Acidente mutila trabalhador na Pack Light

No dia 17 de fevereiro às 10h30, aconteceu um grave acidente com um operário que operava a guilhotina na Pack Light. O companheiro teve sua mão amputada na altura do punho. Foi socorrido no Hospital Heliópolis e em seguida transferido ao Hospital das Clínicas.

Segundo informação de seus companheiros, foi realizado o implante da mão. O trabalhador continua internado. O trabalhador estava na empresa há um ano, mas não tinha treinamento para operar a guilhotina.

Os trabalhadores, em sua maioria, são registrados como ajudantes, mas são obrigados a operar equipamentos sem qualquer tipo de treinamento. Essa situação tem provocado vários acidentes, sendo este último o mais grave, mas a empresa não toma providências.

A direção do Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo está acompanhando o caso do trabalhador e já solicitou à COVISA (Comissão de Vigilância em Saúde) que fiscalize a empresa e interdite o equipamento até que a empresa apresente laudo sobre suas condições de uso, bem como sobre as causas do acidente.

No dia 23 de fevereiro, o diretor Lourival Batista Pereira fez a denúncia no Ministério Público do Trabalho, também solicitou a investigação e autuação da empresa.

Justiça do Trabalho impõe multa de R$ 1.000,00 por dia contra a DBK do Brasil

A Justiça do Trabalho impôs “pena de pagamento de multa diária no valor de R$ 1.000,00” para a empresa DBK do Brasil, caso seus sócios, diretores ou superiores hierárquicos pratiquem assédio moral contra seus trabalhadores.

Segundo o processo, diretores da empresa praticavam assédio moral contra os trabalhadores, em especial os que tinham algum tipo de doença ocupacional. Entre as práticas, era comum que forçassem o pedido de demissão. A denúncia foi feita pelo Ministério Público do Trabalho.

O dirigente do Sindicato dos Químicos de São Paulo, Geraldo Guimarães, disse que a sentença inibirá novas práticas na empresa e que é importante a denúncia dos trabalhadores ao Sindicato. “O Ministério Público está atento e a empresa não pode repetir sob pena de multa”.

100 anos do 8 de Março

Entre os dias 8 e 18 de março, acontece a 3ª Marcha Mundial das Mulheres (MMM). Aqui no Brasil, a abertura será em Campinas e passa por Valinhos, Vinhedo, Jundiaí, Várzea, Cajamar, Jordanésia, Perus, Osasco e no último dia, o ato de fechamento será na Capital Paulista.

Os temas tratados esse ano são: 1 – Bens Comuns e Serviços Públicos, que se refere aos bens básicos para uma vida saudável, tais como comida, água, moradia, educação e saúde; 2 – Paz e Desmilitarização, a intenção desse item é evidenciar as consequências das guerras na vida das mulheres; 3 – Autonomia Econômica, que trata basicamente do reconhecimento das mulheres no mundo do trabalho; 4 – Violência Contra as Mulheres.

O 3º item, que é de responsabilidade da CUT, leva seis propostas estruturadas pela Central: Redução da Jornada de Trabalho; Igualdade no Trabalho (nas condições de salário e trabalho); Luta por Creches; Valorização do Salário Mínimo; Garantia de Direitos a Todas Mulheres Trabalhadoras e Compartilhamento do Trabalho Doméstico e de Cuidados entre Homens, Mulheres e Estado.

A primeira MMM aconteceu em 2000 e contou com a participação de mais de cinco mil grupos de 159 países, para esse ano a estimativa é de três mil pessoas só no Brasil. Em todas as paradas para dormir, as companheiras ficarão alojadas em ginásios e tendas coletivas.

O ato de fechamento será a partir das 17 horas, na Praça Charles Müller, no Pacaembu. Quem não participar da marcha durante os dez dias, pode se juntar às mulheres que recepcionarão as marchantes. A proposta é sair do MASP em caminhada até o Pacaembu.

