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Postado em: 27/09/2005 - 08h47 | Redação

Governo Alckmin está sob suspeita

Nas três grandes obras do Estado (rebaixamento da calha do Tiete, metrô linha Lilás e Rodoanel) o Tribunal de Contas do Estado apontou irregularidades em contratos, foram gastos valores bem superiores ao que estavam definidos, há suspeitas de favorecimentos a empresas contratadas. Mas a mídia paulista não dá atenção para estas que seriam grandes notícias.

Ainda sobre estas obras: o rebaixamento da calha do Tietê não consegue segurar uma chuva forte, ou seja, as enchentes continuam. O metrô linha Lilás, na zona sul consumiu milhões de reais mas é ocioso, pois “sai do nada para chegar a lugar nenhum”. Quanto ao rodoanel, menos de dois anos depois de construído passou por grandes reparos, pois o concreto apresentou graves rachaduras. De novo, a imprensa nada viu, nada sabe.

E o caso Daslu? Senhorita Sophia Alckmin, filha do governador, trabalha nesta loja chique. Começou como simples vendedora, em pouco tempo foi promovida a gerente de negócios com salários, dizem, de R$ 20 mil ao mês. Coube à Polícia Federal e ao Ministério Público desbaratarem o esquema de sonegação fiscal da loja e também há suspeitas de favorecimentos à Daslu, por parte da Secretaria da Fazenda do Estado. Nossa mídia que é brilhante quando investiga fatos de Brasília, e divulga mesmo não sendo verdade, torna-se opaca quando o tema é o governo de São Paulo.

A grande imprensa cobra a abertura de CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito), em Brasília, do governo LULA. Nada informa sobre os quase 60 pedidos de CPIs parados na Assembléia Legislativa de São Paulo, que os deputados do PSDB e aliados, seguindo determinação do governador, não aprovam, não permitem que sejam instaladas. Tem pedido de CPI do Rodoanel, da Calha do Tietê, da TV Cultura, enfim, sobre nada disso o governo Alckmin quer investigação. Deve ter muito o que temer e esconder.