florestal e Aquicultura”.
 
OLT: o melhor remédio para a saúde do trabalhador
Para enfrentar as más condições de trabalho, não há outra fórmula: tem que haver uma intervenção para mudar o modo como está organizado o trabalho no interior das empresas: reduzir o rítimo de trabalho, acabar com a relação autoritária entre chefia-funcionário, assegurar que não ocorram acidentes com as máquinas e equipamentos vitimando trabalhadores, etc.

Para conseguirmos tudo isso, não podemos ter apenas a direção do sindicato gritando na porta das fábricas. Temos que ter uma Organização no Local de Trabalho (OLT) que seja atuante. Essa OLT pode ter vários nomes e siglas: comissão de fábrica, CIPA, Sistema Único de Representação (SUR). Pode ser também uma organização do sindicato dentro da empresa. O importante é estar atuando dentro das empresas!

Por isso, a Secretaria de Formação e a Secretaria de Saúde do Trabalhador vão oferecer uma série de cursos de formação sobre o tema para a militância e também vamos realizar um Encontro de cipeiros. Fique atento (a) e programe-se para participar!
 
Ditadura Nunca Mais!!
A memória da Ditadura Militar no Brasil (1964-1985) está mais viva do que nunca, para que nunca mais tenhamos no país um período como aquele!
 
O Sindicato dos Químicos vem dando sua contribuição ao persistir na busca dos restos mortais de Virgilio Gomes da Silva, militante da categoria na Nitro que foi assassinado sob tortura.
 
Agora acompanhamos todos a discussão no Congresso Nacional sobre a criação da Comissão Nacional da Verdade, prevista no Projeto de Lei 7376/10. Polêmica dentro e fora do governo, a proposta diz que a comissão terá o objetivo de esclarecer casos de violação de direitos humanos ocorridos no período da ditadura (1964-1985). A verdade é sempre revolucionária!!! Que venha a verdade, então!!!
 
No mês de maio, o Boletim nº 7 terá como tema central o Dia Internacional dos Trabalhadores. Em 2011, a CUT vai trazer o tema “Brasil – África: Fortalecendo as lutas da classe trabalhadora”. Veja toda a programação do 1º de Maio da CUT no site www.1demaiocut2011.com.br e programe-se para participar dessa data de luta.

Professor da USP diz que metrô de SP ficará abaixo da demanda para a Copa

 

São Paulo – Os longos anos de falta de investimento no Metrô de São Paulo não vão permitir que seja deixado um legado nesse tipo de transporte para a população até a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Segundo Telmo Giolito Porto, professor de ferrovias da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, o panorama mais otimista é que a demanda pelo metrô seja atendida somente a partir de 2020.

“Se imaginarmos o horizonte de 2020, São Paulo terá seu transporte equacionado porque o metrô hoje tem 70 quilômetros de malha. Se forem construídos mais 100 quilômetros, o que é perfeitamente possível, ficaremos com 170 quilômetros. Somando-se aos 260 quilômetros da CPTM [Companhia Paulista de Trens Metropolitanos], tem-se uma malha de 430 quilômetros, o que é muito razoável para São Paulo”, disse o professor, em entrevista à Agência Brasil.

 

A falta de legado no transporte de metrô para a Copa também é citada por José Geraldo Baião, presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Metrô (Aeamesp) e por Ciro Moraes dos Santos, diretor de Comunicação e Imprensa do Sindicato dos Metroviários de São Paulo e também operador de trem.

“Já está degradado agora, imagina com uma população gravitacional durante os eventos das Olimpíadas e da Copa do Mundo, colocando mais 4 milhões ou 5 milhões de pessoas de fora da cidade para andar no sistema”, disse Santos. Hoje, segundo a companhia do metrô, são transportadas 3,7 milhões de pessoas diariamente nas cinco linhas existentes (uma delas, a amarela, com apenas três estações e funcionando em horário especial). A previsão da companhia é que esse número chegue a 5 milhões de usuários por dia em 2014.

