Formulários para receber FGTS pré-1971 são publicados pela Caixa

Os trabalhadores da iniciativa privada que assinaram contratos de trabalho entre 1967 e 1971 e optaram pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) vão receber a diferença de juros devidos, sem necessidade de recorrer à Justiça. A decisão foi confirmada por circular da Caixa Econômica Federal publicada na terça-feira (2) no Diário Oficial da União. O pagamento estará disponível a partir do dia 12.

Para ter acesso ao dinheiro, os trabalhadores precisam preencher formulário de habilitação ao crédito disponível na página da Caixa na internet. Além disso, é necessário apresentar documentos pessoais e de comprovação de vínculo de trabalho (carteira de trabalho e inscrição no PIS-Pasep, por exemplo). O crédito será liberado em até 60 dias depois de aprovada a habilitação.

Tem direito ao pagamento de juros os trabalhadores que preencham cinco condições. É preciso ter vínculo empregatício firmado até 22 de setembro de 1971, ter feito opção retroativa à mesma data, realizada nos termos da lei 5.958/73, além de ter permanecido no mesmo emprego por mais de dois anos. O benefício só vale para quem já tiver sacado o saldo da conta depois de 12 de novembro de 1979 e que não tenham conquistado, na Justiça, o direito.Aqueles que não recorreram à Justiça também podem receber o crédito. Já os autores de ações judiciais devem desistir delas para pleitear a taxa progressiva.

Naquela época, o trabalhador podia optar pelo FGTS, que pagava juros progressivos, de 3% a 6%, de acordo com o tempo de permanência na empresa, nos termos da Lei 5.107/1966: 3% nos dois primeiros anos, 4% do terceiro ao quinto ano, 5% entre o sexto e o décimo ano e 6% acima disso.

Só que a Lei 5.705, de 1971, extinguiu os juros progressivos e fixou a correção única de 3% ao ano mais Taxa Referencial (TR). Mantinha, porém, o direito à progressividade dos juros para os trabalhadores que haviam optado pelo FGTS, mas esse detalhe não foi observado, o que motivou o acionamento da Justiça pelos trabalhadores prejudicados.

Até outubro do ano passado, quando o Conselho Curador do FGTS resolveu pagar as diferenças reivindicadas, a Caixa já havia pago 41.900 ações judiciais e existiam mais 63 mil na fila, aguardando julgamento. Como a Caixa perdera todas as ações até então, o conselho optou pela quitação dos pedidos, mesmo para quem não reclamou o benefício na Justiça, mas tem o direito. Outros 7 mil também podem receber, mas não recorreram ao judiciário.

Pelos cálculos da Caixa, os reembolsos devem variar entre R$ 380 e R$ 17,8 mil, de acordo com o tempo de vínculo com o FGTS. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são os estados com maior número de beneficiados


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Por redução da jornada, centrais pedem obstrução de sessões extraordinárias

Representantes de seis centrais sindicais em vigília pela redução de de 44 para 40 horas a jornada máxima de trabalho pediram que os parlamentares simpáticos à causa obstruam sessões extraordinárias. A estratégia foi definida pelos sindicalistas depois de terem recebido os deputados e senadores que voltavam ao trabalho no aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília (DF).

A sugestão defendida junto aos líderes é de que os partidários da medida tomem a tribuna durante as sessões extraordinárias para defender exclusivamente a votação da redução da jornada no primeiro semestre. A intenção seria impedir que novos temas fossem colocados em pauta.

No caso das sessões ordinárias, não haveria obstrução, já que os sindicalistas acreditam que há projetos em pauta de interesse dos trabalhadores, como o marco regulatório do pré-sal e a conversão da alimentação em direito fundamental.

Como para esta quarta-feira (3) está marcada reunião de líderes de todos os partidos, os sindicalistas esperam que as bancadas favoráveis defendam a inclusão do tema na pauta.

Bom humor

Com manifestações bem humoradas, o corpo-a-corpo é uma forma de pressionar os parlamentares pela votação da redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas. Das 8h às 10h, os parlamentares que voltavam ao trabalho após o recesso para a sessão de abertura do ano legislativo ouviram sindicalistas com gritos como “Reduz pra 40 que o Brasil aumenta e o empresariado aguenta” e “Primeiro o pré-sal, o Carnaval e depois as 40 horas”.

Após a mobilização no aeroporto, os sindicalistas foram ao Congresso para uma maratona de reuniões com os líderes. Partidos de oposição ao governo federal como o DEM e o PSDB, além do PMDB são preteridos em detrimento das legendas mais simpáticas à causa.