Histórico do Dia das Mulheres

Em 8 de março de 2010, celebraremos os 100 anos da declaração do Dia Internacional das Mulheres, cuja origem está ligada à história de lutas e militância das mulheres socialistas.

No ano de 1908, as mulheres socialistas dos Estados Unidos passaram a organizar um Dia das Mulheres dedicado à luta pelo direito ao voto. Essas mulheres eram parte do movimento sindical e socialista e foram protagonistas de amplos movimentos grevistas por direitos trabalhistas.

 Em 1910, na II Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, em Copenhague, Dinamarca, Clara Zetkin propõe que, a exemplo das irmãs americanas, começasse a ser celebrado o Dia Internacional das Mulheres. Nos anos seguintes, as comemorações se espalharam pela Europa, mas ainda sem data fixa e única para todos os países, apesar de sempre fazerem referência ao direito ao voto feminino como parte da luta pela emancipação das mulheres.

Já em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro no calendário ortodoxo), um grupo de operárias russas iniciou uma greve geral contra a fome, a guerra e o czarismo, construindo um processo de lutas que deu início à revolução de fevereiro. A iniciativa partiu das trabalhadoras das indústrias têxteis – as mais oprimidas e exploradas, que se lançaram às ruas de Petrogrado mobilizando cerca de 90 mil pessoas.

Quatro anos depois, em 1921, o dia 8 de março foi proposto como o Dia Internacional das Mulheres, para lembrar e homenagear a iniciativa das mulheres russas.
Fonte: www.sof.org.br

Mulher tem emprego negado por empresa por estar acima do peso no Paraná

Uma empresa do Paraná foi condenada pela Justiça a pagar R$ 5 mil de indenização à dona de casa Daiana Fernandes após negar o emprego à então candidata a uma vaga por considerá-la obesa. Segundo Daiana, na época a companhia alegou que não contrata pessoas acima do peso porque o funcionário pode vir a ter futuros problemas de saúde.

A história aconteceu em maio de 2008. Daiana se candidatou a uma a uma vaga de auxiliar de produção na companhia e participou normalmente do processo seletivo.


Antes de ser contratada, ela fez alguns exames a pedido da empresa. Os resultados não encontraram nenhum problema de saúde, mas a identificaram como obesa. Na época, ela pesava 96 quilos e, por esse motivo, não foi contratada.

Ela afirma que se sentia bem e com saúde e precisava de um trabalho. Como achou que tinha conquistado a vaga, veio a frustração.

“O médico falou que não podia me contratar porque eu estava acima do peso, estava obesa e poderia trazer problemas de saúde para a empresa. Falei que não tinha problema nenhum de saúde. Ele disse que eu poderia adquirir e a empresa não contrata gente acima do peso”, disse Daiana.


Ela afirma que saiu da empresa arrasada e chorando. “Pensei: ‘se lá é o único lugar de cidade pequena que contrata e eu não vou conseguir trabalhar, imagina nos outros lugares’”, lembra a dona de casa.

Crise
Depois de ter sido vetada por causa do peso, Daiana entrou em crise. Tomou remédios e tentou várias formas de emagrecer. Fez até uma cirurgia de redução de estômago. Hoje ela pesa 74 quilos.


Daiana afirma, porém, que o que a faz se sentir mais leve é ter conseguido provar que foi discriminada no processo de seleção e a empresa ter sido condenada pela Justiça do Trabalho a pagar uma indenização de R$ 5 mil.

“A empresa disse para ela que estava deixando de contratá-la porque ela era obesa. Isso é um ato discriminatório”, explica a juíza do Trabalho Patrícia Lemos.

“Entrei na Justiça porque talvez fazendo isso poderia acabar com a discriminação com outras pessoas que precisam”, disse Daiana.

Mais informações acesse: http://g1.globo.com/Noticias/Concursos_Empregos/0,,MUL1513490-9654,00-MULHER+TEM+EMPREGO+NEGADO+POR+EMPRESA+POR+ESTAR+ACIMA+DO+PESO+NO+PARANA.html 

Apple admite que usou mão de obra infantil, diz jornal

A Apple teria admitido que usou trabalho infantil em fábricas de construção de computadores, iPods e aparelhos celulares.

