Conjunturas Setoriais

Postado em: 21/08/2017 - 14h29 | Anuário Época Negócios 360º

Farmacêutico

Aché é campeão do setor farmacêutico

O anuário Época Negócios 360º apontou o Aché como a melhor empresa do setor farmacêutico. No ranking das cinco primeiras estão Libbs (2ª), Cristália (3ª), Eurofarma (4ª) e Farmoquímica (5ª).


Passo acelerado, de olho em 2030 

Há três anos, o laboratório Aché estabeleceu como meta - e que meta - dobrar de tamanho a cada cinco anos, de forma a atingir, em 2030, um faturamento de R$ 20 bilhões. “Vamos crescer, de forma sustentável, por meio da inovação e excelência operacional”, diz Paulo Nigro, presidente do Aché. E também com algumas aquisições, claro, que sempre funcionam como um excelente aditivo para qualquer expansão.

O Aché deu importantes passos nessa direção em 2016. Comprou duas empresas do Sul. Uma delas, o laboratório gaúcho Tiaraju, voltado à produção de fito medicamentos, marcou a estreia do Aché na área de nutracêuticos e nutricosméticos. “É um novo mercado para nós, o da prevenção. Vai em linha com a longevidade da população e qualidade de vida de longo prazo, algo que nos intriga”, afirma Nigro. A outra empresa adquirida foi a paranaense Nortis, especializada na fabricação de antibióticos e na comercialização de alimentos funcionais. Os valores da compra não foram revelados.

O que se sabe é que o dinheiro reservado à expansão engloba também a construção de fábricas em regiões fora do eixo Sul-Sudeste, onde está concentrada a estrutura fabril do Aché. O laboratório tem atualmente uma fábrica em Londrina (PR) e duas na Grande São Paulo, na capital e em Guarulhos, onde também está a sede administrativa, recentemente, anunciou a construção de uma planta e de um centro de distribuição no Recife, capazes de fazer a aproximação com os clientes do Norte e do Nordeste. “Fazer anúncio da construção de uma nova fábrica, num momento de crises e incertezas, é um ato de coerência com o planejamento estratégico”, diz Nigro. “Olhamos para o futuro, e não para as dificuldades de curto prazo.”

Pensar no futuro significa também renovar o portfólio. O laboratório lançou 27 produtos em 2016, muito além da média global da indústria farmacêutica - que é de dez ao ano, no máximo, segundo Nigro. Tais produtos passaram a integrar um portfólio de 326 marcas de medicamentos, contemplando mais de 25 especialidades e 142 classes terapêuticas. E o ritmo de lançamentos deve ser acelerado, segundo Nigro, para 30 a 32 produtos por ano.
Em 2016, o Aché investiu R$ 203 milhões em pesquisa. Esse montante foi usado não apenas no desenvolvimento de produtos, mas i também na criação de novos laboratórios, como o Nanotechnology Innovation Laboratory Enterprise (Nile), em parceria com a sueca Ferring Pharmaceuticals. “Inovação incrementai e nanotecnologia serão áreas promissoras para o setor farmacêutico. Por isso a aposta”, diz Nigro. Iniciativas como essas contribuíram para o Aché encerrar 2016 com uma receita líquida de R$ 2,7 bilhões, 15,1% superior à de 2015. Já a receita bruta somou RS 6,1 bilhões, pouco menos de um terço do que a empresa pretende atingir em 13 anos. “Longo prazo é acreditar na capacidade de decisão”, afirma Nigro.