Encontros com o líder do PSB Rodrigo Rollemberg (DF) e do PDT Dagoberto Nogueira (MS), as centrais receberam a promessa de adesão plena à proposta. No caso dos pedetistas, a bancada definiu a posição na segunda-feira (1º). No caso do PTB, o líder Jovair Arantes (GO) acredita que deve haver apoio da maioria, com resistências pontuais. As reuniões seguem pela liderança do PT e outros partidos.

Vigília

A vigília foi definida em 21 janeiro, em meio à definição de prioridades das seis centrais reconhecidas pelo Ministétio do Trabalho e Emprego (MTE). Os passageiros que desembarcavam no Juscelino Kubitscheck também foram alvo da distribuição de panfletos.

“Com 40 horas semanais dão mais tempo para o lazer, para a família, para namorar. E ainda vão criar mais de 2 milhões de empregos”, disse Artur Henrique, presidente da CUT, ao megafone. “Deputado, deputada, senador, senadora, este ano tem eleição…”, avisou.

Segundo Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), apesar de reduzir o tempo hábil para votações no plenário, as eleições podem favorecer a acusa dos sindicalistas. “Todos sabemos que os empresários financiam as campanhas de alguns deputados, mas os votos que valem mesmo são os dos trabalhadores, a maioria”, explica à Rede Brasil Atual.

Ele promete, durante a campanha, “deixar claro” aos eleitores quem foram os parlamentares que se opuseram à questão e os que se mostraram “sintonizados com a classe trabalhadora”. A partir de cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), as centrais calculam em 2 milhões os empregos gerados com a redução.

“As centrais estão muito organizadas, solidárias, até com uma cumplicidade grande; vamos conseguir sensibilizar deputados para que seja colocado o tema em votação no primeiro semestre”, resume Patah.

A mobilização prosseguiu no Congresso, onde ocorreu a abertura dos trabalhos de 2010. A promessa é de novas vigílias até que haver uma definição sobre a tramitação do projeto.

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Governo vai pedir urgência constitucional para votação dos projetos do pré-sal no Senado

O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse hoje (2) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai retomar o pedido de urgência constitucional para a análise dos projetos do novo marco regulatório do pré-sal no Senado. Segundo ele, ainda esta semana o pedido deve ser feito para o projeto da Petrosal, já foi aprovado na Câmara.

“Com relação ao pré-sal, o presidente vai solicitar a urgência novamente para a votação, na medida em que os projetos forem para o Senado”, disse Padilha. Ele explicou que na Câmara dos Deputados os projetos foram analisados em comissões especiais e, por isso, o trâmite foi mais rápido.

Já no Senado, os textos terão que seguir o protocolo normal, passando por diversas comissões de mérito. Com a urgência, os projetos têm ser analisados até 45 dias, e o governo espera que eles sejam votados até abril.

Na Câmara, o objetivo é votar os dois que ainda faltam – capitalização da Petrobras e Partilha – antes do feriado de carnaval.

Para mais informações acesse: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2010/02/02/materia.2010-02-02.9091292145/view

Agricultores nordestinos começam a receber benefício do Garantia-Safra

Agricultores de 53 municípios nordestinos que aderiram ao Programa Garantia-Safra começam a receber hoje (2) os benefícios relativos à safra 2008-2009. Portaria da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário autorizando o pagamento foi publicada no Diário Oficial da União. 

Os pagamentos serão feitos nas mesmas datas definidas pelo calendário de benefícios sociais da Caixa Econômica Federal. O Garantia-Safra é um seguro de produção para agricultores residentes em áreas que registraram perda comprovada de mais da metade da produção agrícola, em função da seca ou do excesso de chuvas.

Os agricultores que vivem no Semiárido podem se inscrever no seguro, encaminhando ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) uma versão eletrônica da Declaração de Aptidão (DAP). Depois, devem procurar a ajuda de um técnico nos escritórios locais das empresas estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) ou nos sindicatos de trabalhadores rurais de seu município para complementar o documento com as informações utilizadas para o seguro, como área e culturas que pretendem plantar.

Para mais informações acesse: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2010/02/02/materia.2010-02-02.4179772318/view

A dupla Serra e Kassab destroem a cidade e o estado de São Paulo

O estado que tem a maior arrecadação do país e a cidade que também tem a maior arrecadação estão paralisados. Em que pese todas as mancadas do prefeito Gilberto Kassab (DEM), o governador José Serra (PSDB) é o maior responsável. Serra começou uma série de bobagens na cidade de São Paulo e depois deixou o comando para seu vice Kassab, talvez a maior bobagem do governador.

Hoje, no Governo do Estado de São Paulo, Serra se mostra incompetente para administrar o estado e/ou ajudar a resolver os problemas da capital paulista. A ampliação da linha amarela do metrô já virou lenda. O trânsito não tem solução aparente, exceto o aumento das passagens do transporte público: caro e de péssima qualidade.