Segundo a edição eletrônica do jornal “The Daily Telegraph” desta terça-feira (2), no mínimo 11 jovens de 15 anos foram descobertos trabalhando em três fábricas que abastecem a companhia.

A empresa de Steve Jobs não deu o nome das fábricas, tampouco disse onde elas estão situadas –mas a maioria dos seus distribuidores está na China.

A Apple também tem fábricas em Taiwan, Singapura, Filipinas, Malásia, Tailândia, República Tcheca e nos Estados Unidos.

A Apple diz que a mão de obra infantil não está mais sendo usada agora, e que não existem mais menores de idade trabalhando.

“Em cada uma das três fábricas, nós pedimos um relatório anual sobre todos os empregados, assim como uma análise completa de todo o processo, para deixar claro como pessoas menores de idade foram colocadas no emprego”, disse a Apple, em relatório anual voltado aos fornecedores.

A Apple vem sendo criticada pelo uso de fábricas que abusam de trabalhadores em regiões de pobreza.

Durante a semana passada, 62 trabalhadores de uma fábrica que produz suprimentos para a Apple e para a Nokia foram envenenados por n-hexano, químico tóxico que causa degeneração muscular e visão obscurecida. Na ocasião, a Apple não comentou o problema.

Mais informações acesse: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u701196.shtml

Gripe A

O Ministério da Saúde anunciou hoje (25) que adultos saudáveis com idade entre 30 e 39 anos também vão receber a vacina contra a influenza A (H1N1) – gripe suína. A campanha de imunização começa no dia 8 de março e inclui ainda profissionais de saúde da rede de atenção básica e envolvidos na resposta à pandemia, indígenas, gestantes, crianças de 6 meses a 2 anos, jovens de 20 a 29 anos e pessoas com doenças crônicas (como diabetes, obesidade, asma e cardiopatias).

De acordo com a pasta, a ampliação do público-alvo a ser imunizado antes do início do próximo inverno, em junho, representa um aumento de 30 milhões de doses da vacina, totalizando 113 milhões. Para a compra das novas doses, foram destinados R$ 300 milhões, liberados por medida provisória.

“Em novembro, quando fizemos a compra da vacina, houve um aumento de oferta no mercado internacional. Sobrou vacina e pudemos ter acesso a um número de doses maior”, explicou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. “Vamos ter estoque estratégico, monitorando o que vai acontecer durante o processo para tomar outras medidas”, acrescentou.

A definição da nova faixa etária, segundo o ministério, considerou o grupo com maior número de hospitalizações e mortes, além dos que já haviam sido priorizados. A expectativa é imunizar 91 milhões de pessoas contra a doença. Parte das 113 milhões de doses será reservada para o caso de haver alterações epidemiológicas ao longo do inverno no país.

 

Confira o calendário de vacinação divulgado pelo Ministério da Saúde:


Profissionais de saúde e indígenas  – 8 de março a 19 de março

Gestantes, doentes crônicos e crianças de 6 meses a dois anos  –  22 de março a 2 de abril

Jovens de 20 a 29 anos – 5 de abril a 23 de abril

Idosos (mais de 60 anos) com doenças crônicas – 24 de abril a 7 de maio

Pessoas de 30 a 39 anos – 10 de maio a 21 de maio

Para mais informações acesse: http://www.agenciabrasil.gov.br/?q=node/835

Centrais criticam ação no STF contra imposto sindical

O Supremo Tribunal Federal adiou, nesta quarta-feira (24), o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 4067 movida pelo DEM contra a destinação de imposto sindical às centrais sindicais.

A pedido do ministro Eros Grau, o processo não foi à votação e segue em análise. Em junho de 2009, o julgamento já havia sido interrompico em razão de um pedido de vista do processo formulado pelo próprio Eros Grau.

