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Postado em: 15/09/2010 - 15h51 | Rede Brasil Atual

Natal deve bater recorde de vendas e de geração de empregos

A microempresária Lucrécia Conti já se antecipou ao aumento de vendas esperado para o Natal. A três meses do maior pico de vendas do ano, ela contratou uma auxiliar para reforçar a equipe de vendas de sua loja de roupas infantis, no centro de São Paulo. “Querendo ou não, no Natal vamos vender mais”, estima Lucrécia.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), maior mercado consumidor do país, avalia que o crescimento das vendas no Natal será de 4 a 6% maior que 2009 – ano em que apesar da crise econômica mundial, as vendas no Natal surpreenderam  com crescimento de 6% em relação a 2008. “2009 foi o Natal que mais vendeu”, informa Fabio Pina, assessor econômico da entidade.
 
Para 2010, a expectativa é ainda melhor, aponta Pina.  “[Em 2009] o valor acumulado de vendas no Brasil foi maior de todos os tempos, esse vai ser de novo, e o ano que vem de novo”, explica o especialista da Fecomercio. “Esses são recordes feitos para serem quebrados”, ensina.
 
O assessor acena com um Natal extraordinário.  “Será mais do que um ano de recuperação”, analisa. Levando em conta que em 2009, com toda a crise econômica, as vendas cresceram graças ao consumo das famílias e apesar do desempenho ruim do setor industrial, ele prevê que com o crescimento do varejo e da indústria em 2010 e com o PIB chegando a 7,5% de crescimento, o Natal terá um impacto muito bom para todos os setores econômicos.
 
Silvana Pinheiro, proprietária de uma franquia de cosméticos na região central de São Paulo, espera um incremento de 50% nas vendas. “No ano passado, a crise estava no noticiário e no inconsciente das pessoas”, conta. “Este ano as vendas já estão melhores ao longo de todo ano”, indica.
 
Para a gerente de uma rede de calçados, Larissa Lima, a expectativa é de crescer pelo menos 20% no fim do ano, em relação à média de vendas do ano. Em 2009, a loja que Larissa coordena registrou aumento de vendas também de 20% no Natal. “As metas da empresa são agressivas, mas nós temos conseguido superá-las todos os anos”, revela.
 
Contratações
 
O bom momento da economia deve repercutir também na contratação de trabalhadores temporários, revela a Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem).
Estudo da associação estima que 139 mil vagas temporárias serão geradas em todo o país – no comércio e na indústria – até o final do ano. O número exclui estagiários, terceirizados e contratos informais.
 
A expectativa de contratações temporárias  é 11% superior a de 2009, de acordo com o levantamento da associação.  Cerca de 30% das vagas serão oferecidas na indústria e 70% no comércio.
 
“Há anos, o período que antecede o Natal é sinônimo de trabalho para milhares de pessoas, estejam elas em busca de uma oportunidade de emprego efetivo ou apenas renda extra”, lembra a Asserttem.
 
E, caso a previsão da entidade se confirme, “será o melhor resultado da história”, aposta a Assertem. Para o presidente da associação, Vander Morales, o aumento da renda familiar e a estabilidade da economia são os grandes responsáveis pelo otimismo do mercado. “Com aproximadamente 44% dos consumidores, a classe C continua em evidência, principalmente após a migração de brasileiros vindos de classes mais baixas”, detalha.