Saúde mental no trabalho é reconhecida como prioridade

Recentemente, com as novas regras de segurança no trabalho, as empresas passaram a ter uma responsabilidade ainda maior: cuidar da saúde mental dos trabalhadores. Isso foi estabelecido pela Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), norma que, além de focar na segurança e saúde física, agora também exige que as empresas promovam o bem-estar psicológico dentro dos seus ambientes de trabalho.
O que isso significa para o trabalhador?
A NR-1 exige que as empresas garantam um ambiente de trabalho seguro não só fisicamente, mas também mentalmente. Ou seja, os patrões devem ficar atentos a fatores que podem prejudicar a saúde mental dos trabalhadores, como o excesso de trabalho, a pressão constante e a falta de apoio. Estresse, ansiedade e até depressão são problemas comuns quando as condições de trabalho são adversas. Por isso, a empresa tem a obrigação de criar um ambiente que ajude a prevenir esses problemas.
Isso inclui oferecer locais de trabalho bem iluminados, ventilados e confortáveis, além de garantir que o ambiente não represente riscos à saúde. Também é fundamental que a carga de trabalho seja equilibrada, evitando a sobrecarga de tarefas que possa levar o trabalhador ao esgotamento.
O cuidado com a saúde mental não é apenas uma questão de bem-estar, mas também de produtividade. Quando o trabalhador está mentalmente saudável, ele consegue se concentrar mais nas suas tarefas e tem um melhor desempenho.
Fique atento!
Agora, com a nova exigência da NR-1, as empresas devem prestar atenção não só na segurança física, mas também no bem-estar psicológico dos trabalhadores. Se você sentir que está sobrecarregado ou com dificuldades emocionais, é fundamental que a empresa ofereça apoio. A norma foi criada para garantir que todos possam trabalhar de forma mais saudável, tanto física quanto mentalmente.
O Sindicato possui atendimento médico especializado para atender os associados. O agendamento é feito pelo WhatsApp (11) 99306-2746.

Reajuste do setor farmacêutico será de 5,20%

Os trabalhadores do setor farmacêutico conquistaram um reajuste de 5,20% em todos os salários, até o teto de R$ 11 mil. Quem recebe acima deste valor terá um reajuste fixo de R$ 572,00.
O reajuste representa a reposição integral da inflação do último período, de acordo com o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado nos últimos doze meses.
Além do reajuste salarial, a negociação também garantiu um aumento de 25% no vale-alimentação, estabelecendo um valor mínimo de R$ 690,00 para todos os trabalhadores.
O piso salarial para empresas com até 100 colaboradores foi reajustado em 5,20%, enquanto o piso das empresas com mais de 100 funcionários teve reajuste de 6%.
Na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), para empresas que não possuem programa próprio, o reajuste foi de 5,20% para indústrias com até 100 colaboradores, e de 15,41% para empresas maiores, com mais de 100 funcionários.
“No ano passado já conseguimos um excelente avanço no vale-alimentação. Extinguimos a faixa de R$ 330, e com isso todos os trabalhadores passaram a receber, no mínimo, R$ 550. Este ano, garantimos um reajuste de 25%, e o vale mínimo saltou para R$ 690″, explica Deusdete das Virgens, diretor do Sindicato e secretário de Administração da Fetquim (Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico).
As negociações com a bancada patronal nunca são fáceis, mas o Sindicato considera um grande avanço o reajuste no vale-alimentação e a renovação de todas as cláusulas sociais por mais dois anos. “O setor tem uma das melhores convenções coletivas do país, com direitos que outras categorias de trabalhadores não possuem. Manter essa convenção intacta é nossa maior vitória”, afirma Deusdete.

