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Postado em: 23/08/2007 - 10h54 | Redação

Plebiscito Vale pela anulação da privatização

Privatização até hoje mal explicada, vem aí um Plebiscito Popular pela Anulação do Leilão da Companhia Vale do Rio Doce, entre os dias 1º e 7 de setembro. Você pode e deve votar.

O TRF (Tribunal Regional Federal), em Brasília, já acatou a nulidade da avaliação do valor da “venda”, feita pelo governo FHC, em 1997, por R$ 3,3 bilhões, ao capital privado. Na época, o patrimônio da Companhia era calculado em R$ 92,64 bilhões, 23 vezes acima do valor pelo qual foi “vendida”.

Hoje, empresas estrangeiras controlam 65% das ações preferenciais da empresa.

A ação judicial revigora a campanha para reverter e anular o leilão de uma das maiores produtoras e exportadoras de minério de ferro do mundo, essencial para o desenvolvimento e a soberania nacional.

Irregularidades
* A empresa que fez a avaliação foi norte-americana, a Merril Lynch, acionista, na época, do grupo Anglo American, concorrente direto da Vale, que meses antes da venda dispôs de informação privilegiada.

* A participação do Bradesco como “consultor”. A presença do Banco no leilão se deu de forma indireta, já que não podia participar, pois foi um dos “avaliadores”. Além disso, já possuía 17,9% do capital votante da Companhia Siderúrgica Nacional que, por sua vez, montou o consórcio comprador da maior fatia de ações da Valepar, atual controlador acionário da Vale. Deu a lógica: cartas marcadas.

* Os avalistas não incluíram na “avaliação” a maior jazida de ferro do mundo, localizada em Carajás (PA), nem minérios explorados pela empresa, como manganês, bauxita, ouro e nióbio. Ficou de fora também a infra-estrutura da estatal, formada pelos complexos industriais, usinas, ferrovias, portos.

* Internacionalizaram 23 milhões de hectares, quando o Código Penal Militar proíbe a internacionalização de áreas maiores do que dois mil hectares sem aprovação do Senado e das Forças Armadas, o que não foi feito.

Plebiscito
De 1 a 7 de setembro, acontece em todo o país, o plebiscito pela anulação do leilão de privatização da Companhia Vale do Rio Doce.

As organizações sociais que quiseram montar urnas podem fazê-lo em sindicatos, fábricas, escolas, associações de moradores, praças, igrejas e em locais diversos de circulação de pessoas. As urnas podem ser feitas artesanalmente e os votantes devem apresentar documento para votar.

Menores de 16 anos terão direito a voto, mas em urna separada.

No Sindicato haverá urnas de votação nas subsedes e sede central.

Participe do plebiscito popular de 1 a 7 de setembro

Pelas novas gerações, pelo Brasil: Vote não!