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Postado em: 05/04/2016 - 15h39 | Redação

Professores questionam falta de recursos da Fiesp

Professores do Sistema S, que inclui escolas como Sesi e Senai não têm obtido avanços nas negociações da campanha salarial 2016. A Federação dos Professores de São Paulo (Fepesp) representa esses profissionais, em reuniões com patrões, que são representadas por Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiesp).

Segundo Celso Napolitano, presidente da Fepesp, não está havendo espaço para diálogo nas rodadas de negociações junto com os patrões, que tentam impor sua oferta sem conversa. A entidade que representa os professores chamou atenção para a contradição no discurso da Fiesp.

Os industriais alegam falta de recursos para pagar os trabalhadores, mas têm recursos suficientes para investirem em campanhas publicitárias contra o governo. O Sindicato dos Professores fez um levantamento de que os anúncios nos principais jornais do País, sobre o impeachment, no último dia 29 de março, custaram quase R$8 milhões.  

O Secretário Nacional de Comunicação da CUT, Roni Anderson Barbosa reforço que a Fiesp apoia o golpe porque seria favorável às empresas. “A Fiesp está investindo fortemente no golpe porque as empresas, no qual a entidade representa, têm interesses que são contrários aos dos trabalhadores. Elas [as empresas] querem flexibilizar as leis trabalhistas e retirar direitos dos trabalhadores que, segundo elas, são custos para o empresariado. O que eles querem é lucrar cada vez mais e explorar a mão de obra do trabalhador”, disse.