Quem já pegou metrô durante os horários de pico sabe da guerra que se vive. Mais recentemente, as barras de ferro – que separam as pessoas como se fossem animais – expõem a necessidade de mais transporte público e que os culpados não são os usuários de veículos particulares. Existe espaço para mais usuários no transporte público?

A enchente, que deixou pessoas por mais de um mês sem poder voltar às suas casas, não tem nenhuma solução prática. E também não parece haver boa vontade. São pobres em bairros distantes do Centro da Capital e, por isso, o governador e o prefeito ignoram esses desastres. Em 2010, essas enchentes chegaram, inclusive, em bairros da classe média que não estão acostumados. Será que agora haverá alguma resposta do governador? Serra está mudo, parece que não tem nada com o que acontece em São Paulo.

A educação continua muito mal, obrigado. O governador tucano, José Serra, segue exemplarmente o que seus antecessores Covas e Alckmin fizeram. Mostra claramente a opção em deixar a população pobre sem escolas de qualidade. Quem tiver recursos para pagar uma escola particular terá chance a uma boa educação. Quem não tiver dinheiro, a única opção é colocar os filhos nas escolas públicas, onde se sujeitará à péssima educação oferecida.

Por fim, a habitação é outro grave problema no estado. Mesmo com muitos recursos disponibilizados pelo Governo Federal, José Serra não consegue criar um projeto de construção de casas populares. É muito dinheiro que o Governo Lula disponibiliza, mas precisa de algum empenho do governo estadual. O Serra não trabalha e o dinheiro fica parado.

 

GESTÃO KASSAB

O prefeito Gilberto Kassab iniciou 2010 esvaziando os bolsos dos moradores paulistanos. Só o IPTU teve um aumento de 30% nos imóveis residenciais e 45% nos comerciais. Em sua primeira tentativa, Kassab propunha um aumento máximo de 60% nos imóveis comerciais, mas recuou.

Não satisfeito, Kassab aumentou também as passagens de ônibus em 17,4% e a integração com o metrô passou de R$ 3,75 para R$ 4,00. Isso significa que o trabalhador que vive com um salário mínimo passará a gastar 23% dele só com a tarifa do transporte, isso contando apenas o ir e vir do trabalho.

A Rede Contra o aumento da Tarifa organiza e participa de protestos desde que o aumento foi efetivado. Em uma das manifestações, os participantes gritavam “Dança Kassab, dança até o chão. Aqui é o povo, contra o aumento do buzão” e chegaram a queimar um boneco que representava o prefeito.

Apesar da mobilização e indignação dos movimentos sociais e da população, nada mudou e os trabalhadores esperam a data de mais um reajuste. Mais uma vez é a população mais pobre que sai perdendo.

Comissão da Verdade apurará crimes durante a Ditadura

O Brasil deu um importante passo na democratização dos direitos humanos. O texto do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos ficou pronto mesmo com a chiadeira generalizada da direita e dos militares. O secretário Nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, comprou a briga e os temas mais importantes permaneceram. O objetivo é esclarecer a verdade do que aconteceu durante o período da ditadura militar no Brasil (1964-1985) e também avança em outras questões sociais importantes. As entidades sociais, inclusive o Sindicato dos Químicos de São Paulo, assinaram documento de apoio ao ministro Paulo Vannuchi na condução do projeto.

O maior impasse estava na questão de penalizar aqueles que cometeram crimes contra os manifestantes durante a ditadura militar. Muitos trabalhadores deram sua vida para que o país tivesse liberdade e a única homenagem razoável é a apuração dos criminosos e a punição penal que for cabível, para isso foi criada a Comissão da Verdade. Esse tema é importante porque dividiu, com clareza, quem é de esquerda e quem é de direita. Aqueles que querem preservar os militares são da direita e aqueles que querem apurar a verdade, da esquerda.

Entre os pontos polêmicos, destacam-se a fiscalização das empresas que agridem o meio ambiente pelos sindicatos; fiscalização de pesquisas de nanotecnologia e biotecnologia; fim da criminalização do aborto; apoio à união civil entre pessoas do mesmo sexo; fiscalização dos meios de comunicação; taxação das grandes fortunas; revisão das regras dos planos de saúde; fiscalização dos transgênicos; obrigatoriedade de audiência pública para reintegração de posse de fazenda ocupada.

O dirigente do Sindicato dos Químicos de São Paulo, Lourival Batista, disse que essa é “uma demonstração importante da diferença de termos um presidente da esquerda. Fosse alguém da direita no Governo Federal, um plano avançado como esse nunca teria apoio. A participação dos sindicatos na fiscalização das empresas nos processos de licenciamentos ambientais inaugura uma nova forma de pensar a produção com respeito ao meio ambiente”, conclui Lourival.