Confira seu salário:

Reajuste salarial geral — 5,20%
Piso 1 (até 100 trabalhadores)- R$ 2.228,04
Piso 2 (acima de 100 trabalhadores)- R$ 2.521,28 (6%)
PLR 1 (até 100 trabalhadores)- R$ 2.300,00
PLR 2 (acima de 100 trabalhadores)- R$ 3.500,00 (15,41%)
Cartão alimentação R$ 690,00 25%
Teto salarial R$ 11.000,00
Reajuste acima do teto R$ 572,00 (fixo)

Casa Margarida Barreto: Dois Anos de Acolhimento e Apoio às Mulheres Vítimas de Violência

No dia 8 de março, a Casa Margarida Barreto comemorou dois anos de atuação como um espaço de acolhimento para mulheres vítimas de violência. Ao longo desse período, mais de 300 mulheres receberam apoio humanizado e atendimento especializado, passando por um processo de recuperação e empoderamento. Muitas dessas mulheres chegam em estado de grande fragilidade, e a Casa oferece um atendimento inicial social que direciona para serviços jurídicos, psicológicos e psiquiátricos. Além disso, conforme a necessidade, as mulheres são encaminhadas para a delegacia da mulher, para o Conselho Tutelar, para a ouvidoria, ou para serviços de atendimento à saúde.
A missão da Casa Margarida Barreto vai além do acolhimento imediato. A ONG se dedica ao combate à violência doméstica e à discriminação motivada por gênero, orientação sexual, raça, concepção política e religiosa. Através de um atendimento integral, visa garantir que todas as mulheres possam encontrar um espaço de apoio, respeito e segurança, onde suas histórias e necessidades sejam ouvidas e atendidas de forma humanizada.
A ONG leva o nome de Dr. Margarida Barreto, médica que teve um trabalho fundamental nas pesquisas sobre assédio moral. Dr. Margarida também foi médica do trabalho do Sindicato dos Químicos de São Paulo e era reconhecida pelo trabalho humanizado que desempenhava junto aos trabalhadores da base.
A Casa Margarida Barreto está localizada no prédio do Sindicato dos Químicos de São Paulo, no bairro da Liberdade, e conta com total apoio da entidade. A presidente da ONG, Lucineide Varjão, ressalta: “Tem sido muito gratificante executar esse trabalho e contribuir diretamente para a recuperação e fortalecimento das mulheres que atendemos. Cada história de superação nos motiva a continuar nossa missão.”
Para denunciar casos de violência ou buscar apoio, as mulheres podem entrar em contato pelo telefone (11) 99160-2582 ou ainda através do canal de denúncias no Instagram @casamargaridabarreto.

Principais Mudanças da NR 5: O que você precisa saber

A Norma Regulamentadora 5 (NR 5), que trata da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), passou por importantes atualizações que têm impacto direto na saúde e segurança no ambiente de trabalho. Uma das mudanças mais relevantes é a ampliação da participação dos trabalhadores na escolha dos membros da CIPA. Agora, com um processo mais democrático, os trabalhadores têm maior voz na composição da comissão, o que fortalece o compromisso com a prevenção de acidentes e a melhoria das condições de trabalho.
A capacitação dos membros da CIPA também foi reformulada. A norma exige que a formação seja contínua e mais focada em práticas atualizadas, garantindo que todos os integrantes estejam preparados para lidar com as situações específicas do ambiente de trabalho e promovendo uma cultura de segurança mais eficiente.
Outro ponto importante das mudanças é o fortalecimento das ações contra o assédio moral e sexual no ambiente de trabalho. A NR 5 agora exige que as empresas adotem medidas preventivas e criem canais seguros para denúncia, assegurando um local de trabalho mais respeitoso e livre de qualquer forma de abuso.
Por fim, a norma também estabelece um controle mais rigoroso das condições de trabalho, o que aumenta a responsabilidade das empresas em oferecer um espaço seguro e saudável para todos. Essas mudanças visam criar um ambiente de trabalho mais seguro, respeitoso e justo, tanto para a saúde física quanto psicológica dos trabalhadores.

