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Postado em: 10/03/2008 - 14h17 |

Setor farmacêutico cresce e fatura em 2007

Indústria farmacêutica no mundo
Há, no Brasil, mais de 10 mil companhias, mas apenas 8 controlam 40% dos produtos. Isso caracteriza a indústria farmacêutica como oligopolista. As 50 empresas, que faturam 65% do total mundial, são todas multinacionais.
Entre agosto de 2006 e agosto de 2007 as vendas mundiais de medicamentos no varejo atingiram a incrível cifra de U$406,57 bilhões, 5% maior que o período anterior.

Os EUA têm maior participação no mercado com 50,3%. Toda a América Latina tem presença de, apenas 5,1% no mercado mundial de medicamentos. O Brasil cresceu 10% alcançando vendas de U$ 9,47 bilhões.

Pesquisa da Universidade de Quebec, Canadá, mostra que de 1991 a 2.000, nove oligopólios farmacêuticos detém 80% do mercado mundial. Estes cresceram 45,3%, contra 16,7% dos bancos, 15,6% da indústria química, 15,6% dos fabricantes de automóveis e 10,9% das telecomunicações.

É claro que, os gastos em pesquisas, embora nunca revelados pelos laboratórios, consomem boa parte do faturamento, já que de acordo com pesquisas, gasta-se mais em marketing. Para se ter uma idéia, em 2004, nos EUA, o investimento das empresas em marketing foi de 57,5 bilhões de dólares, enquanto os gastos em pesquisas ficaram em torno de 32 bilhões.

A pesquisadora Márcia Angell no seu livro “A verdade sobre os laboratórios farmacêuticos, como somos enganados e o que podemos fazer a respeito”, ao desconstruir o mito do alto custo das pesquisas mostra que grande parte das pesquisas é feita em instituições acadêmicas (universidades), pequenas empresas de biotecnologia e nos institutos nacionais de saúde. Todos são financiados com recursos públicos, isto é, dinheiro pago em impostos pelos contribuintes. Portanto, ao comprar medicamentos você paga duas vezes, no ato da compra e nas pesquisas. 
 
No Brasil
No Brasil, a indústria farmacêutica se caracteriza por ser um setor oligopolizado. Cerca de 65% das empresas são transnacionais (23,4% têm origem nos EUA e 40,1% são européias).
De 1996 ao ano 2000 quatro dezenas de empresas nacionais foram vendidas a multinacionais do setor.

Genéricos
Em 2006, o faturamento alcançou a cifra de U$ 1,05 bilhão, 52% mais que em 2005. Foram comercializadas 194 milhões de unidades, 28% mais em que no ano anterior. O consumo de medicamentos genéricos deverá continuar em crescimento. Para 2008, a previsão é de 1,5% e em 2009, 1%.

Dados da própria indústria farmacêutica e também do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelam que a indústria farmacêutica bateu recorde de vendas no ano passado. O faturamento foi de mais de R$ 23,5 bilhões, o que representa uma expansão de praticamente 10% em relação a 2006. Os números demonstram como o setor industrial brasileiro tem crescido nos últimos anos, especialmente os laboratórios.

No Brasil, as multinacionais controlam 65% da oferta de medicamentos. Venderam, em 2007, 1,515 bilhão de unidades, um crescimento de 5,4%. Para este ano (2008) está prevista a venda de 1,583 bilhão de unidades, o que equivale a expansão de 4,5%. O faturamento deverá ser da ordem de R$ 25,50 bilhões, 8,6% em relação a 2007, números considerados conservadores ante o crescimento da economia do país.
 
Genéricos
No segmento de genéricos a participação de empresas nacionais chega a 82,2%.
O medicamento genérico não é novidade no mundo. Há pelo menos 20 anos é comercializado na Europa e EUA, cresce pelo menos 13% ao ano e movimenta em torno de U$ 22 bilhões por ano.

No Brasil, os genéricos foram autorizados em 1999 e sua comercialização começou no ano 2000. São medicamentos mais baratos por que não precisam passar pelo longo processo de pesquisa e desenvolvimento, pois as fórmulas estão definidas pelo medicamento de referência.

Em 2005 foram vendidas 151 milhões de unidades, 35,3% mais que em 2004, o que representou 11,4% do mercado farmacêutico brasileiro. O faturamento chegou a U$ 692,5 milhões.
 
Campanha salarial
O Setor farmacêutico tem data base em primeiro de abril. A campanha salarial, no entanto, já começou. Foram realizadas assembléias nos cinco sindicatos do estado de São Paulo coordenados pela FETQUIM, e os trabalhadores  aprovaram a pauta de reivindicações que foi entregue, dia sete de março, no sindicato patronal. Veja abaixo as principais reivindicações:
 
Salário
Reajuste pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado de abril/2007 a março de 2008 – previsão feita pelo DIEESE, 5,21%.
Aumento real de 5%
 
Piso salarial da categoria
Reajuste de 30.4% – R$ 900,00
 
PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) valor único para empresas que não tem programa próprio:
Valor de 2 pisos nominais – R$ 1.380,00 (não atualizados).

Jornada de Trabalho
Redução da Jornada de Trabalho em 10%
Sábados livres.
Divisor de 220 horas mensais.

Terceirização
Fim da terceirização, e pela imediata contratação direta.
 
Igualdade de Oportunidade e melhores condições de trabalho
Homens, mulheres, portadores de deficiência, raça, etnia, opção sexual.
 
Estabilidade
Para acidentados do trabalho e doença ocupacional.