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Postado em: 07/03/2005 - 08h00 | Redação

Um bom exemplo. É assim que se faz

A unificação realizada na década de 90 entre as categorias dos plásticos e
dos químicos de São Paulo tornou-se um paradigma para todo o país, sendo uma das
unificações mais bem sucedidas. Hoje constatamos que sem ela seria mais difícil
encaminhar nossas lutas.

Foi, portanto, uma necessidade que os trabalhadores responderam de forma
exemplar. Invertendo a lógica da estrutura sindical implementada por Vargas,
unificamos nossas bases. Evitamos o isolamento e aumentamos nossa capacidade de
luta.

Se por um lado houve um amplo entendimento da necessidade de aglutinar forças
e unificar as categorias em nossa base, por outro esta condição não se apresenta
para diversas categorias existentes em todo o país. A estrutura sindical
engessada pela unicidade sindical, submetida ao poder normativo da Justiça do
trabalho e sustentada pelo imposto sindical, de maneira geral impede que os
trabalhadores possam definir com liberdade e autonomia a maneira de como querem
se organizar e em quais entidades querem ser filiados.

São poucas as experiências bem sucedidas de um sindicalismo forte e enraizado
na base. Hoje, existem aproximadamente 12 mil sindicatos no país, demonstrando
que a pulverização sindical é um fenômeno que apesar da unicidade sindical vem
aumentando, inflando a estrutura sindical sem que isso signifique um aumento na
representatividade dos sindicatos. São mais sindicatos e menos trabalhadores
sindicalizados. Na prática, sindicatos fragilizados dependentes cada vez mais do
imposto sindical.

É preciso inverter essa lógica, buscando cada vez mais a unificação dos
sindicatos em entidades mais representativas, fortes e com organização por local
de trabalho. É, portanto, imprescindível que a reforma sindical proposta pelo
Fórum Nacional do Trabalho, antiga reivindicação da CUT, seja levada o quanto
antes ao Congresso brasileiro para que seja votada e sancionada de acordo com a
vontade expressa dos trabalhadores nas discussões do FNT.

São experiências como a dos químicos e plásticos de São Paulo e região que
nos incentiva cada vez mais a lutar contra essa estrutura que impede a livre
organização dos trabalhadores. A luta dos trabalhadores e trabalhadoras de nossa
base é antes de tudo um exemplo a ser seguido e valorizado. Soubemos ultrapassar
nossas diferenças solidificando o que temos de melhor entre nós, que é a a
solidariedade!

Essa solidariedade que nos une e revigora que precisamos levar aos demais
trabalhadores, transformando o Brasil numa sociedade mais participativa e
transformadora de seu destino, na construção de um país mais justo e mais igual,
na construção de um mundo melhor para todos.

Parabéns a essa categoria que nesses dez anos de caminhada tornou-se numa das
mais belas experiências de organização da classe trabalhadora!


Matéria publicada na Revista Especial 10 anos de Unificação, de
10/09/2004