Na ação, o DEM questiona a constitucionalidade a atribuição das centrais e a destinação de 10% dos recursos arrecadados pela contribuição sindical (ou imposto sindical) prevista no artigo 589 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), alterada pela lei 11.648/2008, que reconhece as centrais.

As centrais sindicais ouvidas pela Rede Brasil Atual consideram a ação do partido uma tentativa de criminalização dos movimentos sociais e de desmobilização dos trabalhadores.

“Querem acabar com a nossa raça e impedir a atuação do movimento  social”, dispara o presidente Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos. A alusão é a uma declaração de Jorge Bornhausen, atual presidente de honra do DEM, em 2005, quando disse que esperava “ficar livre dessa raça”, em referência ao PT e a setores da sociedade ligados ao partido.

“É só ver as várias atitudes tomadas pelos Democratas desde 2005 contra o MST, a CUT, a UNE”, insiste Artur. O presidente da CUT ainda critica o DEM porque tinha apenas um governador (José Roberto Arruda, no Distrito Federal) e um prefeito de capital (Gilberto Kassab, em São Paulo), mas ambos “enfrentam ações na Justiça”.


A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) classifica a ação de ingerência. “Eles não têm legitimidade para propor qualquer coisa ao movimento sindical. É uma ingerência com o objetivo de criminalizar o movimento sindical e inibir a tomada de posição dos movimentos sociais que incomodam”, afirma Eduardo Navarro, secretário de Imprensa e Comunicação da central sindical.

Para o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, retroceder na regulamentação das centrais pode implicar em grandes perdas para os trabalhadores. Por isso, o sindicalista também critica o o DEM. “(Eles) não enxergam na sociedade as questões mais importantes que nascem dos trabalhadores, as necessidades dos trabalhadores”, condena.

João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário-geral da Força Sindical, defende a manutenção dos recursos do imposto sindical às centrais para dar respaldo à luta social dos trabalhadores. “Os sindicatos, federações e confederações trabalham as questões das categorias, enquanto as centrais focam-se em questões sociais e ações que interessam ao conjunto dos trabalhadores na saúde, educação, políticas sociais… As grandes mobilizações em defesa dos direitos sociais são encabeçadas pelas centrais”, aponta.


Mérito

Para o presidente da CUT, o relator da ADI, ministro Joaquim Barbosa, parte de um pressuposto equivocado para se posicionar a respeito. Segundo Santos, não deveria estar em análise o reconhecimento das centrais sindicais na estrutura sindical, como relatou Barbosa. “Ninguém está dizendo que as centrais sindicais foram reconhecidas para substituir os sindicatos”, argumenta.

“Estamos sendo reconhecidos como entidades nacionais para participar de fóruns tripartites que envolvem trabalhadores, governos e empresários e para tratar de assuntos de interesse da classe trabalhadora como salário mínimo, aposentados, assuntos que não são de uma ou outra categoria, são gerais”, avalia. “Só que a base de voto do ministro é uma base falsa. Quem negocia pautas específicas das categorias são sindicatos, federações e confederações e não as centrais”, conclui.

Placar parcial

Durante a análise em junho do ano passado, os ministros Joaquim Barbosa (relator), Cezar Peluso e Ricardo Lewandowski votaram pelo provimento parcial da ADI, porém pela impossibilidade da destinação de parcela da contribuição sindical às centrais. Isso significa que os ministros aceitaram a argumentação da ADI.

O ministro Marco Aurélio abriu a divergência, votando pela improcedência, enquanto a ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha manifestou-se pelo provimento parcial, mas pelo cabimento da destinação de parte da contribuição sindical às centrais.

Faltam votar os ministros Gilmar Mendes, presidente do STF, Ellen Gracie, Carlos Britto, Eros Grau e Celso de Mello. O ministro José Antonio Dias Toffoli declarou-se impedido de votar, pois se posicionou contrário à Adin quando era advogado-geral da União.

Mais informações acesse: http://www.redebrasilatual.com.br/temas/trabalho/stf-adia-julgamento-sobre-imposto-sindical-para-centrais-sindicais