Segundo Santos, para atender os cerca de 20 milhões de moradores da região metropolitana de São Paulo, o metrô deveria ter, pelo menos, 200 quilômetros de extensão. Hoje, segundo a própria companhia, o metrô tem 70,6 quilômetros de extensão e 61 estações. A previsão para 2014 é que chegue a 80 quilômetros de extensão, atendendo a 72 estações.

De acordo com o sindicalista, o metrô de São Paulo não consegue hoje atender à demanda porque passou anos sem investimento. “A negligência dos gestores públicos do estado e do país nos deixaram numa condição de defasagem muito grande”, disse Santos.

A Companhia do Metropolitano informou que São Paulo constrói atualmente 1,9 quilômetro de metrô por ano, semelhante a Paris, na França, mas abaixo de Santiago, no Chile, que constrói 2,3 quilômetros anualmente. “O metrô de São Paulo começou tarde, em 1974, quando a cidade já tinha 6 milhões de habitantes. Hoje estamos implantando três linhas de metrô simultaneamente”, informou a companhia, em resposta à Agência Brasil.

“A taxa de crescimento anual do metrô por quilômetros de via caiu. Chegou a ser quase 2,5% e hoje estamos abaixo de 2%. Temos que retomar uma taxa de crescimento adequada de quilômetros por ano. Temos que ter no país uma visão de longo prazo”, defendeu Baião.

Para ele, ter uma extensão maior do metrô para atender ao aumento da demanda é algo que deveria ter sido pensado como parte de um projeto de infraestrutura a longo prazo para a cidade. E não para atender apenas a um evento pontual como a Copa do Mundo.

“No caso desses eventos que vão ocorrer, a Copa e as Olimpíadas, infelizmente não vamos conseguir deixar legado nessa área. Os sistemas de infraestrutura e de transporte do metrô são coisas que temos que fazer e cuidar permanentemente para atender à necessidade da população dessas cidades. E, assim, aquele evento pontual simplesmente seria atendido por essa infraestrutura”, disse Baião.

Segundo o presidente da Aeamesp, o ideal nas grandes cidades do país é que uma pessoa conseguisse chegar à rodoviária ou ao aeroporto, por exemplo, deslocando-se até o hotel ou a um restaurante utilizando o metrô como opção. Hoje, em São Paulo, ao desembarcar no Aeroporto de Congonhas, o transporte só é possível por meio de ônibus ou táxis.

“Isso é uma infraestrutura de que a cidade já deveria dispor e não porque vai ter uma Copa. Mas, infelizmente, não vamos deixar um bom legado nessa área porque não planejamos essas coisas mais atrás. O que vai ocorrer, a curto prazo, são soluções paliativas que não resolverão os problemas de mobilidade das pessoas e que estão mais concentradas em corredores de ônibus”, afirmou o presidente da Aeamesp, citando o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade Urbana, que prevê investimentos principalmente para sistemas de ônibus.

Para a Copa do Mundo, o metrô afirma que a previsão é que sejam concluídas obras nas linhas 2-verde, 4-amarela, 5-lilás, 6-laranja e 17-ouro, além da Linha 15-branca e do VLT (veículo leve sobre trilhos) até a cidade de São Bernardo do Campo (SP). As novas estações previstas até a Copa do Mundo serão Luz, República, Pinheiros, Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire, Fradique Coutinho, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia (linha amarela), Vila Prudente e Oratório (linha verde) e Adolfo Pinheiro (linha lilás). Para este ano, o orçamento previsto é de R$ 4,4 bilhões. Para os outros anos, o orçamento só será definido no segundo semestre deste ano.

Para o professor Porto, embora o metrô não seja suficiente para atender a toda a demanda da população até a Copa do Mundo, as obras que estão sendo realizadas pelo governo do estado vão ajudar a diminuir o problema. “Até a Copa, certamente não teremos a situação ideal, mas já teremos trechos para atender alguma coisa a mais. E o metrô não é o principal problema da Copa. Temos a questão das arenas, dos aeroportos, da hotelaria”, acrescentou.