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Postado em: 04/05/2011 - 15h31 | Redação

Relação Brasil-África foi tema do 1º de Maio da CUT

 

Do dia 25 de abril, segunda-feira, até o dia 1º de Maio, domingo, os sindicatos cutistas participaram de diversas atividades cujo tema central foi a situação dos negros na África e no Brasil. Na sexta-feira, no SESC Vila Mariana, foi realizado o seminário sindical internacional “Desenvolvimento, Sustentabilidade e Inclusão Social – Os Desafios da Relação Sul-Sul”.

A abertura da atividade ocorreu no Sindicato dos Químicos de São Paulo. Na ocasião foi ressaltada a importância da entidade na organização da CUT e na luta dos trabalhadores. O evento firmou o compromisso de fortalecer o Dia do Trabalhador com manifestações políticas de luta. Compondo a mesa de abertura, o coordenador da Secretaria de Administração e Finanças do Sindicato, Osvaldo Bezerra (Pipoka), disse: “A luta da classe trabalhadora tem um momento de auge durante o ano, que é o 1º de Maio. Temos que politizar esse ato e, a partir dele, impulsionar mais conquistas aos trabalhadores”.

Para o presidente da CUT São Paulo, Adi dos Santos Lima, o objetivo do seminário foi estreitar as relações e o conhecimento entre o Brasil e a África. “O seminário vem ao encontro do nosso objetivo de reconhecer a dívida que o nosso país tem com a África.” E finalizou: “Conhecer a história da África é buscar o berço da civilização”.

Durante o seminário, todos os expositores foram unânimes em afirmar que a exploração capitalista neoliberal deixa em situação de miséria a maioria dos países africanos, pois a intervenção do FMI no continente na década de 80 causou um forte endividamento dos países africanos. Para Clemente Ganz Lúcio, diretor do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o mundo já construiu as bases materiais para acabar com a fome, entretanto, 1 bilhão de pessoas passam fome ainda no mundo.

Roda de samba e feijoada no Vale do Anhangabaú

No dia 30 de abril, sábado, o Vale do Anhangabaú recebeu o cortejo das congadas, Maracatu, Moçambique, Jongo e tambores, manifestações culturais negras do Vale do Paraíba, interior de São Paulo, seguidas de roda de samba e feijoada com presença dos maiores nomes do samba, como Arlindo Cruz, Jorge Aragão, Leci Brandão, entre outros.

Ato inter-religioso, cultural e político

No dia 1º de maio, também no Vale do Anhangabaú, aconteceu uma série de atividades que culminaram com ato político no final da tarde, que contou com a participação da delegação de dirigentes sindicais de 13 países do continente africano, dentre eles Moçambique, Angola, Cabo Verde, África do Sul e Nigéria.

Dirigentes de  diversos sindicatos cutistas, inclusive do Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo e da direção estadual e nacional do PT, também participaram do ato. Ainda marcou presença o presidente da Câmara Federal, o deputado federal Marco Maia, que anunciou a criação de uma comissão especial para debater a questão das terceirizações. O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, representou a presidente Dilma Rousseff. O ministro leu a mensagem enviada pela presidente, reafirmou o compromisso do governo com o crescimento da economia para garantir a geração de postos de trabalho e, por fim, confirmou a continuidade da política externa brasileira de estreitar cada vez mais os laços com o continente africano.

Prestação de serviços, cultura e ato político na Zona Sul da Capital

No parque das Árvores, Cidade Dutra, mais de 25 mil pessoas passaram todo o dia nas tendas de prestação de serviços, que ofereciam desde emissão de documentos, orientação previdenciária, saúde, educação até beleza.

A palavra de ordem neste 1º de Maio da CUT que refletiu Brasil-África, foi “fortalecer as lutas da classe trabalhadora”.