Nova direção da CNQ é eleita e empossada

A Chapa Única, construída pelo Ramo Químico da CUT, foi eleita para a direção da Confederação Nacional do Ramo Químico (CNQ) na gestão 2025-2029, sob o comando do presidente Geralcino Teixeira, também dirigente do Sindicato dos Químicos de São Paulo, que foi reeleito.
Em seu discurso, Geralcino destacou que, no Congresso de 2021, realizado de forma virtual devido à pandemia, o número de sindicatos representados foi de pouco mais de 20. Neste congresso, o número de sindicatos presentes subiu para 49, refletindo o trabalho de fortalecimento da CUT e novas filiações durante a última gestão.
Além de Geralcino, outros dirigentes do Sindicato dos Químicos de São Paulo compõem a nova direção da CNQ. Edielson Souza assumiu a Secretaria de Relações de Trabalho, Elaine Blefari a Secretaria de Relações Internacionais, José Deves a Secretaria de Organização Política Sindical, e Nilson Mendes a Secretaria Setorial Farmacêutica. Também estão na suplência da direção os dirigentes Márcia Dias, Rosa Trindade e Regiane Machado.
A direção da CNQ é composta por 40 dirigentes, sendo 15 mulheres, e representa os interesses de 350 mil trabalhadores em todo o Brasil, por meio de suas federações e sindicatos filiados.

Indústria farmacêutica recebeu mais de R$ 8 bilhões em renúncias fiscais em 2024, aponta Dieese

Um levantamento do Dieese revelou que, entre janeiro e setembro de 2024, a indústria farmacêutica foi beneficiada com mais de R$ 8 bilhões em renúncias fiscais. Deste total, 70% foram destinados a empresas de São Paulo, estado que é base de atuação da FETQUIM.

A empresa que mais recebeu incentivos foi a Novamed, do Grupo NC, com R$ 618 milhões. A farmacêutica, primeira a fabricar medicamentos na Zona Franca de Manaus, possui um processo de produção 100% automatizado, sem geração de empregos.

Na sequência, aparecem:

Novartis – R$ 540 milhões

AstraZeneca – R$ 529 milhões

Eurofarma – R$ 483 milhões

Sanofi – R$ 402 milhões

União Química – R$ 389 milhões

Aché – R$ 385 milhões

Apesar de receberem bilhões em incentivos fiscais, as negociações salariais com o setor farmacêutico seguem difíceis. Se não fosse a luta do sindicato, os trabalhadores sequer teriam reajuste salarial.

Diesat realiza 1º Congresso Nacional de Saúde do Trabalhador

O Diesat (Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho) realizará, nos dias 24 e 25 de abril de 2025, o 1º Congresso Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, em São Paulo.

O evento reunirá sindicatos, centrais sindicais, movimentos sociais, pesquisadores, profissionais de saúde, estudantes e entidades parceiras para fortalecer a Sabedoria Popular na promoção da saúde e na proteção da vida frente às violências do trabalho.

Este Congresso servirá como etapa preparatória para a 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (5ª CNSTT), que acontecerá em agosto de 2025.

Segundo o vice-presidente do Diesat, João Scaboli, o objetivo é aprofundar o debate sobre a relação saúde-trabalho-doença, considerando o trabalho como eixo central da sociedade. A programação, em breve divulgada, será baseada na articulação entre movimentos sindicais e sociais, serviços e academia.

“Queremos impulsionar debates qualificados e rodas de conversa que fortaleçam as pautas das categorias e contribuam para diretrizes estratégicas”, destaca Scaboli.

Assembleia do setor farmacêutico definirá pauta da Campanha Salarial 2025

O setor farmacêutico realizará uma assembleia no dia 4 de abril (sexta-feira), às 18h, para debater os rumos da Campanha Salarial 2025.

A assembleia será híbrida, acontecendo tanto pelo Zoom quanto de forma presencial, na sede de Santo Amaro (Rua Ada Negri, 127).

A rodada de negociação com a bancada patronal ocorreu no dia 31 de março, e já existe uma proposta em discussão. No entanto, a decisão final sobre aceitá-la ou não cabe à categoria. Como de costume, os representantes dos empregadores adotaram uma postura rígida nas negociações e alegam que a alta do dólar impacta diretamente a performance do setor.

A conversa avançou em alguns pontos, mas em outros ainda há impasses. Durante a assembleia, a proposta será apresentada, e os trabalhadores decidirão os rumos da campanha.